Agosto 07, 2008

Novas opções de mercado



Dê um "UP" no seu curriculum...

Você acha que não te contratam em uma grande empresa porque o seu
currículo é muito 'fraquinho'?
É muito simples, basta fazer algumas substituições no nome de sua
profissão!
Veja agora algumas dicas para você dar um 'plus' no seu currículo,
apenas falando de seus empregos anteriores:



* Especialista em Marketing Impresso (boy da xerox)
* Supervisor Geral de Bem-Estar, Higiene e Saúde (faxineiro)
* Oficial Coordenador de Movimentação Interna (porteiro)
* Oficial Coordenador de Movimentação Noturna (vigia)
* Distribuidor de Recursos Humanos (motorista de ônibus)
* Distribuidor de Produtos Alternativos de Alta Rotatividade (camelô)
* Técnico Saneador de Vias Públicas (gari)
* Especialista em Entretenimento Masculino (prostituta)
* Especialista em Entretenimento Masculino Sênior (puta de luxo)
* Dublê de Especialista em Entretenimento Masculino (travesti)
* Supervisor dos Serviços de Entretenimento Masculino (cafetão)
* Técnico em Redistribuição de Renda (ladrão)
* Distribuidor de Recursos Humanos VIP (motorista de táxi)
* Distribuidor Interno de Recursos Humanos (Ascensorista)
* Diretora de Saneamento de Áreas (a tia que limpa o banheiro)
* Especialista em Logística de Energia Combustível (frentista)
* Auxiliar de Serviços de Engenharia Civil (peão de obra)
* Segundo Auxiliar de Serviços de Engenharia Civil (ajudante de
pedreiro)
* Especialista em Logística de Documentos (office-boy)
* Especialista Avançado em Logística de Documentos (motoboy)
* Consultor de Assuntos Gerais e Não Específicos (vidente)
* Técnico de Marketing Direcionado (distribuidor de santinho nas
esquinas)
* Especialista em Logística de Alimentos (garçom)
* Coordenador de Fluxo de Artigos Esportivos (gandula)

Agora que vc aprendeu, é só pôr em prática.

"... não é porque não respeitam mais a verdade... é porque esse governo desmoralizou a mentira!"
Arnaldo Jabor

Refrigerante, a verdade!



Na verdade, a fórmula 'secreta' da Coca-Cola se desvenda em 18 segundos em qualquer espectrômetro-ótico, e basicamente até os cachorros a conhecem. Só que não dá para fabricar igual, a não ser que você tenha uns 10 bilhões de dólares para brigar com a Coca-Cola na justiça, porque eles vão cair matando.

A fórmula da Pepsi tem uma diferença básica da Coca-Cola e é proposital exatamente para evitar processo judicial. Não é diferente porque não conseguiram fazer igual não, é de propósito, mas próximo o suficiente para atrair o consumidor da Coca-Cola que quer um gostinho diferente com menos sal e açúcar.

Entre outras coisas, fui eu quem teve que aprender tudo sobre refrigerante gaseificado para produzir o guaraná Golly aqui (nos EUA), que usa o concentrado Brahma. Está no mercado até hoje, mas falhou terrivelmente em estratégia promocional e vende só para o mercado local, tudo isso devido à cabeça dura de alguns diretores.

Tive que aprender química, entender tudo sobre componentes de refrigerantes, conservantes, sais, ácidos, cafeína, enlatamento, produção de label de lata, permissões, aprovações e muito etc. e tal. Montei um mini-laboratório de análise de produto, equipamento até para analisar quantidade de sólidos, etc. Até desenvolvi programas para PC para cálculo da fórmula com base nos volumes e tipo de envasamento (plástico ou alumínio), pois isso muda os valores e o sabor. Tivemos até equipe de competição em stock-car.

Tire a imensa quantidade de sal que a Coca-Cola usa (50mg de sódio na lata) e você verá que a Coca-Cola fica igualzinha a qualquer outro refrigerante sem-vergonha e porcaria, adocicado e enjoado. É exatamente o Cloreto de Sódio em exagero (que eles dizem ser ' very low sodium') que refresca e ao mesmo tempo dá sede em dobro, pedindo outro refrigerante, e não enjoa porque o tal sal mata literalmente a sensibilidade ao doce, que também tem de montão: 39 gramas de 'açúcar' (sacarose).

É ridículo, dos 350 gramas de produto líquido, mais de 10% é açúcar. Imagine numa lata de Coca-Cola, mais de 1 centímetro e meio da lata é açúcar puro... Isso dá aproximadamente umas 3 colheres de sopa CHEIAS DE AÇÚCAR POR LATA !...

Fórmula da Coca-Cola?...Simples:
Concentrado de Açúcar queimado - Caramelo - para dar cor escura e gosto; ácido ortofosfórico (azedinho); sacarose - açúcar (HFCS - High Fructose Corn Syrup - açúcar líquido da frutose do milho); extrato da folha da planta COCA (África e Índia) e poucos outros aromatizantes naturais de outras plantas, cafeína, e conservante que pode ser Benzoato de Sódio ou Benzoato de Potássio, Dióxido de carbono de montão para fritar a língua quando você a toma e junto com o sal dar a sensação de refrigeração.

O uso de ácido ortofosfórico e não o ácido cítrico como todos os outros usam, é para dar a sensação de dentes e boca limpa ao beber, o fosfórico literalmente frita tudo e em quantidade pode até causar decapamento do esmalte dos dentes, coisa que o cítrico ataca com muito menor violência, pois o artofosfórico 'chupa' todo o cálcio do organismo, podendo causar até osteoporose, sem contar o comprometimento na formação dos ossos e dentes das crianças em idade de formação óssea, dos 2 aos 14 anos. Tente comprar ácido fosfórico para ver as mil recomendações de segurança e manuseio (queima o cristalino do olho, queima a pele, etc.).

Só como informação geral, é proibido usar ácido fosfórico em qualquer outro refrigerante, só a Coca-Cola tem permissão... (claro, se tirar, a Coca-Cola ficará com gosto de sabão).

O extrato da coca e outras folhas quase não mudam nada no sabor, é mais efeito cosmético e mercadológico, assim como o guaraná, você não sente o gosto dele, nem cheiro, (o verdadeiro guaraná tem gosto amargo) ele está lá até porque legalmente tem que estar (questão de registro comercial), mas se tirar você nem nota diferença no gosto.

O gosto é dado basicamente pelas quantidades diferentes de açúcar, açúcar queimado, sais, ácidos e conservantes. Tem uma empresa química aqui em Bartow, sul de Orlando. Já visitei os caras inúmeras vezes e eles basicamente produzem aromatizantes e essências para sucos. Sais concentrados e essências o dia inteiro, caminhão atrás de caminhão! Eles produzem isso para fábricas de sorvete, refrigerantes, sucos, enlatados, até comida colorida e aromatizada.

Visitando a fábrica, pedi para ver o depósito de concentrados das frutas, que deveria ser imenso, cheio de reservatórios imensos de laranja, abacaxi, morango, e tantos outros (comentei). O sujeito olhou para mim, deu uma risadinha e me levou para visitar os depósitos imensos de corantes e mais de 50 tipos de componentes químicos. O refrigerante de laranja, o que menos tem é laranja; morango, até os gominhos que ficam em suspensão são feitos de goma (uma liga química que envolve um semipolímero). Abacaxi é um festival de ácidos e mais goma. Essência para sorvete de Abacate? Usam até peróxido de hidrogênio (água oxigenada) para dar aquela sensação de arrasto espumoso no céu da boca ao comer, típico do abacate.

O segundo refrigerante mais vendido aqui nos Estados Unidos é o Dr. Pepper, o mais antigo de todos, mais antigo que a própria Coca-Cola. Esse refrigerante era vendido obviamente sem refrigeração e sem gaseificação em mil oitocentos e pedrada, em garrafinhas com rolha como medicamento, nas carroças ambulantes que você vê em filmes do velho oeste americano. Além de tirar dor de barriga e unha encravada, também tirava mancha de ferrugem de cortina, além de ajudar a renovar a graxa dos eixos das carroças. Para quem não sabe, Dr. Pepper tem um sabor horrível, e é muito fácil de experimentar em casa: pegue GELOL spray, aquele que você usa quando leva um chute na canela, e dê um bom spray na boca! Esse é o gosto do tal famoso
Dr.Pepper que vende muito por aqui.

Refrigerante DIETQuer saber a quantidade de lixo que tem em refrigerante diet? Não uso nem para desentupir a pia, porque tenho pena da tubulação de pvc... Olha, só para abrir os olhos dos cegos: os produtos adocicantes diet têm vida muito curta. O aspartame, por exemplo, após 3 semanas de molhado passa a ter gosto de pano velho sujo.

Para evitar isso, soma-se uma infinidade de outros químicos, um para esticar a vida do aspartame, outro para dar buffer (arredondar) o gosto do segundo químico, outro para neutralizar a cor dos dois químicos juntos que deixam o líquido turvo, outro para manter o terceiro químico em suspensão, senão o fundo do refrigerante fica escuro, outro para evitar cristalização do aspartame, outro para realçar, dar 'edge' no ácido cítrico ou fosfórico que acaba sofrendo pela influência dos 4 produtos químicos iniciais, e assim vai... A lista é enorme.

Depois de toda essa minha experiência com produção e estudo de refrigerantes, posso afirmar: Sabe qual é o melhor refrigerante? Água filtrada, de preferência duplamente filtrada, laranja ou limão espremido e gelo... Mais nada !!! Nem açúcar, nem sal.

AUTOR: ANÔNIMO(por motivos óbvios)

Agosto 06, 2008

Solidão está no genes



Adoecem mais facilmente, têm maior propensão para determinadas doenças, morrem mais cedo. O isolamento social parece afectar o organismo físico dos solitários.
O impacto da solidão pode ser maior do que o admitido até agora. De acordo com um estudo publicado em Setembro na revista Genome Biology, os solitários têm mais probabilidades de adoecer e morrer jovens.
A conclusão não é nova, já que vários estudos apontam para uma relação entre isolamento social e problemas de saúde como infecções, hipertensão arterial, insónias e cancro. A novidade é que, de acordo com investigadores da Universidade da Califórnia, as pessoas que se apelidam de “solitárias” têm padrões distintos de actividade genética.
Existem 200 genes que se destacam neste tipo de pessoas, muitos dos quais, sublinha o estudo, podem estar directamente associados à resposta imunitária básica do organismo. O que os autores do estudo não conseguem ainda garantir é se a solidão é determinada geneticamente ou se é a exposição a ela que afecta a estrutura dos genes.

Fonte: Performance Online.

Um estudo realizado nos Estados Unidos sugere que pessoas solitárias têm o dobro do risco de desenvolverem o mal de Alzheimer. Em artigo na publicação especializada Archives of General Psychiatry, os cientistas disseram que a razão para a ligação entre isolamento e o mal de Alzheimer ainda não foi esclarecida.



Mais de 800 pacientes idosos participaram da pesquisa. A saúde de cada um deles foi acompanhada durante o período de quatro anos. Foi avaliado também, através de questionários anuais, o grau de isolamento de cada um. Com base nas respostas, os pesquisadores davam notas para os participantes, de acordo com seu "grau de solidão". Entre as opções de respostas, algumas eram "sinto uma sensação geral de vazio" e "me sinto freqüentemente abandonado". Também foi verificado se os participantes do estudo apresentavam sinais de demência e mal de Alzheimer.

Autópsias realizadas em 90 pacientes que morreram durante o estudo encontraram sinais fisiológicos associados ao mal de Alzheimer, tais como depósitos de proteína em volta de células nervosas. A equipe descobriu também que o risco de desenvolver a doença aumentou consideravelmente entre os participantes que tinham notas mais altas na tabela de "grau de solidão". O risco aumentava em 51% a cada ponto da tabela. Os que apresentavam a nota máxima - de 3,2 - tinham 2,1 vezes mais risco de desenvolver o mal em comparação com os que tinham a nota mais baixa - de 1,4.

Quando os pesquisadores se concentraram em fatores de isolamento social, como por exemplo o tamanho da rede social do paciente, o resultado não foi muito diferente. No entanto, não foi possível associar solidão e a patologia cerebral ligada ao mal de Alzheimer.

Segundo o chefe da pesquisa, Robert Wilson, os resultados descartam a possibilidade de que a solidão seja uma reação demência. Pode ser que a solidão afete sistemas no cérebro que lidam com a obtenção de conhecimento e a memória, tornando as pessoas sozinhas mais vulneráveis aos efeito da deterioração das vias neurológicas ligadas à idade avançada.

A falta de convívio social já foi relacionada, em pesquisas anteriores, ao desenvolvimento de demência, mas esta é a primeira vez que os pesquisadores procuraram avaliar o grau de solidão das pessoas.

fonte: Rede Psy

Em busca do corpo perfeito



Algumas pessoas buscam ter uma casa igual às de novela, um amor de cinema, um emprego dos sonhos e um corpo invejável. Essas pessoas somente conseguem perceber a beleza da vida em outras pessoas. O namorado da vizinha é o homem mais romântico, o jardim da casa de uma amiga é o mais florido, o trabalho da irmã é mais reconhecido, enfim, tais pessoas se colocam em comparação às outras o tempo todo fazendo com que sua vida se torne uma busca constante pelos méritos alheios.

Naturalmente, o ser humano busca sua evolução por meio de novos conhecimentos e melhoramentos, porém, existem pessoas que buscam coisas utópicas, ou seja, coisas que podem ser inatingíveis. Especialistas no assunto dizem que o perfeccionismo é uma síndrome depressiva que ocorre por meio de frustrações e fracassos que se tornam prioridades para um determinado indivíduo, fazendo com que esse esteja sempre focalizando a mesma coisa.

O perfeccionismo pode ser identificado de forma introspectiva, ou seja, o indivíduo tem baixa auto-estima e pouca confiança; e de forma extropectiva, ou seja, possui auto-estima, mas não confia em outras pessoas para trabalhos em equipe. A busca pela perfeição como se percebe é algo que atinge até as pessoas próximas, pois o perfeccionista também não consegue admitir erros em terceiros.

A origem dessa síndrome pode ser o medo de errar, medo de desaprovação, pensamento negativo definitivo, a percepção das qualidades de outros e dos seus próprios defeitos. O perfeccionismo pode ser trabalhado para que não mais domine o indivíduo. As dicas para controlar esse problema são: estabelecimento de objetivos atingíveis, avaliação do trabalho em prol do objetivo, a comparação entre erros e acertos (mas não de forma rígida), priorizar as principais tarefas e ter tranqüilidade para alcançar cada etapa do objetivo.

Por Gabriela Cabral
Equipe Brasil Escola

Como ser criativo?



Criatividade é a qualificação que denomina uma pessoa que é capaz de imaginar, inventar e realizar algo novo e original. A criatividade não é um dom e sim uma conseqüência de quem busca informação, de quem é curioso a cerca de novidades e sensíveis a elas.

Mas, como ser criativo?

Evitando barulhos, excessos em geral, estresse, negativismo;

Desenvolver soluções para eventuais problemas;

Dormir, no mínimo, oito horas para descansar o cérebro;

Ser bem humorado;

Anotar tudo que achar interessante;

Observar o que acontece à sua volta;

Ser ousado, não ter medo de arriscar;

Anotar pelo menos uma idéia por dia, mesmo que a ache tola;

Ouvir o que as pessoas dizem e tirar proveito das palavras;

Escolha um local e um horário para caminhar ao ar livre e pensar;

A criatividade caminha lado a lado com o erro, por isso o fato de errar não deve ser desesperador ou desanimador, pois com o erro se aprende e errando conquistamos sabedoria que é capaz de tornar um homem simples em um criativo brilhante.

Por Gabriela Cabral
Equipe Brasil Escola

Provavelmente, a sua capacidade de criar já é suficiente para levá-lo mais longe que você imagina. É possível que lhe falte mais autoconfiança e persistência que genialidade, posto que, muitas vezes, é justamente na simplicidade que se manifesta a genialidade. Assim, sugiro três pontos importantes:

Você tem potencial – Podemos dizer que potencial é a capacidade ainda não utilizada. Ou seja, é tudo que você pode fazer, mas ainda não fez. Idéias impressionantes estão aí, dentro de você, esperando a hora de sair, de vir à luz e encantar o mundo. Talvez seja uma obra de arte ou um modelo de gestão ou uma competência profissional de grande eficácia. Eu não sei o que é, mas está aí, quem sabe meio adormecida, mas não morta. Então, não sufoque o potencial que está querendo se expandir. Disponha-se a ser tudo que você pode ser e brilhe o mais forte que puder.

Coisas simples fazem à diferença – Nem tudo que é bom é complicado ou de difícil entendimento. Se fosse, poucos poderiam usufruir. Colocar uma haste na lateral de um copo para não queimar a mão devido ao calor da bebida é uma idéia bastante simples. No entanto, traz conforto e segurança às pessoas. Portanto, não fique esperando uma idéia incrível, pode ser que a sua genialidade esteja justamente na aplicabilidade que tem.

