Outubro 07, 2008

Violência na intimidade dos adolescentes.



A adolescência é uma idade maravilhosa, onde começamos a despertar e a ter contacto com o mundo de uma forma mais racional, é a idade onde domina o pensamento sobre os mais diversos temas sobre os problemas do mundo, sobre a vida, sobre os nossos objectivos, sobre os nossos actos, é a idade onde a nossa capacidade de raciocínio, de mentalidade e de ser nós próprios se desenvolve. Dentro de nós, há uma necessidade de expor a nossa opinião, de ir até ao ultimo porquê das coisas, esclarecer tudo o que nos rodeia… A adolescência é uma fase que nos leva a crescer mais depressa e onde temos o primeiro contacto com o verdadeiro amor. É nesta fase que apesar de os amores serem mais fugazes, é uma fase em que damos muita importância ao amor. Quando encontramos a pessoa que julgamos que é a certa não pensamos em mais nada, simplesmente em fazer tudo para ficar com ela e, por vezes, somos submetidos ao papel de vítimas, pois alegando amor por essa pessoa, sujeitamo-nos às suas vontades. Vontades essas, que passam muitas vezes por agressões físicas, psicológicas e sexuais ás quais nos sujeitamos, devido á ilusão que temos acerca dessa pessoa, acreditando que nos mesmos a conseguimos mudar. Esta fase que deveria estar cheia de amor e carinho, proporcionando um grande sabor à vida, nem sempre é assim, muitas vezes, essa ideia reduz a nossa ideia de realidade e do correcto. Quando amamos uma pessoa, temos a ideia que esta é perfeita e única na nossa vida e não queremos ver a realidade, já que esta pode ser uma grande desilusão. Por isso, preferimos continuar a viver nessa ilusão e fugir ao sofrimento que iremos ter, se tentarmos ver o que essa pessoa é realmente.
Geralmente quando um dos companheiros devido à influência de drogas, álcool, ciúmes… revela atitudes severas que a vítima, neste caso o outro companheiro, suporta pensando que tudo é passageiro e que ela própria é culpada do sucedido. No entanto, por vezes, as agressões prosseguem e tornam-se cada vez mais insustentáveis. A vítima ainda acreditando que tudo vai mudar continua a sujeitar-se às agressões, pois, no fundo, ama o companheiro e não quer terminar a relação pois é muito difícil abandonar uma relação em que um jovem já investiu muito emocionalmente. Este tipo de violência no namoro não pode ser atribuído a um descontrolo por parte do(a) ofensor(a). Isto equivale a desculpabilizar os seus actos com base num suposto comportamento provocatório na vítima, pois este tipo de violência raramente consiste numa agressão isolada, mas antes num padrão, que vai evoluindo progressivamente. Este tipo de violência tem como objectivo a privação do outro cônjuge do exercício do seu poder. Muitas vezes o que acontece é que os agressores, ao sentirem-se ameaçados, recorrem ao uso da força para reinstalar o seu poder. Apesar das marcas físicas serem visivelmente marcadas, as marcas psicológicas apesar de não serem visíveis isolam-na num mundo de constante sofrimento e de incompreensão.
Mas afinal o que é o amor para essas pessoas? Como é possível maltratar a pessoa que se gosta? São inúmeras, as questões levantadas para tentar perceber estes actos de violência que muitas vezes são incompreendidos. Por isso, muitas das vítimas manifestam um sentimento de vergonha e incompreensão, de assumir o agressor, e muitas vezes receio da possível punição do companheiro.

Fonte: http://psicob.blogspot.com

Ficar em casa ou sair da casca?



Então os filhos se tornaram adultos e estão relativamente encaminhados na vida. Porém, nem pensam em sair para ganhar o mundo e acham ótimo ficar com a família (que, por sua vez, também está adorando tê-los sempre à vista). É normal ou será que existe alguma coisa de errado nisso?

por Liane Alves
Foto: Marcelo Zocchio

É um fenômeno mundial: cada vez mais os filhos prolongam sua estada na casa dos pais, desfrutando de benesses como carinho e apoio quase inesgotáveis, liberdade, a comidinha predileta e outros confortos. Os pais parecem aceitar essa adolescência quase perpétua numa boa e, em muitos casos, estimulam a permanência dos filhos em casa até como uma estratégia para enfrentar o próprio envelhecimento. Mas há muita gente se perguntando se essa realidade é apenas mais uma faceta de um mundo em que os valores estão mudando rapidamente ou se há efetivamente algo de negativo nisso. Por isso, pais e filhos, leiam com carinho esta matéria. E experimentem, nem que seja por alguns momentos, trocar de papel e imaginar o que sente e pensa cada lado dessa história – devidamente apresentada para filhos e pais abaixo.

