Janeiro 30, 2009

Tão longe, tão perto



Os pais nunca declararam amar tanto os filhos quanto agora. Eles fazem tudo o que podem e o que às vezes nem devem porque, por amarem tanto os filhos, não suportam vê-los sofrer. Esforçam-se para dar a eles o melhor da vida porque querem que os filhos tenham tudo o que eles próprios, quando crianças, não tiveram. Estabelecem com os filhos um relacionamento aberto, íntimo e amigável porque não querem ser autoritários e distantes como foram seus pais. Enfim: os pais estão, hoje, apaixonados pelos filhos.

É compreensível: em um mundo no qual os laços afetivos entre os adultos estão sempre por um fio e se desfazem por qualquer bobagem, o clima de insegurança afetiva provoca novas buscas. Como a união com os filhos é a única que, atualmente, só a morte dissolve, ela tem servido como o porto seguro afetivo dos pais.

Para ter idéia de quão longe isso vai: uma diretora de escola de educação infantil no interior de São Paulo contou-me que, no Dia dos Namorados, vários ramalhetes de flores enviados pelos pais às filhas chegaram à escola. O problema está nas contradições que esse amor declarado tem apresentado.

Os pais que adoram tanto seus filhos contratam babás para ficar com eles diuturnamente, inclusive domingos e feriados. Vemos pais cujos filhos estão segurando nas mãos da babá ou no colo desta nos shoppings, nos cabeleireiros, nos consultórios, em hotéis, restaurantes etc. E ter babá dá muito trabalho! É seleção, busca de referências, treinamento e depois, se surgirem desconfianças, instalação de câmeras etc.

Mães e pais que dizem amar seus filhos sem medida fazem com que novos negócios prosperem em tempos de recessão.Os pais vão a um casamento com os filhos? Não há problema. Os noivos contratam empresas de recreação que ficam o tempo todo com as crianças, para que os pais "curtam a festa sem restrições". Nas férias, os hotéis precisam ter uma equipe de monitores que, além de entreter as crianças, também almoça e janta com elas.

Por falar em férias, acampamentos para crianças rendem no período. Até pouco tempo atrás, eles recebiam só adolescentes. A demanda dos pais fez com que proliferassem locais que recebem crianças pequenas: os pais já podem mandar seus filhos a partir dos quatro anos (!) para uma temporada fora, com direito a "espiar" pela internet como eles se divertem!

Quando o filho faz aniversário e os pais querem demonstrar todo seu amor dando uma megafesta, sem problemas: contratam um bufê que cuida de tudo. E a escola, para ajudar, recebe autorizações de saída e organiza os convidados para colocá-los no ônibus que os leva da escola para o evento.

A falta de tempo dos pais tem sido usada para explicar tantas buscas de recursos. Mas esse estilo tem muito mais a ver com a nossa cultura. Amor demais sufoca e idealiza. Pode ser por isso que os pais apresentem tanta contradição: amam tanto a idéia de ter o filho que precisam ficar longe dele para, talvez, não perderem o filho que imaginam ou gostariam de ter.

Fonte: http://blogdaroselysayao.blog.uol.com.br/arch2008-11-16_2008-11-30.html

Janeiro 17, 2009

Bullying, o crime do desamor



O motorista que, no trânsito, por estar a bordo de um carro novo e possante, encosta no veículo da frente e exige passagem, deseducadamente, piscando os faróis, buzinando, pressionando, está praticando um ato de violência. O político que se acha mais importante do que o resto do mundo e trata as pessoas com arrogância, está sendo, de algum modo, violento. Podemos dizer o mesmo do empresário que humilha seus funcionários, só porque lhes paga salário. Essas pessoas, com atitudes que agridem ou intimidam, estão praticando o que possivelmente já praticaram em outros ambientes, inclusive na escola: o bullying. A palavra vem do adjetivo bully, que em inglês significa valentão. Quem é mais forte tiraniza, ameaça, oprime, amedronta e intimida os mais fracos. Na escola, essa atitude pode ter resultados drásticos, porque leva a vítima, muitas vezes, ao isolamento e até ao abandono. O bullying agride a alma do indivíduo, o apequena pelo medo ou pela vergonha, pela dor física ou moral.

Esse comportamento agressivo tem sido observado nas escolas, e por isso mesmo é motivo de preocupação de pais e educadores, já há algum tempo, porque demonstra que está faltando afeto nas relações entre crianças e adolescentes, possivelmente em razão de problemas familiares. A falta de diálogo e de respeito parece ser a origem da agressividade infantil e juvenil, um problema que começa a ser discutido com mais intensidade diante do aumento da violência escolar no mundo inteiro.