Acredite na possibilidade - É impressionante como certas pessoas têm a tendência de acreditar na impossibilidade! Estão o tempo todo dizendo que não vai dar certo, que não vai funcionar. Você já viu alguém que tem essa postura se destacando e realizando seus sonhos? Nunca! São pessoas paralisadas pelo próprio pessimismo. Incapazes de ir à frente pelo medo e acomodadas. Na verdade, essa é apenas uma opção de vida.

Fonte: Revista Venda Mais

Texto: Luciano Martins com inserções de Simone C Chiaretto.

SUPERDOTADOS



Superdotados ou Portadores de Altas Habilidades são aquelas pessoas que possuem um grau de habilidade significativamente maior do que a maioria da população. Os superdotados geralmente possuem grande facilidade e rapidez para aprender, possuem um elevado grau de criatividade, são muito curiosos, possuem grande capacidade para analisar e resolver problemas, além de possuírem um senso crítico bastante elevado.

Embora essas pessoas possuam grandes vantagens nos processos que abrangem o lado intelectual, como no desempenho em provas escolares, vestibulares e na capacidade criativa, os superdotados podem encontrar algumas dificuldades sociais e de convivência. Muitas crianças superdotadas procuram a companhia de pessoas mais velhas, na tentativa de encontrar parceiros com o mesmo nível intelectual. Além disso, podem ocorrer nestas pessoas, o desencadeamento do medo da não-aceitação social, sintomas de ansiedade, solidão e até mesmo de depressão.

O grau das habilidades de uma pessoa Portadora de Altas Habilidades (PAH), como os especialistas preferem dizer, é medido através de um teste de Q.I (Quociente de Inteligência). Esse teste consiste num conjunto de tarefas e problemas a serem resolvidos, onde os acertos são contabilizados como pontos. A média geral é em torno de 100 pontos, portanto as pessoas que ultrapassam esse patamar podem ser consideradas superdotadas.

Existem vários tipos de habilidades em que os Portadores de Altas Habilidades podem ser enquadrados. As habilidades podem estar relacionadas com a área acadêmica, onde o indivíduo tira notas muito boas e possui enorme facilidade em assimilar o conteúdo; com o área artística, tendo grande talento em expressar suas emoções através da música ou pintura, por exemplo; e na área psicomotora, com ótimos desempenhos em esportes e atividades que requeiram boa coordenação do corpo.

É importante que os pais que possuem filhos portadores de altas habilidades, discutam a questão com a criança ou adolescente, de forma clara e sincera. Aliado a essa posição, eles também devem incentivar e apoiar a convivência de seus filhos com outras pessoas, além de estabelecerem limites e fazer com que seus filhos entendam.

Por Tiago Dantas
Equipe Brasil Escola

Agosto 05, 2008

O Brasil progride enquanto dorme



A crise e o "atraso" do País têm um só nome: POVO INSENSATO!por Arnaldo Jabor

A política brasileira me causa arrepios periódicos. Sempre que estamos na soleira de novos tempos, rolam-me tremores na espinha. Não quero bancar o sensitivo, mas esta era Lula está me arrepiando também, porque parece se estiolar numa mesmice de procedimentos políticos que parecem véspera de alguma explosão.

A roda viciada desse governo é sempre a mesma: anúncio de medidas não tomadas, radicalizações e indignações "verbais" do Executivo, seguidas de pressões dos aliados e corruptos, que conseguem vantagens, voltas atrás e acochambramentos, tudo amenizado por sorrisos carismáticos com covinha e piadinha de Lula. E, pronto, nada muda.

Graças à boa situação da economia mundial ainda, graças à macroeconomia da herança bendita, talvez até o jogo "vaselínico" de Lula seja melhor que se ele se deixasse levar por arroubos. Pelos menos o status quo fica intocado, enquanto o Banco Central segura as pontas.

Mas, até quando esse chove-não-molha vai agüentar?

Nada de real acontece neste país. Tudo se dissolve no ar. O mensalão se dissolveu, o Dirceu enriqueceu, botou cabelo, o Valério também cresceu cabelo, o Delúbio sorri, o Renan reina, os cartões corporativos viraram uma competição micha de cuspe-em-distância entre oposição e governo, enquanto os bilhões são postos em risco como nas indicações a Furnas, nos Fundos de Pensão, enquanto a Amazônia arde e depois os desmatadores são afagados e premiados, enquanto Marina Silva, mulher de bem, é abandonada. E nada se faz, nada termina.

Estamos precisando mais do que de "ação". Estamos precisando de fatos. Este governo está desmoralizando os fatos. Os acontecimentos não acontecem, se diluem, morrem. Lemos os jornais atolados de denúncias, de descobertas encobertas, de investigações que duram o espaço de uma manhã, como as rosas. Quando veremos um projeto aprovado, uma reforma, um ato de gestão importante? Quando veremos discussões no Congresso acima de negociações e puxa-saquismo para conseguir favores do Executivo? Quando? Esse Congresso que, no dizer do Garibaldi Alves com seu charme de raposa velha, foi transformado no quarto de despejo do Planalto. Ele disse que há uma espécie de "absolutismo presidencialista". É verdade, sim, mas "absolutismo relativo e malandro", pois a ideologia do Governo é o radicalismo do "tanto faz"...

Lula usa a brutal resistência do "Atraso" como caldo de cultura para manter seu prestígio alto. Não fez um gesto de modernização; mas sabe muito bem manipular a sordidez que antes, de boca, condenava. E aí, navega no lodo, limpinho.

Estamos assistindo a uma nítida deterioração das instituições, quando ninguém teme mais nada, pois todos, do Renan ao reitor, todos descobriram que delitos e corrupção "não têm bronca", não têm "pobrema", não têm "mosquito"; tudo acaba bem e esquecido. O que antes se fazia com vergonha e até com mais parcimônia, agora é feito às claras, com uma tácita aprovação do Executivo.

Trata-se da institucionalização da amoralidade útil, da desmoralização dos escândalos. Vivemos na República do "é assim mesmo". Os jornais estão cheios de crimes esquecidos, de eventos inconclusos, e o desencanto nos invade, perdendo o gás até para nos horrorizar.

E tudo isso é muito sutil, tudo adoçado pelo charme de "Maquiavel Macunaíma" do presidente; tudo fica invisível quase, tudo fica desmentido pela inesperada diminuição do desemprego, pelo aumento da produção industrial e pela estabilidade monetária. Que ótimo! A economia vai bem... Como explicar, se ninguém faz nada, a não ser o Banco Central e, obviamente, competências técnicas isoladas na máquina? Como bem disse o Oswaldo Aranha, há 60 anos, "O Brasil progride enquanto dorme".

Na minha pobre vida, já tive vários arrepios de pavor na véspera de desastres políticos.

Meu primeiro arrepio foi em 54, menino, ao lado do rádio, quando ouço o Repórter Esso: "O presidente Vargas acaba de se suicidar com um tiro no peito!"

Depois, estou no estribo de um bonde, em 61. "Jânio Quadros renunciou!", grita um sujeito de chapéu e sem dentes. Gelou-me a alma. Eu já tivera uns arrepios quando ele proibira biquínis nas praias e inventara terninhos safári para funcionários públicos. Tínhamos eleito um louco!

Em 64, eu estava no comício da Central do Brasil. Clima de vitória do socialismo, sob as tochas dos bravos operários da Petrobrás. Jango discursando. Volto para casa e, do ônibus, vejo uma vela acesa em cada janela da classe média, em sinal de luto pelo comício da Esquerda. Outro arrepio. "Não vai dar certo" - foi a certeza brutal que me baixou.

Na capa da revista O Cruzeiro, um baixinho feio, vestido de verde-oliva, me olha. Quem é? É o novo presidente, Castelo Branco. Arrepio na alma: minha vida adulta seria corroída por aquele dia. Foram 21 anos.

Tancredo no hospital e o sorriso deslumbrado dos médicos de Brasília, amparando o presidente como um boneco de ventríloquo para a opinião pública. "Vai morrer!" - arrepiei-me. O jaquetão do Sarney, deslumbrado e contristado, me arrepiou. A foto sorridente de Collor, na capa da Veja, com o título "Caçador de Marajás" me deu pavor.

Em 94, com a vitória do Brasil na Copa e um intelectual da nova esquerda subindo ao poder, tive esperança. Mas, quando vi que a Academia em peso o sabotaria por inveja e rancor, sem dar-lhe apoio nenhum em sua tentativa de reformar o Estado patrimonialista, vi que a barra era mais pesada, que o atraso estava dentro de belas cabeças.

E agora, que arrepio é este que sinto?

Acho que algo muito ruim está cozinhando em banho-maria nosso avanço político. Há alguma coisa "não acontecendo" no Brasil que me dá arrepios.

Publicado no jornal "O Estado de S. Paulo".
Terça-feira, 19 de fevereiro de 2008.

Zorra Total



Se a corrupção no Brasil tem uma longa história, a ponto de se tornar um elemento cultural, uma visão de mundo que permeia a sociedade de alto a baixo, tudo indica que agora chegamos ao clímax dessa mazela que, na verdade, se constitui um dos empecilhos ao nosso desenvolvimento.

O mais recente escândalo, que envolve figuras da cúpula política e econômica, e está presente no caso do banqueiro Daniel Valente Dantas, desnuda a zorra total em que se converteu o mais alto comando do país e é indicativo do grau de imoralidade pública a que se chegou. Se bem que os negócios escusos já tinham suas ramificações em governos anteriores, estão bastante acentuados desde 2003 e viriam à luz se não fossem abafados pelo Executivo.

Afinal, o caso Dantas ficou rente ao promissor Lulinha que, para orgulho de seu pai está tendo uma carreira, digamos, “empresarial” vertiginosa. Colou de forma inconveniente no companheiro mais chegado do presidente da República, seu chefe de gabinete Gilberto de Carvalho. Chegou perto demais do braço direito de Sua Excelência, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, indicada, pelo menos por enquanto pelo próprio Lula da Silva para sucedê-lo. Mostrou ligações perigosas com o ainda poderoso José Dirceu. Envolveu outros devotados colaboradores do presidente e do governo do PT, entre os quais, o dedicado compadre Roberto Teixeira, o ex-deputado federal petista Luiz Eduardo Greenhalg, o ex-ministro Luiz Gushiken, o colaborador do PT Marcos Valério, o exótico ministro Mangabeira Unger, sem falar em deputados, senadores, personalidades, empresas.

Para manter as aparências éticas, que o PT gostava de ostentar no passado, o presidente Lula da Silva apareceu diante de câmaras e microfones para dar um carão no delegado Protógenes Queiroz, responsável pelas prisões do banqueiro. Protógenes foi afastado do caso pela PF, ou seja, em última instância pelo próprio governo, mas Lula da Silva chamou Protógenes de mentiroso e disse que moralmente ele tinha que permanecer no cargo. Mais um espetáculo da política, é claro.

A bem da verdade, a prisão de Dantas, algemado, efetuada de modo espetacular e devidamente televisionada, e de mais dezesseis pessoas, entre elas, Naji Nahas e o ex-prefeito de São Paulo, Celso Pitta teve lances de Estado Policialesco. Parece que o delegado reconheceu seus erros e exageros, mas supôs que não seria defenestrado.

O problema, porém, não se circunscreve ás trapalhadas do delegado ou a inconveniência do processo para a classe dominante. A questão mais grave está na crise sem precedentes que o caso gerou no Judiciário, algo que num país sério teria outros desdobramentos.

Dantas foi preso e solto duas vezes em uma semana, o que fez com que a Operação da polícia, denominada de Satiagraha, fosse jocosamente denominada de solta e agarra. O banqueiro foi solto por hábeas corpus concedidos pelo presidente do STF, Gilmar Mendes, que considerou a prisão, da forma como foi feita, ilegal. Tal ato desencadeou contra o ministro reações de repúdio da parte de juízes, que se solidarizaram com o juiz Fausto Martins De Sanctis que mandara prender Dantas duas vezes, e de promotores, sendo que chegou a ser aventada a idéia de impeachment do presidente do STF. Mas enquanto o caso se desenrola no vai vem do prende e solta cabe indagar o que significa tudo isso.

Será que houve apenas o legitimo anseio de cumprir a lei, da parte do delegado e do juiz? Mas se isso é verdade, por que nenhum petista envolvido foi preso?

Será que tudo não passa de manobra política para fortalecer ainda mais o Executivo e destruir o Judiciário? Afinal, a rebelião de juízes e promotores contra a instância máxima da Justiça significa a quebra total da hierarquia e o achincalhamento do STF.

Será que tudo não passou de uma ação mirabolante de um delegado que se compraz na luta de classes e combate os ricos para dar à sociedade aquele delicioso prazer da vingança contra os poderosos?

Será que foi uma manobra de Tarso Genro, ministro da Justiça, para tomar o lugar da mãe do PAC na próxima disputa presidencial?

Seja lá o que for o caso demonstra que há um perfeito conluio entre o poder político e econômico. Mas se perguntado ao simples cidadão o que ele acha sobre esse fragoroso escândalo, provavelmente ele responderá não tem conhecimento ou entendimento do que está se passando.

Além do mais, no nível de degradação moral a que chegamos, o brasileiro comum é aquele que diz que não devolveria dinheiro alheio se encontrasse, que aceita por qualquer pagamento ser laranja, que gosta mesmo é de ligar a TV e assistir um jogo do Corinthias. O brasileiro seja rico ou pobre é fácil de comprar, pois está sempre em liquidação.

Neste contexto a maioria se compraz na adorável zorra total, misto de circo e máfia que faz as delícias dos poderosos e dos bagrinhos espertos que sabem achacar pedindo: “Dá dois pau ai pra mim, ô meu”.

Fonte: http://bootlead.blogspot.com/2008/07/at-quando.html

Agosto 04, 2008

Alcoolismo Feminino



Nos países, ditos desenvolvidos, cresce assustadoramente o número de mulheres que consomem bebidas alcoólicas.

Há quem diga que o quadro não é diferente nos países em desenvolvimento. Há tendência para tentar encontrar “razões” que justifiquem este problema, no entanto, ainda não se sabe se bebem em situações de crise ou se o fazem por serem as mais vulneráveis ao estresse social que os homens. Há também quem afirme que o álcool é mais pernicioso para as mulheres devido às diferenças existentes entre os dois sexos.

O que está subjacente ao consumo do álcool?

Segundo Gameiro in Fonseca (1979)[1], o alcoolismo deve ser considerado como uma manifestação sistêmica – modelo biológico, sociológico e psicológico – em que vários fatores atuam e interagem entre si.

Fatores biológicos

Ao nível biológico o efeito do álcool, constata-se que o hábito alcoólico instala-se mais rapidamente, acabando por ter um aspecto mais destrutivo, uma vez que o organismo feminino esta menos preparado para metabolizar o álcool. (Bredda, 1994)[2]. A absorção alcoólica parece ser muito mais rápida; o que contribui para uma toxicidade mais elevada. Torna-se evidente, então, que as diferenças orgânicas, relacionadas com a resistência aos efeitos do álcool estão ligadas à desigualdade dos sistemas hormonal, imunológico e enzimático.

Fatores Sociais

Constata-se que à medida em que se a diminui a censura social sobre a mulher embriagada, o alcoolismo feminino aumenta e toma progressivamente a mesma aparência do masculino. Assim, enquanto a mulher se afasta do comportamento típico da feminilidade, em que desempenha diferentes papéis (mulher, esposa, mãe, profissional, dona de casa...) à incidência do alcoolismo aumenta.
Para Bechnik (in Fernandez, 1981)[3], os fatores que determinam o crescimento desta problemática resumem-se aos seguintes mecanismos:
a) Mudança externa, queda dos “tabus” e obstáculos sociais;
b) Mudança interna, que se transformou numa crise de Identidade pelo fato da mulher ter interiorizado como modelo aspectos masculinos;
c) As tensões de uma vida profissional e as incitações provenientes do meio, no que se refere ao hábito de beber, ocupando os tempos livres para “solidificar” as relações interpessoais.
Apesar da diminuição da censura, a sociedade tem pouca tolerância com a mulher alcoólica, rejeitando e marginalizando aquelas que se embriagam frequentemente. Desta forma muitas delas entram num ciclo vicioso: bebe porque se sente rejeitada pelos outros, e assim é retirada do grupo. Considerada transgressora de sua imagem de mãe, protetora, educadora, afetiva...- o que explica muitas delas se esconderem para manter o vício.