A história dos filhos
A cosquinha que dá vontade de sair de casa já começou? Pode ser até que ela já tenha dado um pouco antes, ao sair da faculdade, aos 22 anos, ou quem sabe quando seus irmãos se casaram e você ficou para trás, aos 25, ou quando um amigo ou amiga o convidou para morar junto, aos 27. Mas parecia muito cedo ainda. Nesses momentos de dúvida, você olhou para seus pais, viu que ainda era muito ligado a eles, que gostava do conforto do seu quarto, que tinha muita liberdade e, principalmente, que a vida lá fora seria dureza. E não saiu. Não precisa se martirizar por isso: saiba que você está em ótima companhia. Filhos que ficam mais tempo em casa, até os 28, 30 ou 32 anos (se não for mais), transformaram-se num fenômeno recente, observado não só na classe média do Brasil como em vários países do mundo – é a chamada “geração canguru.” Na Itália, por exemplo, filhos como você ficaram conhecidos como mammone (palavra que vem de mamma, a soberana mãe italiana que adora ter seus rebentos na barra da saia). Na França, o pessoal anda ficando mais com os pais porque os empregos também estão difíceis por lá. No Brasil, segundo o levantamento feito pelo geógrafo Arlindo Mello para sua tese de mestrado na Escola Nacional de Estatísticas do Rio de Janeiro, 25% por cento dos filhos que ainda moram na casa dos pais na Cidade Maravilhosa têm mais de 30 anos. É gente pra burro. Embora esse universo ainda não seja quantificado com a devida exatidão (segundo o IBGE, os jovens brasileiros que caem na vida mais cedo ainda são a maioria), a dificuldade para sobreviver e as facilidades dadas pelos pais andam conservando muita gente em casa. Portanto, você não é uma exceção isolada: muitas famílias estão mesmo abraçando seus filhos por mais tempo.

O mercado imobiliário, por exemplo, já detectou a mudança. Os enormes apartamentos com quatro suítes e cinco garagens ou os flats que se intercomunicam muitas vezes são vendidos para casais de alta renda com filhos adultos. “Os proprietários mais velhos que têm apartamentos grandes não estão se desfazendo mais deles para ir para um menor. Ou os filhos ficaram com eles ou, se saíram, podem voltar”, afirma Ely Whertheim, vice-presidente imobiliário do Sindicato das Construtoras de São Paulo (SindusCon-SP).

Fátima Fachin sabe muito bem disso. Aos 28 anos ela viu, abismada, seu pai comprar um apartamento com três suítes quando ela estava prestes a sair de casa para se casar, dois anos depois de sua irmã mais nova. Fátima questionou a decisão. E o pai respondeu na lata: “Dou um prazo de carência de cinco anos para o casamento de vocês duas. Se der errado, estou esperando vocês aqui com sua mãe. Se não der, vendo o apartamento, compro um veleiro e vou para a Martinica”. A Martinica, para o pai de Fátima, é a imagem de uma utopia, uma Pasárgada. Ele decidiu adiar seu sonho idílico por desconfiar da durabilidade do casamento de hoje e também por achá-las incapazes de sobreviver sozinhas, a partir mesmo de suas escolhas profissionais (música e artes plásticas). “Pode ser pragmático, até generoso, mas, puxa, não dá para controlar a vida assim...”, diz Fátima.

Luciana Alves Pereira é outra moça de 28 anos que desfrutava de um ambiente e tanto com a família. Filha de pai arquiteto, morava numa casa belíssima de madeira e vidro, fotografada por várias revistas de arquitetura. Mas, no fim do ano passado, começou a sentir que seu prazo de validade por lá já estava expirando. Por ser muito amiga e próxima dos pais, foi duro convencêlos de que queria deixá-los para experimentar a grande aventura da vida independente. Mas o destino ajudou: “De repente, vi que se havia formado uma brecha em que eles não precisavam tanto mais de mim. Minha mãe estava bem, meu pai também e minha irmã já estava casada. Se não aproveitasse aquele momento em que tudo fluía, acho que depois ficaria muito difícil”. Na sua decisão, está embutida bastante responsabilidade. “Saí porque estava ganhando o suficiente para alugar um apartamento de quarto e sala no centro. Não tem sentido viver sozinha e esperar que pai e mãe ajudem a cobrir o cartão de crédito”, diz a ajuizada Luciana. Também se sentiu feliz porque não precisou sair de casa por causa de namorado. “A gente é de uma geração acostumada a zapear no controle remoto da televisão. Imagine se saísse por causa de alguém e não desse certo. Teria de voltar para casa com um gosto de fracasso na boca, com a sensação de que não conseguia sobreviver sozinha. ”Mesmo tendo a certeza de que pai e mãe a receberiam de braços abertos.

A história de Luciana mostra que a casa dos pais certamente estará aberta quando você precisar (ufa!). A psicóloga Lidia Aratangy, por exemplo, viu sua filha voltar com duas crianças pequenas após a moça ficar viúva com apenas 30 anos. “Garanti que ela teria nosso apoio para o tempo que fosse necessário. No caso dela, isso durou um ano e meio. Mas minha filha sabia que ficar conosco era uma solução provisória, paliativa”, afirma a psicóloga. Um tempo até ela poder se arrumar de novo na vida. Mesmo quando saem com menos idade, muitos jovens ainda conservam uma parte do seu ninho com os pais. É o caso do administrador de empresas Paulo Henrique (que pediu para ter o nome trocado nesta reportagem), 25 anos, que responde por um cargo de chefia numa multinacional da indústria química de São Paulo. Aluno brilhante e responsável, veio de Belo Horizonte aos 18 anos para estudar na capital paulista. Seus parcos recursos para se manter, porém, o fizeram morar em todos os ambientes possíveis.

