Dezembro 21, 2008



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Dezembro 16, 2008

VEJAM!


Manifesto em repúdio a uma reportagem publicada pela revista Veja.
Por: Eduardo Cruz Filho)


O livro “Educação e emancipação” do filósofo alemão Theodor W. Adorno traz um capítulo intitulado “Educação após Auschwitz”. Trata-se de um ensaio no qual o autor observa algumas condições indispensáveis para que evitemos a reedição de barbáries como aquelas ocorridas em Auschwitz e noutros campos de concentração nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.

De acordo com Adorno, um dos fatores que possibilitou a ocorrência daqueles terríveis acontecimentos foi, por assim dizer, a perda de identidade por parte dos algozes. Ou seja, foram pessoas que se enquadraram “cegamente em coletivos” convertendo-se “a si próprios em algo como um material, dissolvendo-se como seres autodeterminados. Isto combina com a disposição de tratar outros como sendo uma massa amorfa.”

“O único poder efetivo contra o princípio de Auschwitz seria autonomia, para usar a expressão kantiana; o poder para a reflexão, a autodeterminação, a não-participação.”

Nesse sentido — o da construção de seres autônomos, reflexivos — há, felizmente, inúmeras iniciativas docentes despontando aqui e ali. O que se percebe nesses casos é um fazer pedagógico diferente, é uma mudança de postura que está deslocando a educação, como escreveu Eliana Yunes, “das verticalidades para as horizontalidades, do assertivo para o performativo, da subordinação para a coordenação”. Trata-se, é bom lembrar, de algo que, em certa medida, há 30 anos já permeava o discurso de um educador do porte de Paulo Freire.

É de Paulo Freire a citação abaixo, retirada do texto “Fazer a Ponte” do educador José Pacheco, que compõe o livro “Escola da Ponte: um outro caminho para a educação”:

“Se trabalho com crianças, devo estar atento à difícil passagem ou caminhada da heteronomia para a autonomia, atento à responsabilidade da minha presença que tanto pode ser auxiliadora como pode virar perturbadora da busca inquieta dos educandos.”

Foi sobre essa educação consciente, preocupada com as responsabilidades do professor, voltada para uma formação sólida dos discentes, que Paulo Freire tratou durante toda sua vida. Por isso, até hoje “figura entre as mais acatadas personalidades no campo da Pedagogia.” Por isso, “seus livros são regularmente editados nos principais países do mundo ocidental [...]”. Por isso, “pronunciou conferências em inúmeras escolas dos Estados Unidos, em diversas Universidades da Europa e em vários países da África.”

Por todas essas razões, quando um educador diz que se identifica com Paulo Freire, o momento deve ser de júbilo, ou, pelo menos, deveria sê-lo. Mas, infelizmente, não é isso que acontece.

No dia 20 de agosto de 2008 a revista VEJA publicou uma reportagem (página 72) com o seguinte título: “Você sabe o que estão ensinando a ele?”.

A matéria apresenta e discute uma pesquisa que fora encomendada pela própria revista e cujos resultados, de acordo com sua visão antolhada, “traduzem em números” a “mediocridade” do sistema escolar brasileiro.

Para as autoras da reportagem, um dos responsáveis pela chegada da educação brasileira a esse patamar é — pasme — Paulo Freire. É isso mesmo! O mesmo Freire que vislumbrou uma educação escolar capaz de caminhar na direção de uma formação autônoma, como desejava Adorno, é o mesmo que, segundo essas “profissionais”, anda inspirando as práticas pedagógicas atuais voltadas à “doutrinação esquerdista”. Vamos examinar como as brilhantes jornalistas chegaram a essa conclusão.

Segundo a matéria da VEJA, a pesquisa procurou saber, dentre outras coisas, “qual é a principal missão da escola” na opinião dos professores, pais e alunos. Os sujeitos puderam escolher entre estas alternativas: “Formar cidadãos”, “Contribuir para a formação profissional” e “Ensinar as matérias”. Para 78% dos professores a principal missão da escola é “formar cidadãos”. Esse resultado — pasme mais uma vez — é por conta do legado de Paulo Freire.