Fatores Psicológicos

O alcoolismo poderá ocorrer em conseqüência de uma organização neurótica da personalidade. Muitas vezes como compensação de fracasso, abandono, decepção ou ainda tentativa de assumir alguma virilidade.
Reynaud (1987)[4] indica, como uma possível causa, um trauma de caráter sentimental no fundo do qual há uma mulher que sofre, com uma solidão difícil de suportar e que a procura preencher com a bebida.
Por outro lado pode representar os conflitos e ambivalência de identidade sexual, mas, sobretudo para diminuir, ou mesmo anular, a diferença entre o modo como se vê e de como gostaria de se ver.

Fatores Espirituais

A ausência de uma referência do Divino na vida cotidiana dos individuos colabora para a instalação de um complexo de sentimentos ambivantes em relação a funcionalidade e finalidade da existência humana. O vazio existencial, a falta de fé e esperança empurra o individuo cada vez mais para um abismo de solidão de proporção cada vez maior. A própria desestruturação dos modelos autruistas de relacionamentos, a exaltação descomedida do individualismo, a valorização da competência e da auto-suficiência, impõe um ritmo acelerado e quase sempre levando a exaustão a maioria. O significado último do existir se perde na efemeridade do "ganha-pão de cada dia". Não existe mais tempo para Deus, nem para o tempo de Deus.

Importância da família

Importa sublinhar que a família ocupa um papel primordial na estruturação e funcionamento psicológico do indivíduo. Como tal, as contribuições familiares englobam fatores genéticos e ambientais. Muito se tem afirmado que os filhos de alcoólicos têm, para o álcool, uma especial apetência. Isto, no entanto não prova a existência de uma hereditariedade alcoólica, mas apenas que os filhos de pais alcoólicos recebem desde cedo influências ambientais que explicam muita “coisa”. Além disso, quase sempre marcados, física e psicologicamente, estes filhos dificilmente se libertam de tais influências e de solicitações que neles irão incidir. Tanto mais que são em si mesmos, portadores de uma menor resistência ao álcool. Por outro lado, a vida frustrada e infeliz do alcoólico dá aos filhos um sentido de desgosto, de insatisfação e de revolta, que os poderá induzir na mesma vida de bebedores.

Hoje são muitos os grupos de apoio aos alcoólicos, e muitas as possibilidades de terapia, geralmente envolvendo os membros da família. Seja qual for o modelo de intervenção, deverá fornecer informações acerca das conseqüências que a dependência do álcool tem para si e para o seu meio, para que possa decidir deixá-lo... para que possa conhecer-se melhor, crescer e, fundamentalmente, para que este não se torne o elixir de uma vida curta e infeliz.
Fonte: http://virgilionascimento.blogspot.com

MASTURBAÇÃO - o vício solitário



Discutido desde os tempos mais remotos, o tema Masturbação ainda hoje continua carregado de incógnitas e cercado de tabus. Etimologicamente, masturbação é entendida como: profanar com as mãos ou poluir com as mãos. Vem do latim manus (mão) e stupro (perverter/profanar). O ato se refere quando o individuo dá prazer de cunho sexual a si mesmo através da manipulação dos genitais (ou com o uso de objetos). Vale a pena diferenciar 3 tipos de Masturbação: Infantil, a Dois, Auto-erotismo.

Masturbação Infantil

Considera-se Masturbação Infantil o fato de crianças ainda pequenas manipularem seus genitais. Neste caso a situação decorre da necessidade de descoberta natural do próprio corpo pelas crianças. As crianças desenvolvem atividades masturbatórias pelo simples fato de sentirem prazer, não estando ligada à fantasia sexual como no caso do adolescente e do adulto[1]. A partir das contribuições freudianas a sexualidade infantil passou a ser tema incontestável. A auto-descoberta deve ser trabalhada pelos pais como uma fase normal do crescimento da criança na formação de sua Identidade. Os órgãos genitais devem ser apresentados, devendo as orientações estar ausentes de imposições restritivas culposas ou do uso de termos depreciativos. Ao mesmo tempo os pais devem estar atentos para que o prazer advindos desta manipulação não se fixe de maneira exagerada.

Masturbação a Dois

A manipulação dos órgãos genitais num relacionamento a dois é erroneamente chamada de masturbação, no entendimento que queremos dar neste artigo. Pode fazer parte das atividades preliminares, sendo um momento especial de afeto e preparo para a o ato sexual propriamente dito. Também chamada de hetero-masturbação, em que o (a) parceiro (a) estimula o outro com as mãos ou objetos, com o intuito de dar-lhe satisfação sexual. Existe ainda a masturbação simultânea ou mútua, em que os parceiros se satisfazem ao mesmo tempo, usando as mãos ou objetos, e a masturbação com penetração simultânea. Em qualquer dos casos o objetivo geralmente é de dar maior prazer ao relacionamento sexual e obtenção de orgasmo. [2]

Auto-Erotismo

Comumente, usa-se o termo masturbação para o sexo solitário, quando o individuo através da manipulação de seus órgãos genitais (ou uso de objetos) busca o prazer e o orgasmo. Sobre esta prática nos deteremos mais.

Masturbação na História

Em algumas civilizações da Antiguidade a masturbação era permitida como forma de obtenção de prazer. Entre os gregos e os romanos tal ato era reprovado, especialmente entre os mais jovens, pois se considerava como prejudicial o desperdício de energia vital. Na Mesopotâmia era considerado ritual “impuro”. Na Idade Média, filósofos e médicos reprovavam a masturbação. A Santa Inquisição considerou heresia tal prática, e o infrator era tido como possuído por dois demônios “Incubus” e “Súcubus”. A masturbação os alimentava e permitia que estes se reproduzissem. O infrator poderia pagar com a própria vida. Além disso, relacionavam a prática ao pecado de Onã, castigado com a morte pelo próprio Deus. Daí o termo Onanismo ser confundido com masturbação.

No século XVIII, Simon André Tissot (médico suíço) através do que se conhece como “Teoria da degeneração sexual”, tendo em vista a dificuldade no diagnóstico de algumas doenças referiu-se a masturbação como sendo a causa de toda o problema. “A doença mental era especialmente intrigante para Tissot, o comportamento incomum ou inexplicável da doença mental “parecia” semelhante ao de machos desvirilizados e ele englobou tudo isso na categoria da degeneração: sendo um degenerado uma pessoa má, nociva ou moralmente corrupta”[3]. Devido aos esforços diligentes de Tissot, sua teoria tornou-se aceita no mundo médico. Em 1758, ele convenceu os pensadores médicos de sua época de que a perda do fluido seminal vital era responsável pela doença tanto física quanto mental. Vale a pena ressaltar que Tissot baseou suas observações em situações de efeitos da castração, e não conhecia o hormônio Testosterona. Sua influência difundiu-se no mundo, persistindo ainda até os nossos dias.

Nos Estados Unidos teve dois defensores importantes: o reverendo Sylvester Grahan, que acreditava que dieta, boa forma física e abstinência seriam a defesa contra a tentação viciosa da masturbação; e John Harvey Kellog. Grahan desenvolveu uma “bolacha saudável” que supostamente reduziria as necessidades carnais. Já Kellog, médico, de Battle Creek Sanitariun, seguidor mais ardoroso de Grahan. Criou uma dieta saudável para o tratamento da insanidade. Processava cereais e nozes, e afirmava que ao ingeri-los no lugar de carne “reduziria os desejos da outra carne”. J. Money , em seu livro “Lovemaps” escreve que Kellog foi um ardoroso advogado antimasturbatório da degeneração. Para os casos intratáveis, no caso de meninos aconselhava costurar a pele do prepúcio com fio de prata, ou em caso extremo a circuncisão sem anestesia. Para as meninas recomendava que o clitóris fosse queimado com fenol. Em alguns lugares praticava-se a infibulação (costura dos lábios vaginais). Mesmo com o avanço da medicina através de Louis Pasteur e Robert Koch, muitas idéias antigas se mantiveram vivas.

Na Inglaterra as idéias de Tissot tiveram como aliados o casal Baden Powell, criadores do Movimento Escoteiro Mundial. Os escoteiros surgiram como forma de combater a masturbação entre adolescentes e jovens através de um programa de incentivo as práticas sociais, valorização da moralidade e incremento do desenvolvimento físico.

Fábulas e Crendices em torno da Masturbação

Dentre os diversos mitos criados em torno do tema masturbação, e que de certo modo ainda persistem, estão os de que provoca espinhas no corpo, faz crescer pêlos nas mãos, causa emagrecimento, aumenta os seios masculinos, ocasiona tuberculose, impotência sexual e loucura.


Afinal, Masturbação: SIM ou NÃO?

Os defensores da prática masturbatória alegam que esta faz parte do desenvolvimento sexual natural do indivíduo. Munjack defende que a masturbaçãso traria vários benefícios, entre eles: um treinamento para um melhor orgasmo, aumento do conhecimento sobre as partes mais sensíveis sexualmente, aumento da vascularização pélvica, experiência de novas fantasias, descontraimento e brincadeira, etc... Contestado por outros autores, como Stekel[4], que em seus estudos observou que a reação masturbatória está muitas vezes ligada a reações neuróticas de descarga energética, e possibilidade de ocorrer uma “dependência química” uma vez que o ato se estabeleça com regularidade, incluindo aí as crises de abstinência. Segundo este autor ainda existiria uma relação íntima entre masturbação, perversões e desvios sexuais (sadismo, masoquismo, fetichismo, pedofilia, homossexualismo), além da mente ser estimulada cada vez mais a fantasias mais lascivas.

Uso na Terapia Sexual

Em alguns casos de atendimento de casais em Terapia Sexual faz-se necessário a utilização de atividades masturbatórias. Usado como técnica nos casos de controle da ejaculação precoce e ejaculação retardada. Nos casos de mulheres anorgásmicas primárias exercícios graduais de toque e estimulação são implantados como mecanismo de desenvolvimento da sensibilidade sexual.

A Lógica do Prazer Sexual segundo a Bíblia

Segundo o Gênesis o surgimento da Sexualidade se dá junto com a Conjugalidade, ou seja, no momento em que Deus institui o primeiro casamento entre Adão e Eva. A Sexualidade surge como ingrediente fundamental na coesão e conhecimento mútuo do casal. Surge como energia e força mobilizadora de união e identificação. Existe toda uma química favorável a esse encontro, e seu despertamento deveria se dar em função do outro. “Isso significa que Deus planejou o aspecto físico do ato sexual como parte da intimidade total do coração e da mente, que é o casamento.” [5] No ato masturbatório o indivíduo deixa de ter a premissa básica – o outro. Desta forma, contrariando o princípio bíblico, a masturbação decorre de desejos egocêntricos. De fato, alguns indivíduos dados à masturbação têm sérias dificuldades de relacionarem-se com o sexo oposto, dificuldades de controlar os impulsos sexuais necessitando desta prática como alivio a tensão sexual.

Outra forma de vermos a questão se dá no plano mental específico – o da fantasia. Para que o individuo consiga estimular-se manualmente e chegar ao gozo é fundamental que recorra a fantasias (cenas, imagens, sons) que lhe introduzam no clima sexual, sem o qual não chegará ao ápice. Podemos facilmente entender essa lógica, imaginando alguém (normal) se masturbando e cantando um hino religioso (se isso for possível), se conseguirá se satisfazer sexualmente ou não? Muito provavelmente não. O ensino bíblico deixa claro que o pecado contra o sétimo mandamento (“não adulterarás”) se dá inicialmente na mente, com a cobiça do (a) outro (a) que lhe não pertence. Na maioria dos casos a masturbação executa este papel. O problema não está na fantasia, no ato sexual entre duas pessoas a fantasia deve estar presente, a questão é que mais uma vez o outro não existe.

Citações de EG White sobre a Masturbação

"Algumas crianças começam a prática da masturbação na infância; e ao avançarem em anos, as paixões concupiscentes crescem com o seu crescimento e fortalecem-se com a sua força. Não têm mente tranqüila. Seu comportamento não é reservado e modesto. São ousados e atrevidos, e permitem-se liberdades indecentes. O hábito da masturbação degradou-lhes a mente e manchou-lhes a alma." Testimonies, vol. 2, pág. 481.

"O efeito de tão degradantes hábitos não é o mesmo em todas as mentes. Existem crianças que têm as faculdades morais muito desenvolvidas e que, associando-se com crianças que praticam a masturbação, tornam-se iniciadas no vício. Sobre esses, o efeito será freqüentemente torná-los melancólicos, irritadiços e desconfiados; esses, entretanto, podem não perder o respeito pelo culto religioso, e talvez não demonstrem especial deslealdade com respeito às coisas espirituais. Por vezes sofrerão intensamente com sentimentos de remorso, julgando-se degradados aos próprios olhos, perdendo seu respeito próprio." Testimonies, vol. 2, pág. 392.

"Nas pessoas viciadas no hábito da masturbação é impossível despertar-lhes as sensibilidades morais para apreciarem as coisas eternas, ou deleitar-se em exercícios espirituais. Pensamentos impuros tomam e controlam a imaginação e fascinam a mente, e segue-se um quase incontrolável desejo para a prática de atos impuros. Se a mente fosse educada a contemplar assuntos elevados, a imaginação ensinada a refletir sobre coisas puras e santas, ela seria fortalecida contra esse vício terrível, degradante, destruidor do espírito e do corpo. Seria, pela disciplina, acostumada a demorar-se nas coisas elevadas, celestiais, puras e sagradas, e não poderia ser atraída para esse vício torpe, corrupto e vil." Testimonies, vol. 2, pág. 470.

"Alguns que fazem alta profissão de fé, não compreendem o pecado da masturbação e seus seguros resultados. O hábito longamente arraigado lhes tem cegado o entendimento. Eles não avaliam a excessiva malignidade deste degradante pecado." Testemunhos Seletos, vol. 1, pág. 257.

"A masturbação destrói as boas resoluções, o esforço fervoroso, e a força de vontade para formar um bom caráter religioso. Todos os que têm qualquer verdadeiro senso do que significa ser cristão sabem que os seguidores de Cristo estão na obrigação, como discípulos Seus, de trazerem todas as suas paixões, forças físicas e faculdades mentais, em perfeita subordinação à Sua vontade. Os que são controlados por suas paixões não podem ser seguidores de Cristo." Testimonies, vol. 2, pág. 392.

Concluindo...

Vivemos num mundo em que a Individualidade e o Individualismo são exaltados nos quatro cantos. A mídia direta ou indiretamente reforça o direito individual sobre o coletivo, o melhor exemplo disso é a internet que hoje cria situações virtuais de interação onde os atores relacionam-se com personagens fictícios. A exaltação descomedida do prazer pelo prazer invade todos os recantos da sociedade. Neste contexto a discussão sobre a masturbação se estabelece bem maior que o ato em si, e sim num contexto em que as variáveis como autruismo, cooperação, temperança e mutualidade se contrapõem ao egoísmo, hedonismo e competitividade.

Fonte: http://virgilionascimento.blogspot.com

"Povo" Brasileiro = passividade e acomodação. Plim-Plim!!



Tabuleiro e xadrez
por Francisco Marcos


A Rede Globo jamais poderia ficar fora deste jogo de tabuleiro que acaba dando xadrez. Só que o xadrez é de primeira classe e não aqueles fétidos, úmidos e gelados dos anos militares. O tabuleiro se presta às jogadas para o ano de 2010, o manual utilizado foi proporcionado por um paranaense Serraglio. O pessoal da PF nada mais fez do que atualizar e turbinar o manual do afável carequinha. Estamos frente à novela: "Têje preso, têje solto", nos papéis principais, De Sanctis como carcereiro e Gilmar o anjo libertador.

Da trindade presa com um espetáculo digno de capítulos de "Os Intocáveis", o Celsinho pé na cozinha está de gaiato. Os notórios são o Dantas, "enfant terrible" do Simonsen e Naji Nahas que cresceu social e economicamente nos anos militares. Tem uma lady nesta trama bem urdida, é a senhora Inflação, quanto mais escândalos se forneça à massa, não confundir com macarrão, menos esta perigosa madame será lembrada. A novela está causando sensação, desbanca "A Favorita", até reunião do senado se torna agitada devido à trama do diretor gaúcho, o Genro, não sei de quem.

O piauiense Fortes se defende da tribuna, relata um histórico de amizades no entorno de Dantas, nega amizade com o mesmo. Fica uma pergunta no ar: deixou de se referir a um jantar promovido em seu apartamento da Ilha da Fantasia, com a presença de Dantas, Bastos e Cardozo, este deputado federal pelo PT paulista. Dizem as más línguas que o rotundo Fortes queria fazer a aproximação Dantas e Bastos. Em reunião senatorial o amazônida Virgílio, que não é o da Eneida, se altercou com Simon, o decano do senado, tudo por causa de "Têje preso, têje solto". Os arqueólogos estão vibrando, podres do século passando estão sendo apurados e depurados: este fica, este vai.