Mesmo no último ano, já formado, trocou oito vezes de endereço, na maioria das vezes nada recomendáveis. É famoso entre os amigos como “Mister Pig” (ou Senhor Porco), numa alusão à infinidade de muquifos (também conhecidos como cabeça-de-porco) em que teve de morar em São Paulo. Só agora, num bom emprego e ganhando bem, Paulo decidiu se estabelecer. Mas quem vê seu desembaraço e independência como profissional nem desconfia que quase todo fim de semana ele arruma sua malinha e vai para Belo Horizonte para ver seus pais e ter a roupa lavada. De quebra, ainda volta com um a quentinha com aquela comida que só a mamãe sabe fazer.

Então, como você vê, existem dos acomodados aos que só querem uma força da família para cumprir seu projeto de vida. Aliás, essa é a grande pergunta que você deve fazer a si mesmo quando começar a coceirinha de querer sair de casa. “Saber qual é seu projeto de vida esclarece a situação. Querer ficar na casa dos pais para fazer um mestrado ou curso de especialização para ter melhores chances no mercado de trabalho é uma coisa. Ficar porque tem certeza de que seu padrão de vida vai abaixar quando começar a pagar suas próprias contas é outra”, diz a psicóloga Lidia Aratangy, que aconselha, inclusive, os pais a sentarem com seus filhos e perguntarem bem claramente o que eles pretendem fazer de suas vidas. Autora de livros sobre a relação de pais e filhos, Lidia, que já é avó, perturba-se com a infantilização exagerada dos jovens adultos de hoje. “A infantilização começa cedo. Aos 12 anos, por exemplo, os adolescentes de hoje lêem as Aventuras do Capitão Cueca, um livro quase infantil. No meu tempo, a gente lia Erico Verissimo e boa literatura adulta. Isso faz diferença mais tarde”, diz Lidia. Uma das razões para isso ocorrer talvez seja o excesso de mimos dos pais, que infantilizam os adolescentes e os deixam pouco tolerantes às frustrações – como as crianças. Acontece que uma boa relação com as próprias frustrações é um dos alicerces da maturidade. Nesse caso, então, o que fazer? Terapia é bom. Mas também vôos rasos, curtos, só para sentir qual é sua autonomia. Que tal passar um tempo na casa de uma irmã? Ou de um amigo? Mesmo que o desempenho não seja muito bom, não desanime. Aprender é o maior capacidade do ser humano. “A gente pode ir para a nova casa não sabendo fritar um ovo, sim. Os primeiros podem sair queimadinhos, mas depois a gente aprende”, lembra a advogada Sueli Nunes, que saiu de casa aos 30 anos sem saber cozinhar, passar roupa ou limpar banheiro. Em seis meses de tentativas, já rodopiava pelo seu apartamento de lencinho na cabeça como uma borboleta feliz.

Além dos mimos, a sedução e a chantagem emocional dos pais podem gerar um aumento no tempo de estadia dos filhos. Quando eles ameaçam abrir as asas, chega uma passagem de avião para longe. Quando tentam de novo, uma fragilidade súbita de um dos genitores estanca o processo. “Mas dá para saber quando é fita ou suborno”,garante a dentista paulista Caritas Marcondes, que tentou sair de casa quatro vezes antes de conseguir realizar a proeza. “Na verdade, a descoberta da mentira e da manipulação ajuda muito a concretizar a decisão de partir.”

E, se você não quiser sair de casa, pergunte-se sinceramente por quê. Pode ser que realmente esse não seja o momento de sair. Por mil motivos que só você tem condições de descobrir. De qualquer forma, o autoconhecimento sempre vai colocar mais luz na situação. Até você conseguir resolvê-la um dia.

Isso posto, boa sorte. Mas antes leia abaixo "A história dos pais" para entender melhor o que passa na cabeça deles.

Demorô!
• Planeje sua saída. Sente, faça contas, calcule seus gastos.
• Tenha um dinheiro reservado para os primeiros meses.
• Visite o apê que possa pagar até encontrar um de que goste.
• Converse com quem já saiu e aprenda com suas experiências.
• Fale francamente com seus pais e resista às seduções.
• Estabeleça um prazo razoável para a saída.
• Saiba antes a quem recorrer se precisar de algum dinheiro.
• Decidida a questão, alugado o apê, vá em frente.
vTenha um plano B na manga (que não inclua a volta à casa dos pais).

A história dos pais
Lembra aquela vontade de sair de casa, arriscar o pescoço, meter os peitos, enfrentar desafios e cair na estrada com uma calça velha azul e desbotada? Pois é, parece não existir mais. Ou, se existe, não é bem assim. Calça desbotada ainda pode ser, mas hoje a passagem de avião dos filhos tem ida e volta bem definidas, com certeza com o mesmo endereço da hora da partida: a casa dos pais. Passar dificuldades e perrengues, vamos ser sinceros, em nome do quê? Independência? Liberdade? Bens materiais? É o que mais eles têm em casa. Porta do quarto fechada, vale tudo, ou quase tudo, desde que não se acordem os vizinhos ou prejudique a saúde, é claro. Com a vantagem de não ter de pagar pela roupa limpinha, pelo canelone de ricota e, muitas vezes, nem pela conta do celular.