É possível “contribuir para a formação profissional” sem “ensinar as matérias”? É possível “formar cidadãos” sem “contribuir para a formação profissional”? Por maior que seja a boa vontade, como dar crédito a uma publicação dessas? Quem, em sã consciência e com alguma visão crítica — a mesma defendida por Freire — formularia uma questão desvinculando as três alternativas citadas? Ninguém.

A leitura daquela matéria, portanto, evidencia tão somente o esforço repugnante de uma entidade reacionária no sentido de trabalhar a favor da recuperação de um sistema comprovadamente pernicioso, especialmente, à educação.

Fonte:http://www.caminhosdalingua.com/textos_nossos_002.php

Dezembro 01, 2008

Papai Noel matou o menino Jesus!



Parece loucura, mas é a mais pura verdade! No mês de dezembro nós cristãos comemoramos o Natal. No dicionário, Natal significa “dia que se comemora o nascimento de Cristo (25 de dezembro)”.
Mas o que se vê, já em meados de novembro, é o bom velhinho com sua barba branca a carinha de coitadinho com um saco cheio de presentes, seduzindo as criancinhas e induzindo jovens e adultos ao consumo desenfreado. O catecismo da Igreja católica ensina que: Jesus nasceu na humildade de um estábulo, em uma família pobre (Cf. Lc 2, 6-7), as primeiras testemunhas do evento são simples pastores. É nesta pobreza que se manifesta a glória do Céu (Cf. Lc 2, 8-20).
Todo final de ano a historia se repete, o comercio lança suas promoções e os consumidores compulsivos invadem as lojas numa busca desesperada pela “felicidade” material. Tentando compensar o vazio que sentem compram de simples meias a carros de luxo. De muamba a jóias caras. Mas, em nem uma dessas coisas está o verdadeiro espírito natalino, esse já sufocado pelo peso da barriga do “doce” Noel...
Na noite em que as famílias “cristãs” deveriam ir à missa ou ao culto reviver o nascimento do Salvador com louvores e adorações, muitas Igrejas estão quase ou totalmente vazias. As famílias se confraternizam em casa. Trocam presentes, comem, bebem, dançam e riem, sem lembrar que quem veio ao mundo para salva-los nasceu naquele dia e quase ninguém agradece se quer lembra que no NATAL comemora-se o aniversario de Cristo.
E o bom velhinho (bom mesmo. Vende como ninguém!) invade também os lares para distribuir presentes e contar historias engraçadas. Essa tarefa geralmente é do gordo da família. Coitado, ridículo!!
Um ou outro se lembra de um irmão pobre. Outros, bem poucos, visitam um hospital ou asilo. A maioria esquece o verdadeiro sentido do Natal, das palavras: amor, caridade, fraternidade e fazem desse tempo um período de caça aos preços baixos e ao consumismo. Quantos de nós não passamos o ano esperando as grandes liquidações das grandes lojas? Compramos, gastamos, nos endividamos numa ânsia desesperada por algo que nos complete, nos preencha, mas nenhum dos presente que nos demos ou ganhamos preenche nosso vazio. Falta algo, falta alguma coisa que nos preencha de verdade.
Essa ausência é de amor. Do amor que só Deus tem para nos dar sem cobrar nada, só basta que O procuremos de coração aberto. Mas estamos cegos, iludidos com as propagandas que nos enchem os olhos, iludidos com as faças promessas do bom velhinho, que subliminarmente nos leva a consumir. Quem nunca comprou o que não queria comprar ou nunca usou o que comprou? Estamos ficando alienados!
Assim, entra ano e sai ano e Jesus vai sendo esquecido dos corações, substituído pelo bom velhinho, que o mata dentro de nós.

Antes de terminar esse artigo vi num tele jornal, que nos EUA, em plena crise, numa promoção de fim de ano, um cliente morreu pisoteado durante a abertura da loja por milhares de compradores compulsivos...

Parabéns Jesus! Obrigado por tudo.
A você, que acompanhou o Blog Bazar da Boa Leitura, Feliz Natal em Cristo Jesus! Amém.
Ênio Cavalcanti