O ramo gaúcho do petismo, capitaneado pelo Fontana, aquele que foi massacrado na CPI dos Correios pelo Bob Jefferson, exulta com a possibilidade de levantar as mazelas da privatização, entenda-se atingir FHC. Os chacais estão soltos, quanto mais carniça melhor, muito melhor. Quanto ao Bob Jefferson, no seu retiro petropolitano, deve estar exultante, afinal foi ele que deu todo o subsídio para esta novela, salvadora da lavoura para a mídia. Sabem aqueles que se propõem a observar a política que a jogada é para amanhã, hoje plantam, vão tentar colocar os tucanos na parede, eles irão em cima dos petralhas. Tudo em virtude dos que se dizem éticos não possuírem um nome gabaritado para suceder o gnomo. Como sempre o trabalhador Porcino, que trabalhou sem nunca ter trabalhado, está distante.

Tudo dever ser a terrível madrasta chamada coincidência. Por coincidência seguiu na bagagem asiática uma madrasta que dizem estar sendo preparada para vôos maiores, pelo porte desta senhora precisa muito combu$tível para decolar. Enquanto isso a inflação vai bem, atropela metas e economistas ficam a dar "pitacos", muita falação e pouca ação. Tudo passa tudo passará, como uma onda no mar!!!

Fonte: http://bootlead.blogspot.com/2008/02/o-armamento-de-posse-dos-terroristas-do.html

Essas são as armas do MST



Partido dos Trabalhadores
Seu desgoverno e as Forças Armadas - a Revolução Petista em marcha

Depois de tudo que já foi dito, creio ser fácil concluir que não é possível continuarmos perpetuando a falácia dos "pobres heróis", que tombaram sob a fuzilaria do "opressor" Exército Brasileiro.

Esses "pobres heróis inocentes" estavam a serviço de quem? Quem os recrutava? Quais eram seus objetivos? Quem os comandava?

É importante que fique claro que desde 1961 já havia uma Revolução em andamento, liderada pelos comunistas, e que a Nação estava em perigo, a soberania do Brasil estava ameaçada e foi preciso agir em defesa da Pátria – então veio a Contra–Revolução de 1964.

Devemos ter em mente que a farsa dos esquerdistas, seguidores de Marx, Lênin, Stalin, Trotski e Gramsci, além de outros, continuará. Não há interesse de que as suas idéias sejam discutidas e entendidas popularmente, porque, se assim o forem, elas não poderão ser utilizadas como bandeiras de manipulação das massas.

Ainda há muito a dizer e é preciso ser dito. Vamos então citar várias declarações feitas por militantes do Partido dos Trabalhadores para que o leitor, ao conhecê-las, possa aquilatar o grau de violência revolucionária existente dentro do partido, particularmente, em relação às Forças Armadas. Então vamos a elas:

"Nossa estratégia, desde logo, prevê a acumulação de forças visando uma ruptura radical com a ordem burguesa, pois a destruição do Estado burguês, historicamente, é um passo imprescindível para a construção de uma sociedade sem classes, igualitária". (Encontro de sindicalistas do PT- Diadema-SP, de 16 a 18 de maio de 1986).

O Presidente do PT afirmou, em Caçapava/SP, que: "O poder tem que ser tomado pelos trabalhadores, pela conscientização como classe, ou na marra". Não chega a ser uma doutrina, apesar do reiterado gosto do Sr, Luís Inácio Lula da Silva pela Luta Armada. (Publicado no "Jornal do Brasil" - Editorial de 23 de julho de 1986).

"A transformação da sociedade será armada, porque a burguesia estará armada para impedir que os trabalhadores acabem com esse estado de exploração. Infelizmente haverá muitas mortes e correrá muito sangue, pois ninguém é ingênuo para pensar ao contrário". (Otávio Rodrigues de Carvalho, a época vereador do PT e militante da organização trotskista Tendência Partidária Democracia Socialista - TP/DS, em entrevista ao jornal. "A Gazeta", edição de 09 de abril de 1989.)

"Não se constrói o socialismo apenas com um processo político meramente nacional. Deve-se, portanto, trabalhar em conjunto com o PT peruano, o Movimiento de Isquerda Revolucionário(MIR) do Chile, o Movimiento Al Socialismo (MAS) da Argentina etc. A tática a ser adotada, deve ser a de tomar o poder através do movimento de massas, e não pela via eleitoral". (Anísio Garcez Homem, militante da organização trotskista “ O Trabalho Para Reconstrução da Quarta Internacional – OT/QI. Discurso na Câmara Municipal de Curitiba-PR, durante encontro promovido pelo PT paranaense, em 02 de Julho de 1989).

"Estamos no processo revolucionário; A revolução não começa com a ruptura, mas por mudanças de comportamento, de idéias, por uma ruptura ideológica; A revolução já está acontecendo e ver tantos jovens aqui reunidos, discutindo, demonstra isso; A Prefeitura pode representar um instrumento da revolução; Assim como as Comunidades Eclesiais de Base, os movimentos populares politizados e partidos políticos como instrumento de classe, também uma Prefeitura pode representar um instrumento da revolução; O que nos identifica é nossa condição de trabalhadores revolucionários." (Discurso da então prefeita de São Paulo pelo PT Luíza Erundina, durante encerramento do Curso de Verão em 04 de fevereiro de 1989 - São Paulo-SP, para agentes pastorais das Comunidades Eclesiais de Base).

"Não descarto o uso das armas se esta for uma decisão não só de um partido mas da maioria da população". (Entrevista de Luíza Erundina ao Jornal Report on The América, editado em Nova Iorque e publicada no jornal "Correio Braziliense" de 25 de maio de 1989).

Luiz Carlos Prestes e seus seguidores tinham abandonado o PCB por não concordarem com o nível, segundo eles, de pacifismo do partido, tendo sido criada a "ALA PRESTES" que se enquistou no PT, ocasião em que Prestes declarou: "A forma de revolução é secundária. O importante é o emprego de uma tática justa. Não creio que se possa descartar uma revolução sem conflitos do tipo guerra civil ou armada. Em qualquer situação haverá violência". (Publicado no jornal "Folha de S. Paulo" de 04 de maio de 1986).

Fonte: http://bootlead.blogspot.com/2008/02/o-armamento-de-posse-dos-terroristas-do.html

Aprenda a controlar a raiva



O QUE É A RAIVA (ou IRA)?
“ Uma paixão intensa ou sensação de desprazer, e freqüentemente antagonismo a pessoas, coisas ou fatos, exacerbada por uma sensação de mágoa ou insulto.”


QUEM SENTE RAIVA?
“Todas as pessoas fisiologicamente perfeitas nascem com potencial para sentir e expressar raiva. Mas as coisas que nos causam raiva, as formas como a sentimos e as atitudes que tomamos quando estamos com raiva não são as mesmas para todos . As formas individuais, particulares de como reagimos são APRENDIDAS.” (Dr. Theodore Rubin)

QUAL A ORIGEM E O PROPÓSITO DA RAIVA ?
A Raiva é uma experiência transcultural, isto quer dizer que em qualquer cultura do planeta as pessoas têm reações de raiva. É uma experiência universal. Origina-se de nossa natureza moral. Os seres humanos são seres morais. Isto significa que para vivermos em comunidade estabelecemos normas éticas, direitos, deveres e regras de comportamento. Atribuímos valor de certo ou errado as condutas humanas, e defendemos o direito e a justiça. Estes acordos sociais variam de lugar para lugar, de grupo para grupo. Uma vez que estas normas estejam claras passam a fazer parte da vida interna do individuo influenciando nos significados de suas ações e na interpretação dos fatos e situações diversas. A raiva está ligada a este sistema de representações sociais.
As dimensões emocionais, fisiológicas e cognitivas da raiva dependem do grau simbólico da ofensa. A percepção de um fato e a sua interpretação estão ligadas diretamente a construção dos significados e esquemas de conduta aprendidos na infância. Aprendemos a que reagir e a maneira como reagir.

Propósito da Raiva:
> Reagir construtivamente diante de situações injustas
Raiva não é pecado. Não é maldade. Não é obra do diabo.

APRENDENDO A REAGIR COM RAIVA
É na nossa infância que entramos em contato com a raiva. Convivendo com nossos familiares assimilamos comportamentos raivosos, geralmente tal aprendizado se dá através de 3 mecanismos:
a) IMITAÇÃO – desde cedo a convivência familiar modela nossas ações. Copiamos principalmente nossos pais, seus jeitos de reagir às diversas situações.
b) REPETIÇÃO – Tendemos a repetir os comportamentos deles diante das situações ofensivas ou injustas;
c) IDENTIFICAÇÃO – Os fatos reconhecidos como ofensivos ou injustos pelos pais, geralmente tem o mesmo significado nos descendentes.

COMO É ATIVADA A RAIVA?
A Raiva é sempre estimulada por um FATO. Geralmente as reações incorporam palavras e atos de insatisfação.

NÚCLEOS DE ATIVAÇÃO DA RAIVA
PENSAMENTOS: é em nossa mente que ocorre a análise dos fatos e situações ao nosso redor. Se concluirmos que o fato é injusto temos a formação do núcleo da raiva. Por exemplo: - Mulher sobre o marido: “Se ele se importasse comigo, telefonaria. Ele não tem consideração por mim. Tudo que ele pensa é em seu trabalho.” - Marido sobre a mulher: “Eu conserto as coisas em casa, tomo conta do bebê enquanto ela sai com a mãe e nunca recebo nem um muito obrigado.”

EMOÇÕES: Ao concluirmos que um fato é injusto reagimos emocionalmente. Decepção, dor, rejeição, vergonha geralmente surgem neste momento. O que pode promover reação ou retração nas relações interpessoais.

MUDANÇAS FISIOLÓGICAS: Em nosso corpo também se dá a tradução do efeito ofensivo.
> Glândulas Supra Renais – descarga de adrenalina / noradrenalina, componentes químicos atuam na estimulação, tensão, excitação e calor da raiva.
> Mudanças nos batimentos cardíacos, respiração, pressão sanguínea e trato digestivo.

A grande questão agora é:
É POSSÍVEL CONTROLAR PENSAMENTOS, EMOÇÕES, REAÇÕES FISIOLÓGICAS?
Certamente o mais complicado seja controlar os pensamentos. Ele é a raiz, o núcleo do comportamento irado. Cabe ao individuo aprender a controlar seus pensamentos.

Em resumo: Raiva (ira) é o conjunto de emoções, pensamentos e reações físicas que experimentamos, quando concluímos que algo nos agrediu ou alguém nos tratou de modo injusto.

DIFICULDADES:
A percepção de injustiça nem sempre é correta. A natureza humana é limitada e egoísta, e, além disso, o que para mim parece injusto, pode não ser para o outro. A maneira como fui educado pode não corresponder ao meio em que eu vivo, logo passo a sofrer por causa das reações das pessoas. Fatores relacionados a auto-estima baixa podem também interferir na maneira com que eu reajo.

Podemos dividir as reações de Raiva em duas:
1) RAIVA LEGÍTIMA – baseada na interpretação e reação adequada ao fato. Houve um mal e eu reajo a ele de maneira assertiva e construtiva.
2) RAIVA DISTORCIDA – baseada em falsas impressões e reações comprometidas. É uma raiva que não tem razão de existir. É o resultado de uma percepção errônea de um fato. Geralmente não está ligado a nenhuma transgressão moral.
Segue geralmente este trajeto: ACONTECIMENTO >>> INTERPRETAÇÃO ERRÔNEA >>> RAIVA

ANTES DE REAGIR PERGUNTE-SE:
- Minha ação é POSITIVA em lidar com o erro e tornar saudável a relação?
- Minha ação é AMOROSA, ou seja, visa beneficiar o outro que estou lidando no caso, ou é só revanchista ?
- Que erro foi cometido? Conheço todos os fatos?

Resposta Construtiva à Raiva: Honestidade, Clareza e Amor.

CINCO ETAPAS PARA LIDAR COM A IRA
Adaptado: Dr Gary Champmam
1) Admita conscientemente que está irado
2) Adie sua resposta imediata
3) Localize o foco da ira
4) Analise suas opções
5) Tome uma atitude construtiva

LEMBRE-SE DOS SIGNIFICADOS:
Muitos padrões Internos emocionais e intelectuais foram aprendidos na infância e cultivados durante os anos de existência. Cada um de nós teve experiências diferentes, logo o significado de cada atitude varia de indivíduo para indivíduo. O que para você representa atributos e valores inquestionáveis podem não encontrar equivalência no outro. Ex. pontualidade, respeito, perfeccionismo, expectativas, certo x errado etc... O erro mais comum que cometemos é expressar a Raiva através de Julgamentos. O caminho praticamente tem seu percurso definido: acusações – cobranças – ressentimentos – reações

A RAIVA E SUAS REAÇÕES:

Explosão: ocorre quando são adotadas atitudes, gestos e palavras agressivas, descontroladas e imediatas. “Bateu, levou.” “Pisou no meu calo.” “Falei o que pensava.” Acompanhadas de gritos, xingamentos, destruição patrimonial e em muitos casos agressões físicas. Resultados:
- Não é construtivo (prejudica o relacionamento);
- Destrói a Auto-estima (depressão);
- Cria barreiras entre as pessoas (compromete as relações futuras);

Implosão: não é reconhecida facilmente porque está aprisionada no interior do indivíduo. Normalmente caracterizada por 3 elementos: - Negação, Retração e Introversão. Negar a raiva não elimina seu poder destrutivo, geralmente traduzida no corpo. Tentativa vã de sabotagem a si mesmo, criando desculpas ou ilusões. Retrair-se corresponde a necessidade de afastar-se das pessoas, situações e locais originários da raiva. E Introversão é a capacidade de transformar os estímulos em cenas permanentes, alimentados por pensamentos secundários. O fato vira uma novela que ocupa permanentemente a mente.

A Ira Internalizada gera:
COMPORTAMENTO PASSIVO-AGRESSIVO
- Incapacidade em atender alguns pedidos (desinteresse sexual)
- Redirecionamento da raiva para outras situações e pessoas (confusão)
- Repressão: estresse físico e psicológico (hipertensão, colite, enxaqueca, coceiras, cardiopatias)
- Pensamentos persecutórios, Depressão, Surtos e Suicídio.
- Ressentimento, amargura, vingança e ódio = PECADO

SOLUÇÃO: DIALOGO + ARREPENDIMENTO + PERDÃO
- Esclareça a questão com o ofensor, explicando sua percepção, e o mal que isto lhe ocasionou.
- Dê oportunidade para o outro dar sua versão do fato – OUÇA.
- Busque o entendimento. Julgamentos e retaliações não ajudam solucionar o caso. Ofereça/admita o Perdão.
- Esteja consciente que algumas conseqüências poderão permanecer.
- Comprometa-se em superar a situação.

LIDANDO COM TRAUMAS E RAIVAS ANTIGAS

Existem fatos injustos, traumas do passado que podem afetar toda a vida do individuo durante muito tempo, e às vezes seus resultados são permanentes. É importante livrar-se deste mal:

1º - Faça uma relação das injustiças cometidas contra você;
2º - Examine cuidadosamente a lista, e veja como você lidou com a raiva em cada situação (não importa há quanto tempo);
3º - Identifique as reconciliações impossíveis, veja o que de sua parte pode ser feito, decida esquecer e livre-se delas;
4º - Quanto aos outros resolva se vai “deixar pra lá” ou se vai buscar a reconciliação ou esclarecimentos. Pode ocorrer do outro nunca imaginar que lhe ocasionou tanto mal.
5º - Se for o caso utilize um mediador.
6º - Busque o perdão. Aprenda a perdoar a você e ao outro.

RAIVAS ESPECIAIS
Existem algumas raivas que não podemos admitir abertamente. Elas geralmente são encobertas e inconscientes. Nem por isso tem menos peso sobre a nossa vida. É importante buscar ajuda especializada neste caso. Por não ser consciente pode vir à tona em situações inesperadas e inusitadas. Tenha coragem busque ajuda. Estas raivas especiais são: contra Deus, contra os Filhos, contra os Pais e contra o Cônjuge. Por causa de religião, educação repressora ou princípios morais dificilmente são admitidas.