Não há como negar: seus filhos gostam do ninho, da plumagem macia que você deu para eles, que os defende em parte de uma vida mais competitiva, insegura e com um número bem menor de oportunidades do que você próprio teve. Além disso, confesse, é gostoso ver as crianças ainda por perto, mesmo que elas já sejam bem grandinhas. Você se delicia com suas aventuras – o namorado, a namorada, aquela viagem maluca nos Andes, as histórias dos amigos, os desafios do início da vida profissional... A presença deles traz vida, frescor, um certo encanto, a juventude que todos nós tanto amamos. Não é para se envergonhar,portanto. Os filhos ficam mais tempo em casa porque a vida mudou. E muito. Em primeiro lugar, ela esticou – temos mais tempo para viver e, com isso, as fases da vida também se alongaram. A expectativa de vida hoje no Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é de quase 72 anos. Casa-se mais tarde também, um ano a mais, em média, do que quando você era jovem, se estiver na casa dos 50. A adolescência tornou-se compridíssima. No seu tempo, dizia-se que ela ia dos 13 até os 18, vá lá,19 anos. Isto é, um adolescente (teenager, em inglês) estava no período de vida que vai dos thirteen (13) aos nineteen (19). Ao se completarem 20 anos, mudava-se de década e status – o adolescente passava a ser um jovem adulto.

A própria lei brasileira considera que, aos 18 anos, uma pessoa já é plenamente responsável por seus atos. Mas certamente não pela sua sobrevivência, como se sabe. Com essa idade, um jovem (da classe média, pelo menos) ainda está no primeiro ou segundo ano da faculdade, com pouquíssimas chances de emprego e auto-suficiência. Também não pensa seriamente em se casar, em ter uma casa e filhos, em se tornar responsável por uma família, condição que atestaria sua maturidade psicológica e autonomia na sociedade. Enfim, é adulto – mas naquelas, né?

A adolescência tornou-se tão longa que a psicóloga carioca Tânia Zagury dedicou um livro inteiro, Encurtando a Adolescência, a esse assunto. Hoje, considera-se que a adolescência começa bem antes, já com uns 11 anos e alonga-se até um período indeterminado, que pode ir até a casa dos 20: 22, 23, 24 anos, sabe Deus quando. Essa visão, que vem dos próprios jovens com relação a eles mesmos, foi detectada pelo psicólogo paulista Yves de la Taille, autor do livro Labirintos da Moral, que assina junto com o educador Mário Sérgio Cortella. Diante do olhar estupefato do professor, todos os alunos do quarto ano de psicologia da USP, gente dos seus 23, 24 anos, levantaram a mão quando perguntados se consideravam a si próprios como adolescentes. “Acreditam nisso porque certamente não têm autonomia. Podem ter independência na casa dos pais, total liberdade de ir e vir, mas não têm auto-suficiência”, diz. Esse é, segundo Yves de la Taille, o grande fator que separa sua geração da de seus filhos: a capacidade de ficar em pé nas próprias pernas vinha mais cedo e era muito desejada. “Havia um certo brio em sair de casa, manter-se sozinho, enfrentar a vida para ter independência e vida própria.” Esse orgulho vinha do clima cultural vigente: ao sair de casa, rompiam-se as amarras com um sistema familiar duramente contestado e abriam-se caminhos para novas formas de viver em sociedade. Para a turbulenta geração dos anos 60 e 70, independência rimava com honra. “Inaugurou- se uma outra época: os ídolos dos jovens passaram a ser os próprios jovens, com sua rebeldia e amor pela liberdade. Antes, os ídolos dos jovens eram seus próprios pais”, afirma De la Taille.

Mudança brutal. A juventude, com sua beleza e ímpeto de vida, tornou-se o mais desejado dos bens. Por isso, os filhos de hoje querem permanecer adolescentes até a última ponta. E os pais também. Pensem bem: ter os filhos por perto, como se fossem crianças, pode aumentar, e muito, a ilusão de eterna juventude. E adiar o momento de se reestruturar um casamento, de se perguntar o que realmente gosta de fazer na vida, procurar projetos que incluam a realização pessoal. Reencontrar a própria individualidade, depois de tantos anos se dedicando a ajudar a formar a identidade dos filhos, pode ser um processo doloroso. Além de ser uma maneira inconsciente e engenhosa de não enfrentar a própria idade e, com isso, a proximidade da etapa final da existência (que também se alongou e tornou-se mais prazerosa e criativa, ainda bem).

Sábios são os indianos, que, encerrada a vida produtiva, de exercício profissional e criação de filhos, iniciam outra etapa completamente diferente, consagrada ao autoconhecimento e aperfeiçoamento interior. Fazem retiros, peregrinações espirituais, vão atrás de mestres ou se tornam um deles. Mesmo no Ocidente, onde a procura espiritual não parece ser tão visceral e profunda, muitos pais que soltaram seus filhos para o mundo tiveram a oportunidade de experimentar o que sempre gostariam de fazer e nunca haviam conseguido: viajar, ensaiar uma atividade artística ou literária (pintar, esculpir, tocar um instrumento, escrever), fazer cursos livres, entrar numa nova faculdade para depois, quem sabe, dar aulas ou dedicar-se a uma atividade voluntária. Os pais podem, numa imagem bem prosaica, voltar a comer a coxinha do frango, depois de tantos anos tendo deixado essa parte saborosa para os filhos durante as refeições.

Os 50, 60 e 70 anos, então, podem se tornar um rico período de busca de realização. E – por que não? – de felicidade. Aos 57 anos, Blanca Suarez, por exemplo, que durante mais de dez anos foi relações-públicas da Maison de la France, órgão oficial do turismo francês no Brasil, abandonou a idéia de continuar nesse ramo de atividade para se dedicar à paixão de sua vida: os animais. Inscreveu- se como voluntária numa ONG,a Arca, que acolhe animais enjeitados, e, por enquanto, não pensa em voltar ao circuito de eventos, festas e viagens. “Conquistei o direito de fazer só o que meu coração diz.” Mãe de um médico veterinário de 25 anos que tem mais quatro anos de mestrado e doutorado pela frente e que ainda mora em sua casa, ela não esperou para conquistar o espaço próprio. “Estou me preparando para quando ele for embora.”

Por isso, tranqüilize-se, não é errado ter os filhos por perto, se realmente há necessidade disso – e se você não se torna dependente da lufada de oxigênio que eles trazem para casa, tentando segurá-los com mimos ou chantagens emocionais. A história só fica meio esquisita quando não há essa precisão e há um certo comodismo por parte deles, uma espécie de pânico de enfrentar a vida e passar pelas eventuais dificuldades que irão se apresentar no caminho. Porque é claro que será diferente. “Essa geração ama o conforto tanto quanto a geração passada gostava da liberdade. Mas o ser humano precisa de riscos e desafios para crescer”, afirma Yves de la Taille. Enfim, precisa quebrar a cara às vezes. Filhotes são mesmo para sair do ninho, ainda que isso custe um pouquinho mais.

Você mesmo desempenhou o seu papel nessa mudança rumo a uma vida mais protegida. De peito aberto, sua geração ajudou a destruir convenções, balançar a moral estabelecida e dar uma sacudida geral nas ideologias. Foram derrubados os muros que bloqueavam a estrada e agora seus filhos passeiam por ela sobre asfalto macio. Eles têm mais tempo para aprender, mais abertura para viver e, de certa maneira,muito mais facilidades. Têm, em suma, acesso a informações e experiências quase inimagináveis em seu tempo. Por motivos diferentes (e são muitos, não tenha dúvida), sorte sua por ter vivido sua época. Sorte dos seus filhos por viverem a deles.

Agora, com o coração mais pacificado, leia o que acontece com seus filhos. Leia e reflita. E descubra, nele e em você, se há uma necessidade de mudança.

Chegou a hora?
• Lembre-se sempre: seu filho já é um adulto.
• Mesmo que não precise, faça questão de que ele ajude em casa.
• Estabeleça com nitidez as responsabilidades dele.
• Deixe claras as conseqüências do não cumprimento dessas regras.
• Se ele pensar em sair, procure ajudá-lo no que for possível.
• Não use suas dificuldades para mantê-lo em casa.
• Se ele deseja ficar para ajudá-lo por alguma razão, reflita bem.
• Procure retomar sua própria individualidade.
• Inaugure uma fase de realização de sonhos e busca espiritual.

Fonte:

Outubro 06, 2008

Pais? Ou simples progenitores?



É bem conhecida por todos nós a importância que as gerações mais novas dão aos meios de comunicação social, principalmente à televisão. No entanto, é importante que em vez de nos perguntarmos porque é que uma criança não larga a televisão, nos perguntemos porque razão esta sente necessidade de ver televisão?! É que, muitas das vezes, são os próprios adultos (que, curiosamente, são os primeiros a criticar os comportamentos das crianças) que criam este hábito.
Podem existir vários motivos que contribuem para que as crianças se tornem “televiciadas”, entre eles: a existência de televisões em quase todas as divisões da casa, em todos os cafés que os pais frequentam e na casa de todos os amiguinhos; o facto de os próprios pais também verem televisão frequentemente; a realidade de que não têm companhia para brincar e, por isso, ficam a ver televisão; entre outros. Então, era no sentido de anular esta conduta errada que os pais deviam intervir, fazendo com que as crianças adoptassem outros comportamentos, tais como estudar ou fazer pesquisas na Internet para aprenderem coisas novas. Mas, será que os pais se preocupam realmente com isso? Não me parece, já que são eles que, ao promover o acesso constante da criança a televisões, impulsionam o seu desejo de ficar horas e horas a ver desenhos animados por exemplo. Além disso, qual é o papel dos pais na vida das crianças actualmente? Será que estes estão realmente presentes na vida dos seus filhos? A verdade é que a função dos progenitores na educação dos descendentes tem sido cada vez mais desvalorizada. Com o trabalho, as arrumações da casa, os compromissos e os “horários para tudo” os pais são praticamente obrigados a abdicar do seu direito de fazer parte da educação dos próprios filhos…
Resta-lhes, dessa forma, deixar que o seu papel seja desempenhado por outros, tais como os educadores de infância, os professores, os funcionários das escolas, os amiguinhos, etc. São estes que assumem actualmente a função de agentes de socialização (apesar de serem apenas isso, não se criando, na maior parte dos casos, laços de afectividade entre estes e as próprias crianças), já que os pais não conseguem estar minimamente presentes na vida dos seus próprios filhos. Dessa forma, a criança acaba por sentir, mais tarde ou mais cedo, a falta de atenção por parte dos pais, pelo que arranja uma forma de remediar a ausência permanente destes: ver televisão, arranjando algures em programas televisivos modelos que possa adoptar e imitar… É aqui que entram as séries como os “Morangos com açúcar”, que instituem na cabeça de crianças rotinas que não pertencem à sua realidade nem à sua faixa etária.
É caso para dizer que, ou os pais começam a perceber que estão a falhar na educação dos próprios filhos, ou a sociedade futura basear-se-á em valores e costumes totalmente desenquadrados. Mais, cabe-nos também a nós, futuros pais, reflectir sobre este assunto para que mais tarde não sermos capazes de repetir estes erros com os nossos próprios descendentes.