“Irai-vos e não pequeis, não se ponha o sol sobre a vossa ira...” São Paulo
Fonte: http://virgilionascimento.blogspot.com/

Agosto 03, 2008

É hora de mudar. Mexa-se



Descubra como mudar em 25 passos:

1) Nossa vida nos reserva experiências novas e modificações inesperadas, em qualquer momento e em qualquer lugar;
2) Nossas próprias crenças e valores interferem diretamente na maneira de vermos a realidade das coisas, desestabilizando-se diante da situação emergente;
3) Nossas cerimônias e rituais diários são agentes reforçadores de conformismo e estabilidade;
4) Quando algo novo surge temos que lidar com a necessidade da mudança;
5) A rotina em alguns momentos não dá conta da situação nova. Desapegar-se da rotina amedronta e assusta;
6) Às vezes sabemos o que nos falta e o que queremos, só que isto nos empurra mais ainda para a necessidade de mudança;
7) Quanto mais sua história/rotina for importante para você, maior a dificuldade de despreender-se dela;
8) Para reforçar a não mudança crio frases e pensamentos de reforço, tipo: eu gosto daqui, aqui é o meu lugar, há perigo lá..., é muito arriscado, nada me garante depois. Escolhendo o confortável e familiar o risco é descartado. Mas a situação não é resolvida.
9) Se bem que o risco possa ameaçar, a passividade e o tempo não resolvem as questões da mudança.
10) Os fatos e situações passadas não se repetirão, esperar pelo ontem é perda de tempo. O que nos paralisa são as crenças rígidas e aterrorizadoras que desenvolvemos a cerca do mundo;
11) Estas crenças no fundo representam/refletem o nosso medo e nossa dificuldade de lidar com ele. Se bem que o medo pode ser um agente da ponderação, deve ser questionado e enfrentado quando nos impede de fazer alguma coisa. Coragem não é ausência do medo, mas sua superação.
12) Decisões novas, inicialmente, podem nos levar a períodos/estágios de confusão naturais no processo de mudança. O importante é que você está assumindo o controle da sua vida e não esperando que as coisas aconteçam.
13) Quanto mais tempo perdemos para os velhos modelos, mais eles se demonstram insatisfatórios e ineficientes em atender nossas novas demandas.
14) O peso de nossa história passada nos tentará a desistir. Não desista. Lembre-se que você é o agente de sua história. E o que você precisa é de uma nova história.
15) Quando você caminha, mesmo sem saber para onde, a própria sensação de ser dono de suas pernas já indicará algo especial para você.Você é livre no momento que vence o medo.
16) O exercício em busca do novo, e a sua capacidade de antecipação, já promove ânimo e sabor pela vida.
17) A boa sensação do novo pode ser intercalada por períodos de saudosismo pelos velhos modelos e referências antigas. Permaneça firme!
18) Quanto mais rápido você se livra dos velhos esquemas, mais rápido curte o sabor do novo. Aquilo que se teme geralmente não é tão ruim quanto se imagina.
19) Às vezes somos prisioneiros de nossos pensamentos. Pensamos mais no que poderia dar errado, e esquecemos o que poderia dar certo.
20) Percebemos que, nos movendo ou não, a única coisa constante na vida é a mudança. Isto está além de meu controle. Decidir ser o agente da mudança nos move na direção certa da vida.
21) Aceitar a mudança como algo natural, é no mínimo economia de tempo e energia. Quando percebemos desde cedo as pequenas necessidades de mudança e investimos neles, fica mais fácil trabalhar as maiores.
22) A tentativa de manter-se neutro no processo de mudança é ilusão.
23) O fator primordial na mudança é eu estar disposto a encarar a mim mesmo, sem desculpas ou enganos. Refletir sobre os fatos, ser flexível, simplificar as ações e mover-me, eis o sucesso da mudança.
24) Saiba que o novo dia pode se tornar velho e inadequado. Atualize-se, esteja atento a necessidade de novos ajustes. Em outras palavras: - a vida é movimento, mexa-se. A única constante é a Mudança.
25) A HORA É DE MUDANÇA “Esquecendo-me das coisas que para trás ficam, e avançando para as que diante de mim estão, PROSSIGO PARA O ALVO, para o prêmio...”
(S. Paulo)

Texto: Virgilio Gomes do Nascimento

Pornocultura



O crescimento da aids, o aumento da criminalidade e a escalada das drogas castigam a juventude européia. Para muitos jovens os anos da adolescência serão os mais perigosos da vida. Gravidez precoce, aborto, doenças sexualmente transmissíveis, aids e drogas compõem a trágica equação que ameaça destruir o sonho juvenil.

A dura realidade, também presente aqui, no Brasil, deveria merecer uma reflexão mais desengajada e madura, sobretudo no momento em que o governo federal enfatiza a distribuição milhões de preservativos num pretenso esforço em defesa da saúde pública.

Segundo o porta-voz do Institute for Research and Evaluation, "é um erro acreditar que com mais preservativos se evitem os comportamentos perigosos".
Pesquisas revelam que adolescentes bem informados continuam tendo condutas sexuais de alto risco. A informação, despida de orientação moral, acaba sendo contraproducente. Na verdade, as campanhas de educação sexual, na Europa, nos Estados Unidos e no Brasil, não têm sido capazes de neutralizar a influência do gigantesco negócio do sexo, que, impunemente, acaba determinando a agenda do mundo do entretenimento.

No caso do Brasil, a culpa não é só da televisão, que, raramente, apresenta bons programas. É de todos nós - governantes, formadores de opinião e pais de família -, que, num exercício de anticidadania, aceitamos que o País seja definido como o paraíso do sexo fácil, barato, descartável. A caricatura do país das mulatas, dos rebolados e do carnaval. Numa verdadeira sexolatria nacional.

É triste, para não dizer trágico, ver o Brasil ser citado como um paraíso excitante para os turistas que querem satisfazer suas taras sexuais com crianças e adolescentes. Reportagens denunciando redes de prostituição infantil, algumas promovidas com o conhecimento ou até mesmo com a participação ativa de autoridades públicas, crescem à sombra da impunidade.

Os últimos governos , assustados com o aumento da gravidez precoce e com o crescente descaso dos usuários da camisinha, investem pesado na distribuição do preservativo. A estratégia é inútil.

Afinal, milhões de reais já foram gastos num inglório combate aos efeitos. O resultado está gritando no assustador avanço da gravidez precoce. A raiz do problema, independentemente das iras que se possa despertar em certos ambientes politicamente corretos, está na onda de hipersexualização que tomou conta do ambiente nacional. É ridículo levar um gordo a um banquete e depois, insensatamente, querer que evite a gula. Hoje, diariamente, na televisão, nos outdoors, nas mensagens publicitárias, só se fala daquilo. O sexo foi guindado à condição de produto de primeira necessidade.

As campanhas de prevenção da aids e da gravidez precoce chocam de frente com inúmeros programas de auditório que fazem do sexo bizarro uma alavanca de audiência. A programação infantil, outrora orientada por padrões éticos e educativos, passou a receber forte carga de violência e sexo. Desenhos animados, marca registrada de um passado não distante, foram substituídos pelo apelo erótico que domina, por exemplo, a programação do fim de semana.

Iniciação sexual precoce, abuso sexual e prostituição infantil são, de fato, o resultado da cultura da promiscuidade que está aí.

Em nome do anti-moralismo não se tem feito nada eficaz quanto a este problema. Creio que chegou a hora de uma guinada. É hora de instituições sérias, éticas e morais defenderem os verdadeiros valores humanos. Como cristãos temos que influenciar e exaltar atitudes que resgatem a dignidade e a Imagem do ser humano. Como brasileiros devemos lutar para que, principalmente nossos jovens, compreendam a influência da mídia e os efeitos da pornocultura que se instalou em nosso país.

Fonte: http://virgilionascimento.blogspot.com/

PERVERÇÕES SEXUAIS - Quando o belo se transforma em bestial



Como bem observou o filósofo inglês John Salisbury, no século XIII, "a licenciosidade crescente e avassaladora sempre caracterizou os períodos de decadência das grandes civilizações." De fato, sempre foi assim. A queda moral invariavelmente antecedeu a destruição completa de povos inteiros. Pode-se dizer que ela prenunciava a extinção iminente de reinos e impérios. Era o sinal de que aquelas civilizações haviam chegado ao fim… Alguém supõe que agora, em nossa época, o processo seja diferente?

Enquanto os animais fazem uso do sexo de uma forma natural, o ser humano tornou-se escravo de seu instinto sexual artificialmente aumentado, principalmente pelos instrumentos da mídia, cuja ênfase e a subversão de valores tradicionais da sociedade.

Originalmente a palavra "perversão" significava todo comportamento humano contrário às normas sociais existentes. Assim, a corrupção, o mau caráter e a marginalização também seriam perversões. Contudo, como a humanidade se especializou em inventar os mais escabrosos artifícios em torno da liberação seu instinto sexual, Perversão passou a ser atualmente sinônimo de Desvio Sexual.

Abaixo, uma lista das principais perversões catalogadas em artigos psiquiátricos e algumas explicações pertinentes:

Pedofilia: Atração sexual de adultos por crianças de qualquer sexo. Estima-se que nos Estados Unidos, entre 10% e 20% das crianças sejam molestadas sexualmente até a idade adulta. Apesar de proibido, o comércio de fotos e filmes pornográficos com crianças têm aumentado substancialmente no país, o que pode ser ao mesmo tempo efeito e causa do crescimento desse tipo de perversão. De acordo com uma pesquisa, cerca de 45% das pessoas que procuram ajuda psiquiátrica para tratar de perversões sexuais, são pedófilas.

Sadomasoquismo: Tecnicamente chamada de algolagnia, refere-se à pessoa que só sente satisfação sexual através de uma dor experimentada por ela mesma ou infligida a outrem. Um indivíduo pode ser sádico, masoquista, ou ambos. Podemos nos poupar aqui detalhes dos rituais sadomasoquistas; mencionaremos apenas que para suportar os atos de violência física e moral muitos masoquistas fazem uso de drogas, e não é raro a ocorrência de morte em conseqüência das agressões sofridas.

Fetichismo: Tipo de perversão que consiste em exteriorizar a paixão não em relação a uma pessoa, mas a uma parte dela ou a um objeto de seu uso. Os travestis também são designados de fetichistas, por fazerem uso de vestimentas femininas.

Froteurismo: Palavra derivada do francês "frotter", que significa "esfregar" ou "roçar". O froteurista sente um impulso irrefreável de se encostar em mulheres ou de afagá-las eroticamente em lugares públicos. Esse tipo de perversão ocupa o 4º lugar na lista de incidência de pacientes em tratamento, ficando atrás da pedofilia, exibicionismo e voyeurismo.

Exibicionismo: Perversão que consiste em exibir os órgãos genitais a outrem. Ocupa o 2º lugar na freqüência de desvios sexuais, com 25% de incidência entre os pacientes em tratamento.

Voyeurismo: Também chamado mixoscopia, refere-se àquele que se compraz sexualmente em observar, às escondidas, um ato sexual. Ocupa o 3º lugar em incidência nos pacientes catalogados, com um índice de 12%.

Hipoxifilia: Esta palavra significa literalmente "atração por teor reduzido de oxigênio". Esse tipo de perversão consiste em tentar intensificar o estímulo sexual pela privação de oxigênio, seja através da utilização de um saco plástico amarrado sobre a cabeça ou de alguma técnica de estrangulamento. Estima-se que só nos Estados Unidos entre 500 a mil pessoas morram acidentalmente por ano vítimas desta prática.

Necrofilia: É a atração sexual por cadáveres. O necrófilo procura manter relações sexuais com corpos humanos mortos. Um artigo científico de psiquiatria confirma que alguns assassinatos são cometidos unicamente com esse propósito.

Coprofilia: Também chamada coprolagnia, identifica a excitação erótica motivada pelo cheiro ou contato com excrementos.

Urofilia: Também chamada urolagnia, é a variante da coprofilia em relação à urina.

Zoofilia: Também conhecida como bestialismo, é o sexo feito com animais, que em alguns casos são até treinados para isso.

Clismafilia: Refere-se à excitação erótica provocada pela injeção de alguma substância no reto.
Os estudos psiquiátricos sobre o comportamento dos pervertidos sexuais são unânimes em afirmar que os pacientes, sem exceção, insistem que não vêem nenhum motivo para escândalo em relação à sua maneira de ser. Na visão deles, suas preferências eróticas são superiores à sexualidade trivial das pessoas comuns…

O Modelo Social propagado hoje baseado no hedonismo (prioridade do prazer pessoal) favorece a busca das novidades em torno de novas sensações. Aumenta dia a dia o número de pessoas que perdem completamente o controle sobre os seus impulsos sexuais. Já há mesmo clínicas especializadas em tratar os chamados "viciados em sexo", e grupos de "sexahólicos anônimos", nos mesmos moldes dos alcoólicos anônimos.

Recentemente a Organização Mundial de Saúde reconheceu a compulsão sexual como uma doença que causa dependência. Nos Estados Unidos estima-se que 15 milhões de pessoas sejam compulsivos sexuais (dados de 1994), abrangendo tanto heterossexuais como homossexuais.

Devemos estar atentos como defensores de princípios bíblicos-cristãos, que o maior problema, que não e recente, e a tentativa mais uma vez de colocar o homem como centro - onipotente. E a retirada de Deus do controle e autoridade sobre nossas atitudes e ações. Infelizmente nossas maiores vitimas são os mais jovens, vitimas de verdadeira enxurrada de apelos aos impulsos, desejos e sensações.

Seis mitos que envolvem o casamento



Calvin Thomsen

A felicidade no matrimônio pode ser duradoura ou fugaz. Alguns estão casados por 40 anos ou mais, e o amor e romance estão vívidos, alegres como se fossem casados há um mês. Outros mal terminam de abrir os presentes de casamento e já percebem amargura no relacionamento, passando a pensar em divórcio ao invés de um lar permanente. O que faz a diferença entre a felicidade duradoura e um breve romance no casamento?

Pesquisas modernas nos dão algumas indicações. John Gottman, professor de psicologia da Universidade de Washington, realizou algumas pesquisas pioneiras no atual contexto norte-americano. Gottman tem estudado milhares de casais, levando em consideração as muitas variáveis que afetam a estabilidade matrimonial. Sua pesquisa tem ajudado a esclarecer fatores que conduzem à felicidade conjugal, e outros indicativos que apontam para uma batalha penosa rumo a um provável divórcio.

A pesquisa também sugere alguns dos grandes mitos que cercam o amor e o casamento. Esses mitos não se originaram dos antigos rituais e lendas tribais, mas da suposição comum que muitas pessoas acatam como verdade. Vale a pena explorar alguns desses mitos e analisar as implicações de construir uma sólida relação matrimonial.

Mito 1: Grandes expectativas podem arruinar o casamento.
O casamento geralmente é visto como uma boa proposta de negócios — criar filhos, gerenciar bens e construir alianças entre famílias. Além do mais, esperamos que o casamento seja eternamente romântico, cheio de paixão sexual, amizade íntima, abrangendo todas as bases tradicionais de paternidade, conexões familiares e administração financeira cotidiana.

As altas expectativas são consideradas como irreais e prejudiciais a um casamento feliz, mas pesquisas recentes indicam que, conquanto seja necessário ser realista em nossas esperanças, as altas expectativas podem levar a maiores investimentos e a melhores resultados na relação. Pessoas com baixas expectativas aparentemente não investem muito num bom relacionamento e estão dispostas a se contentar com uma união mediana ao invés de excelente. Gottman diz: “Pessoas que têm altos padrões e expectativas para o seu casamento desfrutam melhores e não piores uniões”.1

Mito 2: Homens são de Marte e mulheres de Vênus.
Essa expressão, derivada de um livro muito conhecido por seu título, sugere que homens e mulheres possuem diferenças profundas e desejam fundamentalmente coisas diferentes em seus casamentos. Um dilúvio de livros populares tenta ajudar os casais a lidarem com suas diferenças, sob a premissa de que existe uma enorme lacuna entre o que homens e mulheres desejam. E, ainda mais importante, eles negligenciam o fato de que a evidente diferença entre os sexos tem estado ligada, na pesquisa, a casamentos infelizes, porquanto “existem muito poucas diferenças de sexo em casamentos felizes”.2
O “machismo tradicionalista”(refletido na dominante e controladora abordagem do casamento) está estatisticamente correlacionado a baixos níveis de qualidade no matrimônio.3

Sim, existem algumas diferenças comuns que surgem em varias pesquisas.
O fato é que muitas delas também mostram que homens e mulheres querem consideravelmente as mesmas coisas no casamento, e ambos relatam que a profunda amizade é o mais satisfatório num bom relacionamento. Listas de outros fatores que predizem um bom casamento mostram que há somente leves diferenças em como os sexos se posicionam, quanto ao que realmente os satisfaz numa relação íntima.4

Casais que constroem sólidas relações estão sintonizados com as personalidades específicas de seus parceiros, e buscam uma firme amizade como base do bom relacionamento. Eles respeitam as diferenças entre os sexos quando elas existem, e buscam opções para satisfazer as necessidades um do outro. Conquanto a Bíblia, de certa forma, use uma linguagem diferente para descrever o papel do homem e da mulher no casamento, o elemento comum é, mutuamente, uma atitude altruísta em que ambos estão receptivos e atentos às necessidades do outro (ver Efésios 5:21-33).