Fonte: http://psicob.blogspot.com/2008_04_01_archive.html

Exercitar o Cérebro!



É necessário exercitar o cérebro!
Uma maneira fácil de o fazer é lavar os dentes de vez em quando com a mão esquerda no caso de se ser destro. O simples gesto de trocar de mão para escovar os dentes, contrariando a rotina e obrigando à estimulação do cérebro, é um exercício de neuróbica, uma nova técnica para melhorar a concentração, treinando a criatividade e inteligência. Se nas crianças a técnica tem como vantagem melhorar a concentração, raciocínio lógico e pensamento criativo, nos mais idosos ajuda à longevidade do cérebro. Um bom exercício para o cérebro de uma pessoa idosa é aprender uma língua nova, por exemplo.
Cerca de 20 crianças e adolescentes, dos sete aos 16 anos, participaram recentemente, em Lisboa, no primeiro curso de neuróbica destinado a crianças e ao grande público, um evento organizado pelo Instituto da Inteligência.
Neste curso, os participantes aprendem a concentrar-se, a desenvolver os sentidos da visão, tacto e audição, fortalecendo ao mesmo tempo determinadas zonas do cérebro implicadas na memória, criatividade e inteligência.
A neuróbica é a designação criada pelo neurobiólogo Lawrence Katz –investigador do Instituto médico norte-americano Howard Hughes - para um conjunto de exercícios de estimulação cerebral.
O objectivo é conseguir estimular o crescimento celular de determinadas áreas do cérebro e desenvolver as capacidades cognitivas.


atuleirus.weblog.com.pt/arquivo/cerebro.gif

Quando, como e porquê aprendemos?


Podemos definir aprendizagem como uma modificação relativamente estável do comportamento ou do conhecimento, que resulta do exercício, experiência, treino ou estudo. É, portanto, um processo que se manifesta em comportamentos. Mas mais que definir aprendizagem é importante que saibamos os factores que nos levam a aprender, quando o fazemos e o motivo pelo qual nos dispomos para tal.
Ora bem, existem vários processos de aprendizagem mas, na minha opinião, seria abusivo da minha parte estar a descrevê-los já que, para o senso comum isso chega a ser irrelevante e, por conseguinte não os descreverei.
Como é perceptível para todos nós, senso comum ou não, existem factores que nos ajudam a perceber como aprendemos e como exemplos desses factores temos a organização, o que quer dizer que se planearmos e organizarmos o nosso trabalho isso desenvolverá a nossa autonomia e ajudar a aprender; a motivação com que aprendemos, já que se aprende melhor e mais depressa se se estiver interessado por esse assunto ou tema; a quantidade de informação porque quando a informação é bastante vasta vemo-nos obrigados a seleccionar o mais importante uma vez que é-nos mais complicado integrar grandes quantidades de informação.
É importante referir que a aprendizagem é condicionada pelo nosso processo pessoal, pelo nosso “eu” e isto explica que a mesma informação tenha significados diferentes para pessoas diferentes.
Aprendemos porque somos seres biologicamente sociais e que, no decurso do nosso processo de socialização somos bombardeados com informações que temos que aprender; aprender a andar, aprender a escrever, aprender a aceitar a diferença, aprender…
Espero que depois de lerem esta pequena reflexão sobre a aprendizagem fiquem todos pessoas mais interessadas em aprender.
Fonte: http://psicob.blogspot.com/2008_04_01_archive.html

Outubro 02, 2008

Domingo, 05 de outubro! Cuidado!!



Não vote por amizade, vote por sua cidade!!

Fonte: http://rleite.wordpress.com/2007/08/

Porfessor bomzinho = Aluno difícil


O professor bonzinho, permissivo, perde sua identidade como pessoa. Podemos ser amigos, compreensivos, mas o limite deve ser bem claro, bem definido e a preocupação em acompanhar o processo de construção do conhecimento dos alunos deve ser efetiva.

Na sala de aula a conversa entre os alunos é inevitável; é impossível ficar ao lado dos amigos sem conversar; o que devemos fazer é aproveitar essa conversa como instrumento para um trabalho pedagógico, aprender a ser um administrador de conversas, expositor de desafios, instigador de perguntas. O autor alerta que devemos tomar cuidado com o silêncio humano. Este esconde muitas vezes problemas emocionais ou disfunções agudas.

Ao ensinar, é fundamental que o professor peça aos seus alunos que opinem, sugiram, contem coisas de seu eu e de seu mundo. Jamais matar a curiosidade apresentando rapidamente a resposta; faça-os buscar pelos caminhos da pesquisa, pela reflexão do debate. E nunca se esqueça de levar para a sala de aula o sorriso, a boa educação (polidez) e o bom senso.

Com alunos difíceis, ou seja, aqueles que não querem nada com a aula, procurem não se exasperar, dar broncas. Após o final da aula chame esse aluno para conversar; faça-o descobrir que você quer ajudá-lo.
Diálogo, polidez e bom humor são aliados incondicionais para o bom relacionamento entre professores e alunos em sala de aula.

Existem algumas idéias levantadas por Celso Antunes que podem auxiliar os professores em seu dia a dia, obtendo assim maior prazer e sucesso no seu trabalho. Vamos a eles:
• Definir de forma clara e cristalina as regras disciplinares.
• Estabelecer canais límpidos de comunicação entre os alunos, diretores, pais, orientadores e professores.
• Assiduidade e pontualidade.
• Associar o conhecimento novo aos saberes que os alunos possuem.
• Preparar de maneira cuidadosa a aula.
• Traçar um projeto de atividades anuais, dividindo suas etapas semana após semana.
• Estabelecer, se possível em consenso com a classe, os limites desejáveis das condutas e cobrá-los sempre de maneira imediata e coerente.
• Entrar em sala e, sem demora, iniciar a aula.
• Cobrar, com firmeza, mas sempre com bom humor (quando possível), a colaboração de todos e ser um árbitro sereno no cumprimento das regras de conduta consensualizadas com a classe.
• Falar com expressividade e clareza.
• Iniciar os trabalhos com um plano de aula simples, mas objetivo e coerente.
• Movimentar-se todo o tempo, manter-se alerta a todos e também a todas as ocorrências.
• Mostrar sempre disposição para manter a calma e a serenidade, mesmo em situações mais difíceis.
• Saber dar a devida importância ao tom de voz empregado e estudar a linguagem gestual.
• Jamais comparar-se a qualquer colega. Nunca comparar um aluno ou uma classe com outra.
• Distribuir com uniformidade, serenidade e justiça a atenção de todos.
• Analisar com calma as razões que podem levar alunos ao desinteresse ou a indisciplina e discutir, particularmente com os mesmos essa postura.
• Conhecer diferentes estratégias de ensino, jogos operatórios, técnicas de ensino e aprendizagem.
• Possuir projetos de avaliação claros e explícitos.
• Manter atualizados seus registros e suas notas.
• Cumprir com integridade tudo quanto prometeu.
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Ensinar utilizando diferentes recursos e estratégias para despertar a curiosidade e incentivar os alunos em sala de aula e projetos é eficiente medida contra a indisciplina.

• Fazer das perguntas uma eficiente ferramenta de aprendizagem.
• Não se desgastar ensinando aos alunos tudo aquilo que sozinhos eles podem aprender.
• Estimular o aluno para interpretar o aprendizado usando diferentes habilidades.
• Ensinar seus alunos a leitura dos saberes que se encontram em diferentes linguagens.
• Saber delegar aos alunos tarefas e funções junto à classe que explorem capacidades de aprender e de aprendizagem.
• Fazer revisões periódicas daquilo que foi aprendido.
• Organizar de forma eficaz, na medida dos possível em consenso com os alunos, o espaço da sala de aula e a disposição dos lugares de cada um.
• Cuidar da sua apresentação, dignificando a importância e até o sentido do ato pedagógico.
• Mostrar atenção aos problemas dos alunos.
• Concluir a aula de maneira amistosa e bem-humorada.

É importante destacar que os passos sugeridos costumam ajudar a resolver parte expressiva dos problemas disciplinares; mas não os eliminam por completo. A continuidade de aplicação dos procedimentos é que pode garantir a perenidade dos bons comportamentos, da participação dos estudantes nas aulas, o debate em torno das idéias e conteúdos trabalhados,...

Para concluir, o professor precisa ser amigo dos alunos, companheiro e compreensivo, ter a mentalidade aberta e acompanhar o processo de construção do conhecimento, atuando como agente entre os objetos do saber e a aprendizagem e ter a certeza de que, quem educa semeia um futuro melhor...