Mito 3: Ouvir efetivamente e evitar a ira são as chaves para administrar conflitos numa boa relação.
Durante várias décadas tem surgido uma variedade de livros e artigos, sugerindo que os casais empreguem o processo conhecido como “ouvir efetivamente” durante os conflitos matrimoniais. Ouvir efetivamente envolve clara identificação dos sentimentos do outro, usando palavras ternas e tentando repetir as preocupações citadas pelo parceiro em forma de paráfrase. Isso é bem similar ao que os terapeutas fazem quando escutam seus clientes. Os pesquisadores que analisaram cuidadosamente as brigas matrimoniais esperavam encontrar, nos casais bem-sucedidos, o uso regular desse conhecimento para resolver seus desentendimentos e esclarecer conflitos no casamento.

Mas não foi isso o que eles descobriram. De início, eles notaram que praticamente ninguém, na verdade, fala dessa forma no calor de uma discussão. As pessoas simplesmente não usam as palavras prescritas quando as tensões estão em alta. Ainda em raras situações, quando o fazem, não há direta influência na resolução do conflito. Nas palavras de Gottman, “isso nada prediz”.5
O estudo, porém, indicou que ouvir efetiva e atenciosamente é valioso de muitas maneiras. Por exemplo, pode ajudar um parceiro a escutar enquanto o outro está se queixando de alguém mais (como o chefe no trabalho). Também é de muita valia numa “conversação de recuperação”, que os casais trabalhem pela restauração do relacionamento depois de uma briga. E isso pode definitivamente ajudar os casais a fortalecerem a intimidade e passarem a conhecer melhor um ao outro, quando não estão em meio a um conflito. Mas a pesquisa matrimonial mostra que, no calor de uma briga, poucas pessoas têm a capacidade de seguir as “regras” da boa comunicação.
Também é interessante o estudo da ira no contexto matrimonial. A ira, por si só, não foi correlacionada estatisticamente ao divórcio, mas o descaso e a atitude defensiva, sim.6 Casais que brigam muito não são necessariamente menos felizes do que pares que não brigam. Muitos casais que tendem a brigar também sabem como beijar e fazer as pazes. Em verdade, um certo volume de conflito e disputa foi relacionado à duradoura paixão no casamento.7

Não é a ira em si que mina o casamento, mas o fracasso em resolvê-la.
A Bíblia afirma que a ira não é pecado (Efésios 4:26), mas também diz “não se ponha o sol sobre a vossa ira”. Escutar efetivamente pode ser parte do reparo de uma relação após um conflito, mas necessitaremos perdoar a nós mesmos e a nosso companheiro pelas imperfeições na maneira com que lidamos com as diferenças.

Mito 4: Os casamentos inevitavelmente decaem com o tempo.
Embora muitos casais citem um declínio na satisfação matrimonial com o passar do tempo, há muitas descobertas interessantes em recente pesquisa que mostra não ser isso inevitável. Na verdade, o casamento é como muitas outras coisas; é totalmente possível ficar melhor com a prática. O terapeuta matrimonial David Schnarch diz que é apenas mais tarde na vida em conjunto com um parceiro monogâmico, que as pessoas podem começar a descobrir sua paixão e potencial sexual.8 Da mesma forma, a pesquisa de Gottman mostrou que muitos casais descobrem maior tolerância, maior apreço e muito maior desejo de estar com o outro com o passar do tempo. A maior felicidade no casamento não parece ser encontrada na euforia inicial, mas na satisfação em longo prazo havida num matrimônio de muitos anos.

A paixão não é algo dependente da idade. Agora sabemos muito sobre a bioquímica e neurologia do amor e da paixão. A “química” de um relacionamento muda com o tempo. Há uma euforia inicial num novo amor que geralmente dura cerca de dois anos, e o tipo específico de química que caracteriza um relacionamento de longo prazo não é o mesmo da química embriagante que fomenta um novo amor.

Mito 5: Uma pessoa que sente pouca paixão sexual espontânea está sexualmente morta e é uma pobre parceira conjugal.
Quando imagens superaquecidas de sexo constantemente bombardeiam através da mídia, muitas pessoas casadas sentem que deveriam estar continuamente abrasadas com paixão por seu cônjuge.
Até bem recentemente, os sexólogos supunham que todas as pessoas experimentam o desejo sexual da mesma forma. Algo que você sente desperta um sentimento subjetivo de estimulação. A estimulação gera o desejo sexual, mas, como Michelle Weiner Davis cita, “para algumas pessoas, o desejo sexual — o motivo de tornar-se sexual — não precede o sentimento de excitação; ele na verdade o segue”.9 Em outras palavras, há pessoas que raramente experimentam fantasias apaixonantes, mas, se elas se sentem excitadas com seu parceiro, podem descobrir que apreciam profundamente a experiência e se tornam muito mais unidas.

Mito 6: Os opostos se atraem.
A proposição dessa crença é de que somos atraídos por alguém com muitas diferenças, porque nos sentimos mais completos diante das desigualdades dele ou dela. Mais uma vez há alguma verdade nisso, mas não em sua totalidade. As pessoas procuram encontrar algumas diferenças como fator positivo e ponto de atração. As pesquisas mostram que as melhores uniões incluem mais similaridades do que diferenças, e que sendo parecidos em muitos aspectos (tais como idade, educação, preferência religiosa e valores básicos de vida, etc.) haverá maiores níveis de satisfação marital.10 Uma pesquisa sobre tipos de temperamento (tais como a escala de Meyer’s Briggs) mostra que os casais podem apreciar algumas diferenças mas, aqueles que são opostos em todas as quatro escalas são menos felizes que os mais parecidos.11

O melhor meio de abordar o assunto sobre as diferenças é entender que a maioria de nós aprecia poucas diferenças-chave nos estilos que dão equilíbrio à vida. É bom aceitar essas diferenças e não começar um projeto de reforma massiva, uma vez que já nos “enforcamos” mas, se você está procurando um parceiro, não suponha simplesmente que muitas diferenças serão fáceis de superar. As diferenças a que você “faz vistas grossas” na relação podem tornar-se mais desafiadoras com o passar do tempo. É muito melhor buscar alguém que realmente compartilhe seus valores básicos e estilo de vida.


Calvin Thomsen é pastor do ministério familiar na Universidade de Loma Linda da Igreja Adventista do Sétimo Dia na Califórnia. Thomsen está concluindo seu Ph.D. em terapia matrimonial e familiar, e leciona terapia familiar, terapia matrimonial e terapia sexual na Universidade de Loma Linda, sendo ainda conselheiro pastoral na Universidade de La Sierra Email: cthomsen@lluc.org

Fonte: http://virgilionascimento.blogspot.com/2007_10_01_archive.html

Agosto 02, 2008

Porque nos apaixonamos?



"Temos a tendência de nos apaixonar por pessoas que são parecidas conosco", diz a antropóloga Helen Fisher

"Por que Amamos", a obra mais recente da antropóloga americana Helen Fisher, tem texto leve e traz citações literárias que mostram o pensamento do homem frente ao amor. De maneira científica, o livro procura desvendar os mistérios que envolvem esse sentimento no cérebro

Entre outros assuntos, Helen tenta comprovar que o amor faz parte da natureza humana tanto quanto o medo ou a fome. Ele seria, na verdade, o instinto responsável por fazer nossa espécie se perpetuar no planeta. Além de desvendar as reações químicas que acontecem no organismo dos apaixonados, Helen Fisher também toca em tópicos no mínimo curiosos para quem quiser entender um pouco mais do amor. Entre eles, a evolução do 'amor romântico', o amor entre os animais e quem escolhemos quando nos apaixonamos. Sobre último tema, Helen dá apenas uma 'degustação' do que ela e seu grupo de pesquisas estão aprontando. O estudo completo virá em forma de livro e será a próxima obra da autora.

Em seu livro, você diz que o "amor romântico" foi se instalando em nosso cérebro ao longo da evolução do ser humano (a autora é evolucionista).

- Como você define o 'amor romântico' e como ele se tornou parte do homem?

Helen Fisher - Eu e meus colegas colocamos 32 pessoas loucamente apaixonadas sob análise para nossos estudos. Encontramos algumas características desse "amor romântico". A parte do cérebro que se torna ativa quando você olha uma foto da pessoa que ama fica bem no interior do órgão. Trata-se de um sistema primitivo e antigo. Acredito que temos três sistemas cerebrais diferentes: o primeiro se trata do impulso sexual; o segundo é o "amor romântico", um estágio intenso de sentimentos obsessivos associados ao parceiro; o terceiro seria a sensação de segurança que você sente quando vive com alguém por muito tempo.

Antes de colocar essas pessoas sob monitoramento cerebral, minha questão mais importante era saber quanto tempo do dia e da noite elas pensavam no ser amado. E eles disseram que é todo o tempo. Há uma constelação de características que me fizeram perceber que o 'amor romântico' não é uma emoção, são várias. Quando olhei as partes do cérebro que estão envolvidas, me ocorreu que o "amor romântico" é um motor para encontrar um amor específico.

O "amor romântico" acontece para que você concentre sua energia em uma única pessoa por vez. E o compromisso envolve você tolerar essa pessoa pelo menos até o tempo de criar um filho.

- Por que o ser humano se apaixona por uma única pessoa de cada vez?

Helen - O "amor romântico" inicia um laço muito intenso entre um homem e uma mulher. O propósito do amor romântico é a concentração em uma única pessoa. Há milhões de anos, as mulheres precisavam de um parceiro para ajuda-las, pois viviam em regiões perigosas. Tinham que carregar os filhos nos braços, não nas costas como os outros primatas. Então, como iriam se proteger? Precisavam de alguém.

- Você diz que os aspectos básicos do "amor romântico" não mudaram de anos para cá. Que aspectos seriam esses?

Helen - Eu não vejo nenhuma mudança. Podemos ver, por exemplo, os elementos desse amor expressos em poesias antigas, no mundo todo. E esses mesmos elementos continuaram na modernidade. Estamos falando de um sistema que é similar ao do medo. O objeto do seu medo pode mudar, mas o sistema cerebral que desperta essa sensação não. Da mesma maneira, nós nos apaixonamos por diferentes pessoas, mas o sentimento que temos é o mesmo.

Em seus estudos, Helen concluiu que o 'amor romântico' inicia um laço muito intenso entre um homem e uma mulher e que seu propósito é a concentração em uma única pessoa.

Nota do Virgilio: - Particularmente fico muito entusiasmado quando vejo cientistas, estudiosos não-cristãos comprovarem através de seus estudos e descobertas o que o bom Deus colocou como ideal no coração do homem. O amor romântico de um Homem e uma Mulher é exaltado de maneira magnifica nas páginas Sagradas, especialmente no livro de Cantares de Salomão. Este artigo reforça o laço afetivo, a exclusividade relacional, a fidelidade e a heterossexualidade.

Sem noção



Os adolescentes estão recebendo mais informação sexual, começam mais cedo a transar mas muitos demonstram que, no fundo não entendem bem o que é sexo.

Lena Castellón
Colaboraram: Cilene Pereira, Juliane
Zaché e Eliane Lobato (RJ)


Ter uma boa vida sexual faz parte do conceito de saúde. Tanto é verdade que a Organização Mundial da Saúde (OMS) tem uma área dedicada ao tema, envolvendo diversos aspectos. Um deles diz que não basta a pessoa estar livre de doenças ou disfunções. É preciso que ela se sinta bem do ponto de vista emocional, mental e social. Pode parecer uma conversa muito adulta, mas não é exatamente assim. Se você é pai ou mãe, pense nos filhos que estão na escola, conversando com os amigos ou teclando no computador com os colegas – pessoas que, às vezes, estão mais presentes no cotidiano deles do que você. Se suas “crianças” já sabem disso de alguma forma, felicite-se. Ruim é descobrir que não entendiam nada de sexo quando aparecem com a notícia de uma gravidez inesperada.

A idéia de que o filho esteja interessado em sexo deixa muita gente aflita.
Para alguns, o melhor é não tocar no assunto. Engano. O desenvolvimento
sexual, diz a OMS, é uma parte normal da adolescência (dos dez aos 20 anos, segundo a entidade). Ou seja, não tem como fugir. “O sexo vai acontecer”,
crava Maurício Lima, médico de adolescentes do Hospital das Clínicas de
São Paulo. Já que não adianta trancar a garotada em casa, o correto é permitir
que eles se informem, de preferência com você, e aprendam que transa boa é aquela feita com carinho e proteção.


Uma dúvida comum é se os jovens estão amadurecendo antes do tempo. A médica Debora Gejer, presidente do Departamento de Adolescência da Sociedade de Pediatria de São Paulo, afirma que a puberdade (as modificações físicas) está se manifestando antes, em comparação ao início do século XX. Se no passado ela acontecia por volta dos 14 anos, hoje no Brasil ocorre aos 12. “Mas a sexualidade não depende de ter o corpo pronto.
Ela está associada ao contexto social, psicológico, familiar. Não devemos falar em idade, e sim em maturidade”, emenda. Para a pediatra – ou hebiatra, como é conhecido o médico especialista em adolescentes –, o papel dos adultos é fazer com que o jovem tenha condições de refletir se é importante ter uma relação sexual naquele momento e se ele se sente preparado para isso.

É até possível imaginar que nossos adolescentes (são cerca de 35 milhões) sejam experts no tema. Afinal, cenas sexies na tevê e cantoras sensuais pululam por aí. Porém, há muitos garotos e garotas imersos em confusão. “Há informação, mas elas não são bem compreendidas. Os adolescentes estão se iniciando mais cedo, mas com alguns medos, entre eles o do desempenho”, assegura a hebiatra Heloísa Andrade, de Minas Gerais.

Camisinha – Ser bom de cama é um dos mitos. A necessidade de ter uma superperformance (que surge na cabeça dos jovens, já que eles ouvem maravilhas do sexo em quase todos os lugares) está se transformando numa ameaça ao uso da camisinha. A menina pode não exigir o preservativo porque quer satisfazer o desejo do menino. E o garoto pode se sentir inseguro em relação à ereção e deixar a proteção de lado. Uma pesquisa do Projeto Sexualidade (Prosex) da Universidade de São Paulo, feita em 2003 com 2.558 alunos de escolas privadas e públicas, constatou que mais de 95% dos entrevistados sabem o que é sexo protegido. Na rede particular, 66% dos estudantes não transam. E dos que têm relações, 44,9% usam a camisinha sempre. Na rede pública, o índice de adolescentes que não fazem sexo é de 22%. Entre os que transam, 49% afirmam se proteger todas as vezes. Os demais alegam não usar o preservativo por diversos motivos (como o esqueci-mento). “Eles não estão transportando a informação para a prática”, comenta a psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do Prosex. O levantamento mostra
também que, na média, a primeira transa ocorre aos 15 anos. “A iniciação vem caindo. Nos últimos seis anos, baixou mais um ano”, explica Carmita. De acordo com o sociólogo francês Michel Bonzon, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, o problema da iniciação sexual no Brasil é que ela é feita sem preparo. “Ela acontece sem que se esteja preparado, ao contrário de outros países em que se pensa quando será a primeira vez”, diz Bonzon, que lançou o livro Sociologia da sexualidade (Ed. Fundação Getúlio Vargas).

Diante desses fatos, fica claro que não é apenas o caso de atulhar os jovens de livros sobre as formas de transmissão do vírus da Aids, por exemplo. “Já recebi meninas deprimidas porque não atingem o orgasmo. Arrasadas porque não ouvem sinos tocar. E, como se sentem cobradas pela sociedade que insiste em valorizar o clímax na relação, as garotas passam a fingir”, critica o ginecologista Gérson Lopes, autor do livro Conversando com o adolescente sobre sexo (Ed. Autêntica). Segundo o médico, há uma ditadura do orgasmo. “As pessoas se avaliam para ver quem tem melhor desempenho. O garoto mente que foi ótimo na cama. E a menina, que sentiu muito prazer”, conta. A experiência da brasiliense Cibele (nome trocado), 17 anos, confirma essa pressão. “Meu namorado não era mais virgem e dizia que não queria que eu me arrependesse. No começo, senti muita dor. Não tive orgasmo. E ele ficou chateado. Expliquei que isso não acontece sempre e que muitas meninas sentem dor na primeira vez”, relata. Para Cibele, muitos meninos e meninas são “sem noção”, cobertos de idéias erradas. “Você tem de ir atrás de informação porque a que te dão não é suficiente”, afirma.

Histórias como essa mostram que é preciso ensinar aos pais que não se pode fugir da raia e que o educador tem um papel importante. “Se os pais pensam que não há espaço para essa educação em casa e se a escola não se julga preparada, quando o jovem aparece com uma dúvida é porque a ação precedeu a informação. Se a garota pergunta se sexo oral engravida, ela já fez sexo oral e está com medo de estar grávida”, analisa o sexólogo Márcio Schiavo, que escreveu Manual de orientação sexual (Ed. O Nome da Rosa). Ele recomenda que os pais se preparem para discutir sexualidade com os filhos. A professora Eliane Adami, de Campinas (SP), fala sobre sexo com naturalidade com a filha de 15 anos, Carol. “Tenho de orientar porque desde pequena ela faz muitas perguntas”, diz. Carol é virgem, assim como Fernando Valente, seu segundo namorado. Fernando, também de 15, é outro que encontra informação em casa. O pai é ginecologista e a mãe, pediatra. Ele sabe, por exemplo, que nas primeiras transas a garota pode sentir dor e que o orgasmo não acontece para todos. “Normalmente os meninos não gostam de falar sobre isso porque não querem demonstrar que não sabem”, avalia o rapaz.
Turma – É evidente que, mesmo que os pais queiram, eles não serão a única fonte de informação. Na adolescência, os amigos são importantíssimos. Frequentemente, é com eles que as “crianças” vão trocar figurinhas. Não se deve proibir esse contato. “Adolescente gosta de conversar com o amigo. Ele passa pelas mesmas aflições que ele. O que os pais devem fazer é se mostrar disponíveis”, reforça Miguel Perosa, professor da PUC/SP. O estudante Vinícius Lima, 16 anos, do Rio, é evangélico, virgem, conversa com os pais sobre sexo e já discutiu de tudo com amigos. “Tem coisas que só falo com eles. Masturbação, por exemplo. Planejo que a minha primeira vez será aos 17”, afirma. Vinícius faz aniversário em novembro.
Um espaço cada vez mais destacado pelos especia-
listas é a escola. O projeto Juventude e Sexualidade, implantado em dois colégios sob orientação da Universidade Gama Filho (RJ), discute temáticas apresentadas pelos alunos. “O programa é flexível. Se surgir algo interessante na novela, eles propõem e o professor discute”, esclarece Maria do Carmo de Andrade e Silva, uma das responsáveis pelo trabalho. Debater o que acontece na tevê faz parte. E se informar por ela também. Segundo Ricardo Hofstetter, autor da série Malhação (Rede Globo), voltada aos adolescentes, o sexo é um dos temas mais pedidos pelos jovens telespectadores. “Somos informativos, mas tomamos o cuidado de não nos tornarmos chatos”, conta.

No colégio Magister, de São Paulo, a sexualidade é debatida na aula de atualidades. A matéria começou a ser lecionada neste ano porque houve demanda. “Desenvolvemos a auto-estima do adolescente por meio de questões como sexualidade e relacionamentos. Quanto ao primeiro ponto, o foco é o que acontece com o corpo e as emoções”, diz a psicóloga Maura Domingues. Qualquer que seja o modelo de educação sexual, é vital a interatividade com o jovem. Um dos projetos da hebiatra Heloísa Andrade mostra com números que o método dá certo. O programa de Educação Afetivo-Sexual, criado com o apoio da companhia siderúrgica Belgo Mineira, atende seis municípios, envolvendo as redes públicas de saúde e de ensino. O objetivo é estimular o jovem a buscar informações sobre saúde sexual. Em agosto de 2000, foram ouvidos os beneficiados por esse trabalho (na época, dez mil alunos). Em dezembro passado, foi feita uma avaliação das modificações obtidas até então (o projeto já beneficiava 44 mil estudantes). O conhecimento de sexualidade subiu 55% e o uso de camisinha com um parceiro casual aumentou 178%.

Uma das razões desse sucesso é ter possibilitado ao jovem maior acesso aos serviços médicos. Encontrar um bom profissional de saúde para orientar a vida sexual é uma forma de garantir que o sexo não será uma experiência frustrante. Ginecologistas, em geral, são os especialistas mais procurados. Porém, urologistas começam a receber visitas mais frequentes de garotos. Eles têm ido até antes da primeira relação. “Os adolescentes de classes mais altas têm a informação, mas querem se assegurar. Os mais carentes demonstram desconhecimento. É comum que não perguntem nada ao pai porque ele não permite essas questões, já que ele mesmo não entende a dúvida”, observa o urologista Sidney Glina, da Sociedade Internacional para Pesquisa em Sexualidade e Impotência.

Além destes profissionais, o hebiatra é um importante aliado. A estudante paulista Pamela Gastaldelli, 20 anos, recebe orientações desse tipo de especialista desde os 13. “Minha maior preocupação era como começar minha vida sexual”, lembra. Foi com o segundo namorado que ela perdeu a virgindade, aos 18 anos. “Tinha amigas que falavam que orgasmo era subir ao céu e não descer mais. Outros relatavam que não sentiam nada. Para mim, foi legal, embora tenha doído um pouco”, afirma. Ela contou para a mãe. O pai soube depois. “É bom que ele saiba porque não tenho aquele medo de ser pega escondendo algo”, brinca.
De fato, viver com o medo de ser descoberto é desconfortável. Se o adolescente se sente assim,
deve avaliar se vale a pena continuar calado. “
A primeira coisa é discutir mais o assunto com os pais. Não é chegar e falar: pai, transei. Precisa ser aos poucos. Diz que está saindo com alguém. Crie espaço para dialogar. Quando se tem estrutura familiar, enfrenta-se qualquer problema”, diz o estudante Flávio Drummond, 17 anos, de São Paulo.

Para que o sexo seja realmente prazeroso, é preciso haver conversa e intimidade também com o parceiro. Hoje, nesses tempos em que “ficar” é uma prática comum, esses dois ingredientes andam faltando na relação entre os adolescentes. “Ficar é fugir de um envolvimento mais profundo. Quanto mais intimidade, melhor a gente conhece o parceiro e tem mais liberdade para falar das preferências. É mais gostoso”, defende a atriz Juliana Didone, do alto de seus 19 anos. Ela, pelo menos, tem noção.

Iniciação Sexual



Um estudo nacional, no qual foram analisados 3650 questionários sobre iniciação sexual e condições de prática da sexualidade, mostrou que a idade da primeira relação sexual atualmente está entre 15 e 16 anos para os homens e 17 anos para as mulheres. Iniciação sexual após o casamento é infreqüente são minoritárias (8,7%). Além disso, apesar de 86% dos jovens pesquisados referirem conhecimento dos métodos anticoncepcionais antes da primeira relação, apenas 51,4% deles utilizaram estes recursos para evitar a gravidez.

A iniciação sexual antes dos 16 anos tem aumentado e muitas vezes vem acompanhada de sentimento de culpa: grande parte dos adolescentes que iniciaram suas experiências sexuais precocemente, se arrependem e referem que desejariam ter esperado mais tempo.

Pesquisadores do MRC Social and Public Health Sciences Unit, da Escócia, avaliaram 7395 estudantes adolescentes (3665 meninos e 3730 meninas) acerca de suas experiências sexuais e suas atitudes frente às mesmas. Cerca de 30% das meninas e 27% dos meninos relataram que a sua primeira relação sexual ocorreu muito cedo ou que até mesmo não deveria ter ocorrido. Os meninos referiram arrependimento por terem pressionado as parceiras a praticarem sexo e elas, por sua vez, por terem cedido à pressão ou por não terem planejado a relação sexual.

Estas características da prática sexual entre os jovens favorecem a disseminação das doenças sexualmente transmissíveis e dificultam o "sexo seguro". Outros valores também devem ser considerados:

• valores machistas que pregam que o homem "normal" é aquele que tem relações sexuais com o maior número de parceiras e que é falta de virilidade deixar de ter relações sexuais com mulheres que se mostram disponíveis;
• a noção de onipotência, típica dos adolescentes, os leva a acreditarem que jamais vão contrair doenças sexuais e que estão imunes a uma gravidez não planejada;
• o uso da camisinha muitas vezes está associado à diminuição do prazer, tornando-a alvo de preconceitos e rejeição quanto à utilização.
• mesmo sendo a monogamia a norma mais recomendada socialmente, grande parte dos adolescentes buscam experiências sexuais com vários(as) parceiros(as) ao mesmo tempo.

Considerando tais aspectos levantados, fica claro que nossos jovens ainda carecem de orientação eficiente, para que construam uma visão mais saudável da sexualidade e para que escolham o momento em que realmente estejam preparados para assumir a iniciação sexual.
Fonte: http://programabemviver.blogspot.com/2008_04_01_archive.html

Comportamento religioso e os mecanismos de defesa do ego



Os mecanismos de defesa do Ego são processos subconscientes desenvolvidos pela personalidade, os quais possibilitam a mente desenvolver uma solução para conflitos, ansiedades, hostilidades, impulsos agressivos, ressentimentos e frustrações não solucionados ao nível da consciência. Técnica psicológica para desenvolver a personalidade, sua finalidade é tentar defender-se, estabelecer compromissos entre impulsos conflitantes e aliviar tensões internas selecionadas inconscientemente e operando automaticamente.

Simplificando, quando nos envolvemos em situações reconhecidas como “risco” a nossa integridade pessoal (a nível psicológico) reagimos com estratégias pessoais criadas a partir de recursos de nossa mente. É interessante nota que as pessoas não têm idéia que utilizam esses recursos. As experiências infantis de certa forma explicam este tipo de reações, que na fase adulta podem prejudicar a vida sócio-afetiva dessas pessoas.

No que diz respeito ao ambiente de igreja, muitas vezes a capa de religiosidade pode encobrir fortes conflitos internos na vida de um crente dedicado. Ela abre portas para confirmar e validar alguns comportamento defensivos. O ambiente eclesiástico (como outros) pode propiciar os contextos devidos para o encobrimento dos conflitos internos: poder, liderança, discipulado, exibição, contenção, resignação, fervor, auto-sacrifício, zelo religioso, etc... O fato de transferirmos unicamente para Deus a solução de nossos problemas e encontrar tb nEle a maneira de remediar todos os erros pode manter a pessoa em dilemas, que se fossem atendidos em circunstancias profissionais adequadas seriam mais eficazmente resolvidos. Inclusive proporcionando ao indivíduo princípios e vivências de adoração mais saudáveis.

REPRESSÃO - É um dos mais comuns mecanismos de defesa do ego consiste em afastar uma determinada coisa do consciente, mantendo-a à distância (no inconsciente). manipular o conflito, impulsos em competição, tendências a atos que constitui uma ameaça à imagem que fazemos de nós mesmos afastar ou recalcar da consciência um afeto, uma idéia ou apelo do instinto. Ex: um acontecimento que por algum motivo envergonha uma pessoa pode ser completamente esquecido e se tornar não evocável. Comum em pessoas que foram educadas de maneira repressora, onde principalmente o pecado era sempre apontado como causa.

PROJEÇÃO - É uma forma de deslocamento que dirige-se para fora, e atribui a outras pessoas seus traços de caráter, atitudes, motivos e desejos contra os quais existem objeções e que se quer negar.Ex: A, incapaz de tolerar a angústia despertada pelo seu ódio de B, inconscientemente muda a sua atitude “eu odeio B” para “B me odeia”. As perseguições religiosas a pessoas ou grupos específicos pode estar vinculadas a este mecanismo.

INTROJEÇÃO - Intimamente relacionada com a identificação, visa resolver alguma dificuldade emocional do indivíduo, ao tomar para a própria personalidade certas características de outras pessoas. Ex: a criança desenvolve boas e más auto-representações baseado em como seus pais percebem e respondem a elas. Lideres carismáticos podem se tornar figuras-gurus de seus membros.

REGRESSÃO - É o retorno a atitudes passadas que provaram ser seguras e gratificantes, e às quais a pessoa busca voltar para fugir de um presente angustiante. Devaneios e memórias que se tornam recorrentes, repetitivas. Ex:Uma abordagem infantil e imatura do mundo que pode ter permanecido latente por muitos anos, pode ser despertada por uma experiência ou situação frustrante numa fase posterior da vida. Pessoas que nunca crescem, “preferem leite que o alimento sólido.”

FIXAÇÃO - Detenção de um forma incompleta na evolução da personalidade pela persistência resultante de certos elementos incompletamente amadurecido. Assim a personalidade apresenta uma carência de integração harmoniosa. Sua organização emocional encontra-se em permanente estágio imaturo e há um intervalo entre o estado biológico e a independência emocional. Cessação do processo de desenvolvimento da personalidade em um estágio anterior à completa e uniforme independência amadurecida. Ex: A criança pode continuar a falar como um bebê e a conservar sua dependência com a mãe do período em que estas características deveriam ter sido superadas. No caso de mais velhos a completa dependência de outro adulto, ou ainda comportamento adolescentes irresponsáveis, já na fase adulta.

FORMAÇÃO REATIVA (SUPERCOMPENSAÇÃO) -Traço de caráter que representa o exato oposto do que seria naturalmente esperado pela expressão de tendências libertadas, um traço desenvolvido para manter a repressão destes impulsos e para negar e mascara tendências da personalidade que existiram de uma forma oculta. Ex:Traço de caráter perfeccionista e descompromissados constituem frequentemente formações reativas contra tendências, desejos e impulsos proibidos. Pessoas “carolas” demais, muito dedicadas aos serviços religiosos, zelosos...

COMPENSAÇÃO - A personalidade em suas inadequações e imperfeições apresenta um mecanismos de compensações a fim de tentar assegurar o reconhecimento de que necessita. Ex:Em pessoas cujas reações em relação a realidade em geral e aos estímulos sociais em particular são bem integradas, a existência de uma inferioridade física pode provocar atividades construtivas que resultam em qualidades de notável utilidade social. Buscar ser admirado por dotes especiais, quando a vida pessoal é um verdadeiro fracasso.

RACIONALIZAÇÃO - Um dos mais comuns mecanismos planejados para manter o respeito próprio e evitar o sentimento de culpa. Constitui um mecanismo que visa a um propósito útil até o ponto que conduz à auto proteção e ao conforto psíquico. Ex: Quando preferimos acreditar que nosso comportamento é o resultado de deliberação raciocinada, julgamento desprovido de prevenções; consciência de todos os motivos que o determinam. A negação da raiva muitas vezes se dá pelo “perdão” gratuito e pelo sentimento de “pena”.

NEGAÇÃO - Provavelmente é o mecanismo de defesa mais simples e direto, pois alguém simplesmente recusa a aceitar a existência de uma situação penosa demais para ser tolerada. Ex: Não reconhecer os erros de um namorado, quando todos aconselham e mostram, com provas, o contrário.

SUBLIMAÇÃO - É o mecanismo pelo qual a energia inerente a impulsos primitivos ou inaceitáveis, é transformada e dirigida a objetivos socialmente úteis.
Ex. É comum entre os artistas e pessoas criativas.

O certo é que cada um de nós reage com base em alguns mecanismos de defesa, o problema maior é quando eles nos conduzem a um estilo de vida socialmente desequilibrado, impondo a quem esteja ao redor sofrimentos indevidos. Pior ainda quando isso ocorre num ambiente religioso.
Fonte:http://virgilionascimento.blogspot.com/2007_10_01_archive.html

Descoberta da personalidade



A adolescência é uma extraordinária etapa na vida de todas as pessoas. É nela que a pessoa descobre a sua identidade e define a sua personalidade. Nesse processo, manifesta-se uma crise, na qual se reformulam os valores adquiridos na infância e se assimilam numa nova estrutura mais madura. No adolescente, nada é estável nem definitivo, porque se encontra numa época de transição.
Questões:


1. Indica três transformações físicas do rapaz.

2. Indica três transformações físicas da rapariga.

3. Indica três transformações psicológicas do rapaz.

4. Indica três transformações psicológicas da rapariga.

5. Qual a função das transformações psicológicas na adolescência?

6. Qual a função das transformações físicas na adolescência?

7. Qual a função das transformações sociais na adolescência?




Recursos:


Para melhor responderes às questões, consulta os seguintes links:

http://paginaseducacao.no.sapo.pt/etapasdaadolescencia.htm

http://www.juventude.gov.pt/portal/outrostemas

http://enciclopedia.tiosam.com/enciclopedia

Criado por Vera Cruz: : veralcruz@gmail.com

Agosto 01, 2008

Rivalidade entre irmãos



Disputas, intrigas e até mesmo rivalidades são conflitos comuns no relacionamento entre irmãos. Eles são capazes de brigar muitas vezes por dia, mas essas rusgas são saudáveis e contribuem para diversas aprendizagens importantes na vida da criança e do adolescente. Como lidar com a rivalidade entre irmãos?

A rivalidade é, na maior parte das vezes, inevitável, normal e saudável. Costumamos amar e também entrar em atrito com as pessoas com as quais temos maior afinidade. O irmão, assim como os pais, é uma pessoa de referência. É com ele que compartilhamos as alegrias, as tristezas, assim como os sentimentos mais hostis. Disputas intermináveis embalam o cotidiano das famílias com mais de um filho. Mas acredite: bem administradas, podem fazer dos irmãos grandes amigos.

Quais as causas da rivalidade entre irmãos? Elas são várias. O favoritismo dos pais para com um de seus filhos é um motivo que incita intriga e rivalidade. A principal fonte de ciúme é a insegurança que provém da competição. Às vezes, os sentimentos hostis decorrem de uma transferência de frustração e raiva. Um adolescente torna-se inseguro e confuso quando ainda não conseguiu descobrir quem ele é na realidade [identidade]. O Stress é um outro fator de rivalidade que advém da situação familiar: conflitos entre os pais, tensões financeiras, pai ou mãe alcoólatra etc.