Fonte: http://www.planetaeducacao.com.br/novo/impressao.asp?artigo=959

Brasileiros ' jogam fora ' 20% da comida


De acordo com o caderno temático "A nutrição e o consumo consciente", publicado em 2003 pelo Instituto Akatu, aproximadamente 64% do que se planta no Brasil é perdido ao longo da cadeia produtiva e destes, 20% só no processamento culinário e hábitos alimentares. Espere aí! Cerca de 20% é perdido por causa dos hábitos alimentares? É preciso fazer alguma coisa! Principalmente quando falamos de Brasil, um país em que a cada cinco minutos uma criança morre por problemas relacionados à alimentação. Independentemente disso, um dos objetivos deste milênio é acabar com a fome e a miséria no mundo. Faça a sua parte: aprenda a reaproveitar!
Ao desperdiçarmos tanto, contribuímos ainda mais para a degradação econômica e social do país, prejudicando a saúde de milhões de pessoas que sofrem com a irracionalidade do desperdício. Os números apresentam um paradoxo entre o potencial econômico do Brasil, que produz muito mais do que necessita internamente, e os milhares de cidadãos excluídos, sem acesso ao alimento de que necessitam para manter a vida. A falta de consciência da população é um dos fatores que mais influencia nesta problemática. "De início, nota-se alguma resistência na assimilação de novas idéias a respeito de aproveitamento integral dos alimentos. Sabe-se que as mudanças de comportamento acontecem de forma muito lenta. Não se espera que hábitos de uma vida inteira mudem em dias ou meses. Por isso, é essencial começar a multiplicar as informações ao maior número de pessoas possível", atesta a nutricionista Carla Alves.
Atualmente a sociedade civil já tem atentado para este contra-senso e se mobilizado, procurando participar ativamente do desenvolvimento social. Agora, muita gente já sabe que é importante a utilização de cascas, talos e folhas, pois o aproveitamento integral dos alimentos, além de diminuir os gastos com alimentação e melhorar a qualidade nutricional do cardápio, reduz o desperdício, tornando possível a criação de novas receitas. Essas partes que iriam para o lixo podem ser bem aproveitadas, servindo para suprir a carência de nutrientes no organismo, e tornando o cardápio mais saudável e criativo.
Esse conceito deve ser realizado no dia-a-dia por qualquer pessoa, independentemente de sua classe social ou econômica. Isso significa eliminar alguns preconceitos alimentares de que esse tipo de alimentação é somente usada em programas sociais voltados para população de baixa renda. O desconhecimento dos nutrientes presentes nas partes "menos nobres" dos alimentos leva à perda de toneladas de recursos alimentares. "Este desperdício se caracteriza por qualquer alimento em boas condições fisiológicas que é desviado do seu consumo para o lixo, como ocorrem nas sobras de refeições nos pratos em domicílios e restaurantes, no aproveitamento parcial de frutos, raízes e folhas, no descarte de produtos in natura com boas condições físicas, no caso de vencimento do prazo de validade estipulado e até mesmo na falta de formas alternativas de aproveitamento", explica Danielli Botture, da RGNutri Consultoria Nutricional.
Apesar de a fome ser um problema social no país, a cultura brasileira ainda desconhece técnicas para o aproveitamento integral dos alimentos. "Algumas atitudes praticadas pela maioria da população como, por exemplo, cozinhar os legumes sem a casca, podem em longo prazo contribuir para que o volume do desperdício aumente", diz Danielli. E a especialista Carla Alves ainda completa: "Todos deveriam se conscientizar do enorme desperdício de nutrientes ao jogar no lixo certas partes dos alimentos. Por exemplo, folhas de beterraba contêm: B1 (metabolismo de carboidratos), B2 (redução de oxidação), e minerais como cálcio (responsável pelo equilíbrio de vários sistemas corporais), ferro (prevenção de anemias), zinco (sistema imunológico, metabolismo de proteínas, enzimas e função sexual)".

LEIA MAIS: http://msn.bolsademulher.com/mundomelhor/materia/evite_o_desperdicio/49017/1

Outubro 01, 2008

Analfabeto Funcional. Você é?



A UNESCO define analfabeto funcional como toda pessoa que sabe escrever seu próprio nome, assim como lê e escreve frases simples, efetua cálculos básicos, porém é incapaz de interpretar o que lê e de usar a leitura e a escrita em atividades cotidianas, impossibilitando seu desenvolvimento pessoal e profissional. Ou seja, o analfabeto funcional não consegue extrair o sentido das palavras, colocar idéias no papel por meio da escrita, nem fazer operações matemáticas mais elaboradas.
No Brasil, o índice de analfabetismo funcional é medido entre as pessoas com mais de 20 anos que não completaram quatro anos de estudo formal. O conceito, porém, varia de acordo com o país . Na Polônia e no Canadá, por exemplo, é considerado analfabeto funcional a pessoa que possui menos de 8 anos de escolaridade.

Segundo a Declaração Mundial sobre Educação para Todos, mais de 960 milhões de adultos são analfabetos, sendo que mais de 1/3 dos adultos do mundo não têm acesso ao conhecimento impresso e às novas tecnologias que poderiam melhorar a qualidade de vida e ajudá-los a adaptar-se às mudanças sociais e culturais.

De acordo com esta declaração, o analfabetismo funcional é um problema significativo em todos os países industrializados e em desenvolvimento. No Brasil, 75% das pessoas entre 15 e 64 anos não conseguem ler, escrever e calcular plenamente. Esse número inclui os 68% considerados analfabetos funcionais e os 7% considerados analfabetos absolutos, sem qualquer habilidade de leitura ou escrita. Apenas 1 entre 4 brasileiros consegue ler, escrever e utilizar essas habilidades para continuar aprendendo.

Mas como resolver essa situação? Como baixar esses números alarmantes? Sem dúvida nenhuma que a educação é o caminho. Alfabetizar mais crianças com melhor qualidade. Essa é a questão: qualidade e não quantidade.

Infelizmente, hoje vemos que o Brasil optou pela quantidade a qualquer custo.
E o resultado disso é a enorme quantidade de analfabetos funcionais com diploma. O nosso país deveria se esforçar em alfabetizar com qualidade. Não é aumentando para 9 anos o Ensino Fundamental que a qualidade do ensino irá melhorar.

Também não é ampliando o horário escolar que teremos o problema resolvido.
Se os alunos não forem incentivados à leitura, a atividades que trabalhem com inteligência, pensamento lógico e capacidade de relacionar temas diferentes, nenhum esforço do governo será válido.

Também não devemos nos esquecer dos professores. Melhoria nos cursos de formação dos docentes, remuneração adequada, capacitação continuada, etc. Dá trabalho, é verdade, mas o investimento na qualidade da educação é a única forma capaz de reverter esse quadro educacional brasileiro tão triste!!

(Referência: INAF – Indicador de Analfabetismo Funcional)

Fonte: http://www.planetaeducacao.com.br/novo/artigo.asp?artigo=700