Existem outros fatores. É comum, por exemplo, percebermos disputas por objetos pessoais como brinquedos, roupas etc. A Televisão é também um fator de disputa, no desejo de ver o programa de suas preferências. Muitas vezes, eles não têm os mesmos gostos nem o mesmo grau de compreensão. O Uso do videogame ou do computador também é fonte de brigas.

Diante dessas situações, é comum os pais se culparem por sentirem-se responsáveis pelas disputas e buscam alternativas que ajudem os filhos a terem uma relação mais amistosa, questionando seu papel de educadores. É importante evitar fazer comparações entre os filhos ou dizer que você os trata da mesma forma, pois cada filho é diferente do outro. Respeite esta diferença e o jeito de ser de cada um, aceitando as suas características, buscando estimular sua criatividade.

Por isso é importante intervir, em último caso, como mediador, procurando ouvir cada um, ajudando-os a falar e a ouvir o outro irmão. Desta forma, estará ensinando valores que possibilitem que seus filhos possam conviver de forma mais harmônica uns com os outros, possam desenvolver a capacidade de terem empatia e consideração pelos sentimentos dos outros.

Em conseqüência, estarão capacitando-os a enfrentarem situações de rivalidade que encontrarão ao longo da vida na escola, no trabalho, com os amigos, parceiros etc. É de fundamental importância saber que ter irmão é bom demais. Quando ele pinta no pedaço, gera ciúme, disputa, inveja, mas também uma cumplicidade afetiva. O que dizer daquele olhar de contemplação que demonstra toda a adoração que o mais novo tem pelo mais velho? E o prazer de presenciar o mais velho protegendo o caçula ou assumindo ares de professor? São movimentos de uma cumplicidade única, que só os irmãos têm a possibilidade de conquistar. Irmãos são assim. Entre eles existe espaço para egoísmo, o ciúme, a inveja e a disputa. Existe, também, um laço básico de afeto, construído desde os primeiros momentos da convivência em família os quais permeiam todos esses sentimentos e fazem crescer e amadurecer o respeito e a amizade recíprocas.

Artigo publicado no jornal o correio da Paraíba em 08.01.2006

O que faz mal à cabeça?



Um adulto normalmente esquece 90% do que lê, 80% do que escuta, 70% do que vê e 30% do que fala. Na velhice, é natural que a capacidade de retenção de informações seja reduzida. Médicos consultados por VEJA dizem que os lapsos de memória só devem preocupar quando estão associados a casos de doença ou cansaço crônico.

Condição prejudicial à memória:
FALTA DE SONO

O que mostram as pesquisas: 83% dos estudantes que dormem pouco têm dificuldade para memorizar o conteúdo das aulas

Condição prejudicial
à memória:
ALCOOLISMO

O que mostram as pesquisas: o hipocampo de um alcoólatra é 10% menor que o de uma pessoa sem vícios. Essa é uma região do cérebro vital para a memória

Condição prejudicial à memória:
DEPRESSÃO

O que mostram as pesquisas: sentimentos de tristeza e rejeição podem reduzir o QI em torno de 25% porque atrapalham a concentração

Condição prejudicial
à memória:
ALZHEIMER

O que mostram as pesquisas: esquecimentos são um dos primeiros sintomas notados nos doentes. O mal de Alzheimer afeta 10% da população com mais de 65 anos no mundo

Condição prejudicial à memória:
CONSUMO DE REMÉDIOS PESADOS

O que mostram as pesquisas: os ansiolíticos, mais conhecidos como tranqüilizantes, podem causar um déficit irreversível de memória quando tomados de forma crônica e abusiva

Condição prejudicial à memória:
STRESS

O que mostram as pesquisas: cerca de 90% das pessoas que passam por situações de stress prolongado têm dificuldade para lembrar-se de dados recentes

Fontes: Universidade Estadual Paulista, universidades
Pittsburgh e Case Western Reserve, nos Estados Unidos,
Archives of General Psychiatry e Clineu Almada Filho, geriatra

arsenal de infantilidade



“Explico-me: enquanto o herdeiro é menor, em nada difere do escravo, ainda que seja senhor de tudo, mas está sob tutores e administradores, até o tempo determinado por seu pai. Assim também nós, quando menores, estávamos escravizados pelos rudimentos do mundo. Mas quando veio a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, que nasceu de uma mulher e nasceu submetido a uma lei, a fim de remir os que estavam sob a lei, para que recebêssemos a sua adoção. A prova de que sois filhos é que Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai! Portanto já não és escravo, mas filho. E, se és filho, então também herdeiro por Deus” (Gálatas 4; 1-7).

Essa palavra é muito concreta e humana, inicialmente podemos achar um absurdo assemelhar uma criança ao escravo, é simples porque uma criança não é capaz de fazer a separação, a criança é egoísta e o egoísta é aquele que se ocupa do seu mundo, para ele o outro é uma extensão da sua necessidade. As crianças são escravas de suas necessidades.

A maturidade de uma criança acontece na medida em que ela vai crescendo. Uma criança é escrava porque ela não sabe a razão da regra, mas submete. Quando ela cresce e obedece a regra porque compreende, ela deixa de ser escrava.

Quantos jogos construtivos, que educa a criança para compreensão de regra, são jogos simples de encaixe entre outros, não videogames que muitas vezes a regra é matar.

A palavra de São Paulo é atual. Nós também trazemos as infantilidades nos nossos afetos, insistimos em trazer em nós um arsenal de sentimentos infantis, egoístas, só pensamos em nós e em nossas necessidades. Quando somos afetivamente infantis, nos transformamos em verdadeiros monstros. Uma criança se você não disciplina, se ela é sem regra, ela é um monstro.

Nenhum perdão será concreto se antes você não se perdoar

Tudo aquilo que você desconhece se torna soberano sobre você, o desconhecido nos escraviza. Quantas vezes você teme a pessoa desconhecida, e aí está a infantilidade.

A birra é o excesso da criança, excesso da infantilidade, e na birra a criança se sente fracassada por não conseguir seu objetivo. Ensine a criança a lhe dar com as impossibilidades. E você, quantas vezes dá sua birra? Quantas vezes, não sabe lhe dar com os limites?

Quantos adultos que não se manifestam, não têm coragem de dá opinião porque são infantis, são escravos de seus medos, isso é mesma coisa de birra. Partilhe, dê opinião. A nossa birra se manifesta na nossa cara feia, nas nossas respostas ríspidas, só não temos a coragem de nos jogar no chão.

Quantos adultos com medo de quarto escuro. Eu pergunto: Qual o mau de um quarto escuro? Mas quantas vezes fomos trancados nos quartos e disseram que lá dentro tinha um monstro. Uma criança ela não tem inteligência suficiente para saber que ali não tem um bicho, porque a referência que ela tem é o adulto. E quantos adultos presos nas emoções do passado.

Como você pode curar seu medo de quarto escuro? Traga à sua razão o que te faz sentir medo. Entre no quarto escuro e diga: ‘Este quarto não pode me fazer mau’.

Quando somos afetivamente infantis, nos transformamos em monstros

Não importa quantos anos você tem. Sente-se com toda sua maturidade, sente-se com você criança e tenha a oportunidade de se curar dos medos do passado. Olhe para o seu abandono que lhe desespera, fale que quem te abandonou é porque não te conheceu e quem não te conheceu não te amou. Você hoje é adulto, maduro, olhe para as fases da sua vida que precisa ser curada, olhe para você criança, você adolescente. Permita Deus resgatar a sua alma ferida. Muitas vezes é preciso voltar no tempo e reconciliar consigo mesmo. Nenhum perdão será concreto se antes você não se perdoar, nenhum olhar será profundo se você não olhar.

A emoção é burra. Olhe para uma pessoa apaixonado é quase bobo. As emoções são burras.

Deus é especialista de curar corações machucados.

O que pode nos destruir na vida não é o que os outros fazem para nós, mas o que permitimos que outros façam de nós. O maior consolo que você precisa não é dos outros, é de você mesmo. Não adianta o outro deixar você livre, e você se sentir escravo.

Seja ‘rio’. Pare de dá birra. Pare de lamentar o que você não teve. Seja rio, que quando coloca barreira, ele não deixa de crescer, mas fica mais profundo.

Deus ainda prefere os miseráveis. Deus olha para você, e no momento da sua birra Ele se encontra com você.

Transcrição: Elcka Torres
Padre Fábio de Melo

Padre que evangeliza como cantor, compositor, escritor e apresentador do programa "Direção espiritual" na TV Canção Nova.

Cursinho pra concurso



A maioria dos concurseiros que conheço não faz cursinho. Muitos porque não podem bancar as mensalidades (os melhores cursinhos custam realmente caros), outros porque não dispõem de bons cursinhos em suas cidades e muitos outros porque, simplesmente, preferem estudar sozinhos. Desses muitos já foram aprovados e empossados em mais de um concurso público, outros estão prestes a isso. Constato a mesma coisa quando acesso fórums e listas de discussão concurseiros, são muitos os que nunca fizeram cursinho e tiveram sucesso nessa guerra. Daí não posso concordar com o professor Granjeiro.

Na época do vestibular fiz cursinho, dois anos para ser exato, até conseguir a tão sonhada aprovação no vestibular da Fuvest para cursar Economia na USP. Como tenho certeza de que tal cursinho não difere dos cursinhos para concursos públicos a não ser nas matérias estudadas, minhas constatações sobre o primeiro valem também para o segundo. Vejamos.

1ª Constatação – Cursinhos são ótimos para criar e manter a disciplina dos candidatos, que por conta da rotina, da pressão dos professores e dos colegas, têm o incentivo necessário para estudarem com regularidade e qualidade.

2ª Constatação – Os professores de cursinhos ensinam muitos truques para memorizar melhor os pontos mais importantes da matéria, apontam as matérias mais cobradas, tornam mais fácil o entendimento de pontos complicados e tópicos nebulosos e tal.

3ª Constatação – Apesar de tudo de bom que os cursinhos oferecem, no final o aluno tem mesmo é de estudar sozinho e muito se quiser passar.

Até agora não me sentei na carteira de nenhum cursinho para concursos. Em primeiro lugar porque onde moro não tem nenhum bom cursinho e não tenho condições financeiras para me mudar para uma cidade que os tenha. Em segundo lugar, por já ter um longo histórico de disciplina de estudos, estou me virando muito bem estudando sozinho e já ouço a aprovação bater à minha porta.

Sinceramente, acredito que quem conseguir criar uma disciplina de estudo regular e não tiver problemas para estudar sozinho matérias que nunca viu antes não terá problemas em estudar sozinho para concursos. Muita gente faz isso e com muito sucesso.

Infelizmente cursinho não é a arma mágica que garantirá a vitória nessa guerra. O que há de “fazedores de concursos” que cursam os melhores cursinhos há anos e não conseguiram aprovação nenhuma até agora é um absurdo. Isso acontece porque além daquelas cinco horas de cursinho o cara terá de estudar outras cinco por conta própria. Só freqüentar as aulas de cursinho e nunca abrir as apostilas e livros em casa não adianta porcaria nenhuma a não ser enganar pais, esposas, maridos, namoradas, amigos de que se está estudando quando na verdade não está.

Resumo na ópera – Não descarto a possibilidade de me matricular em um bom cursinho depois de empossado (portanto com grana para pagar a mensalidade). Porém, não acho mesmo que cursinho seja indispensável para a aprovação em concursos públicos, que a chance de aprovação de quem faz concursos é “muito, muito pequena” para quem estuda sozinho como diz o professor Granjeiro. Acho, ao contrário, que tudo dependerá da determinação, da quantidade e qualidade de estudo do concurseiro. Afinal de contas, há concurseiros sérios e meros “fazedores de concursos” tanto entre os matriculados em cursinhos quanto entre os que estudam sozinhos, e só os primeiros vencerão essa guerra. Alguém duvida disso?!

Fonte:
http://concurseirosolitario.blogspot.com/2008_05_01_archive.html

Concurseiros



Há concursos pelo Brasil todo, o ano todo. A maioria dos concurseiros procura as melhores oportunidades, ou seja, os concursos que combinem salário atraente, um programa de matérias “estudável”, um bom número de vagas oferecidas e uma possibilidade de baixa concorrência. O problema é que muitas vezes encontra tudo isso em um concurso que será realizado a milhares de quilômetro de onde mora, em um estado distante. Então, como diz o ditado popular “a porca torce o rabo”.

Basicamente temos três tipos de concursos em termos de, digamos, amplitude geográfica. Temos os concursos municipais, que são de amplitude local. Temos os concursos estaduais, que são de amplitude regional. Finalmente temos os concursos federais, que são de amplitude nacional. Os primeiros têm provas nos próprios municípios, logicamente. Os concurso estaduais, em sua maioria, têm provas somente na capital do estado, sendo que algumas vezes são realizadas provas também em algumas cidades maiores do interior. Já os concursos federais, que tecnicamente e legalmente, deveriam acontecer em diversas capitais estaduais pelo país afora, muitas vezes é realizado somente em Brasília, São Paulo ou no Rio de Janeiro.

Quando falamos de concursos municipais, não há muito do que reclamar. Se são concursos locais, quem estiver disposto a concorrer a uma das vagas oferecidas terá de se deslocar ao tal município para se submeter ao concurso e ponto final. O mesmo acontece com os concursos estaduais, que obrigam os candidatos a viajar para sua capital para fazer as provas, ou então para alguma cidade do interior quando é o caso.

O problema é com os concursos federais, que são realizados com mais freqüência, oferecem o maior número de vagas, o maior número de vagas e por isso são os mais visados. Já me cansei de ver discussões acirradas e reclamações inflamadas de concursos federais que têm provas somente me Brasília, Rio ou São Paulo, contrariando, inclusive, disposição legal. Só que isso acontece e enquanto não muda, devemos lidar com a situação da melhor forma possível.

Realmente prestar concursos públicos em locais distantes é complicado e caro. Complicado por conta do tempo que se gasta com preparativos (descobrir um hotel decente por um preço razoável na cidade de prova, o melhor jeito de chegar lá, ...), com a viagem em si, com o cansaço da viagem e por aí vai. Todo concurseiro que já viajou para uma cidade onde nunca antes havia sentado os pés sabe do que estou falando. Além disso, há os custos envolvidos. Fazer provas em locais distantes não fica barato por mais que se queira poupar. Some-se a tudo isso a concorrência brutal dos concursos públicos atualmente e temos uma receita explosiva de complicação logística, altos custos e chance grande de tudo ser em vão ao não conseguir aprovação.

O concurso do STF que será realizado em julho em Brasília é um bom exemplo desse problema. Esse é um concurso muito visado para cargos muito desejados, bom salário e matérias tranqüilas a serem cobradas em prova. Só que quem quiser concorrer a uma das vagas terá de ir a Brasília e é isso que está pegando para muitos concurseiros.

Eu, particularmente, abro mão de prestar muitos bons concursos por conta da distância de onde serão realizados. Não acho que valha a pena gastar em um único concurso distante o que gastaria para fazer três ou quatro concursos mais próximos. É a tal da fria questão de custo e benefício.

Dependendo do concurso, até vale fazer um esforço extra e bancar os gastos. E quando isso vale a pena? Quando você julga ter boas chances de aprovação. Vocês não imaginam quanta gente já encontrei em concursos em Brasília e que estão lá mais para fazer turismo, pois não têm condições nenhuma de concorrer a uma das vagas oferecidas no concurso. Se não for para efetivamente concorrer a uma das vagas, prefiro não ir.

Resumo da ópera – Não adianta, gente, se o concurso é distante, a grana é curta e a tal relação de “custo x benefício” diz que não, o melhor é esquecer aquele concurso e continuar estudando forte para novas oportunidades mais interessante que surgirão. Concursos públicos acontecem todos os meses do ano, não há motivo para desespero.

Fonte:
http://concurseirosolitario.blogspot.com/2008_05_01_archive.html

O hábito de mentir durante a infância



O hábito de mentir que as crianças apresentam até os seis anos não necessita ser motivo de extrema preocupação para pais e professores, uma vez que essas fantasiam muito. Uma criança até os seis anos é egocêntrica, ou seja, não consegue internalizar a opinião do outro.

As regras de convívio estabelecidas tanto pelos pais, quanto pelos professores são entendidas pela criança a partir dos sete anos. Depois dos onze anos, é consolidada a autonomia moral da criança.

As mentiras das crianças precisam de atenção somente a partir dos sete anos. É interessante fazer distinção entre mentiras acerca de assuntos banais daquelas que compreendem assuntos sérios. Se uma criança com onze anos, mantém o hábito de mentir apresentado desde os sete anos é um sinal de alerta para os pais.

Por Patrícia Lopes
Equipe Brasil Escola