Em Portugal, por exemplo, pesquisa feita com sete mil alunos revelou que um em cada cinco alunos já foi vítima desse tipo de agressão. Na Espanha, o nível de incidência também já chega a 20% entre os alunos. Na Grã-Bretanha, terra dos hoolligans, aqueles torcedores que saem em grupo pelas ruas, procurando brigas e agredindo pessoas, há mais motivos ainda para apreensão: foi apurado, em pesquisa, que 37% dos alunos do primeiro grau das escolas britânicas admitiram que sofrem bullying pelo menos uma vez por semana. Nos Estados Unidos, o fenômeno atinge também um percentual muito alto - estima-se que até 35% das crianças em idade escolar estão envolvidas em alguma forma de agressão e de violência na escola. Foi nesse país, no estado do Colorado, que recentemente dois adolescentes do ensino médio usaram armas de fogo para matar treze pessoas e ferir dezenas de outras. Depois do ataque, cometeram suicídio. Descobriu-se, mais tarde, que os agressores sofriam constantes humilhações dos colegas de escola.

No Brasil, um estudo feito pela Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência (Abrapia), em 2002, no Rio de Janeiro, com 5.875 estudantes de 5ª a 8ª séries, de onze escolas fluminenses, revelou que 40,5% dos entrevistados confessaram o envolvimento direto em atos como a humilhação por causa de defeitos físicos, obesidade, cor da pele, que ocasionam seqüelas emocionais nas vítimas e contribuem para que elas não atinjam plenamente o seu desenvolvimento educacional. Como efeito, observa-se a redução do rendimento escolar, e a conseqüência mais nefasta: a vítima de bullying pode se tornar agressiva ou até mesmo passar a reproduzir essas práticas horríveis contra a pessoa e sua dignidade.

Como identificar esse tipo de desvio social?

É fundamental que, tanto em casa quanto na escola, a criança tenha liberdade para dizer o que pensa e o que sofre. O diálogo ajuda a entender o cotidiano do aprendiz. O principal sinal de perigo está naquele aluno que vai ficando apático, e que se tranca na sua dor, sem revelar os sentimentos.

E qual é a saída para corrigir o problema?

Primeiro, é fundamental desenvolver nas escolas ações de solidariedade e de resgate de valores de cidadania, tolerância, respeito mútuo entre alunos e docentes. Estimular e valorizar as individualidades do aluno. Potencializar eventuais diferenças, canalizando-as para aspectos positivos que resultem na melhoria da auto-estima do estudante.

Com toda a certeza, se a escola formar indivíduos melhores, teremos motoristas melhores, políticos melhores, empresários melhores. E cidadãos melhores.

por Gabriel Chalita
Artigo publicado na Revista Profissão Mestre, edição de dezembro de 2007

Janeiro 16, 2009

Mudanças Climáticas e a Igreja da Esperança



Luiz Cláudio Costa é um eminente cientista brasileiro da Universidade
Federal de Viçosa-MG que colaborou nos trabalhos de mudanças climáticas e seus impactos na agricultura da Organização Meteorológica Mundial da ONU. Participando do Encontro Fé e Política que reuniu mais de cinco mil pessoas nos dias 10 e 11 de novembro em Nova Iguaçu-RJ coordenou uma plenária sobre aquecimento global.Quero transcrever aqui seu testemunho pois nos traz uma reflexão que, concretamente, nos
pode ajudar. Escreve ele: “O Prêmio Nobel da Paz conferido ao Painel ergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) e a Al Gore precisa nos levar a uma inquietação dinâmica e se transformar em açãoesperança de que é possível encontrar um novo modelo
de vida,de desenvolvimento e construir estratégias para associar a necessidade
e a vocação natural do homem ao desenvolvimento com a responsabilidade ecológica.
Será que é possível mudar e encontrar novas maneiras de produção, de distribuição,de relacionamento com o próximo e com o ambiente? Se considerarmos somente a perspectiva de mercado estaremos, como enfatiza Leonardo Boff no Jornal do Brasil “...construindo apenas uma Arca de Noé salvadora do sistema imperante,que escamoteia o cerne da questão,o próprio sistema,mas que não nos salvará do dilúvio...”. Durante o 6º Encontro de Fé e Política tive o privilegio de realizar uma reflexão técnica sobre o tema aquecimento global. Ai encontrei um jovem agricultor chamado Grenaldo Pinto, de Vermelho Novo, Minas Gerais. No dia seguinte à plenária, abordou-me Grenaldo:“Prof., eu preciso fazer alguma coisa na minha cidade para evitar o aquecimento global. O Sr. poderia mandar um CD com a sua apresentação para o padre da Paróquia de Vermelho Novo, a fim de que eu e ele possamos começar
um trabalho de conscientização na comunidade?” E antes que eu respondesse esclareceu:“Professor, eu trabalho na enxada e devo precisar de cerca de dez dias do meu trabalho para pagar um CD deste...”. Após esse dialogo, eu que sempre tive confiança que a humanidade seria capaz de vencer o grande desafio do aquecimento
global,passei a ter convicção.Refleti ainda sobre o nosso grande equivoco quando afirmamos que as mudanças climáticas foram causadas pela ação antrópica,ou seja,
pela ação humana.Quanta injustiça para com o Grenaldo!
As mudanças climáticas foram causadas por uma pequena parcela tão bem definidas por
Ghandi:”A Terra tem o suficiente para o sustento de todos, mas não tem para a ganância de uns poucos.” Mas,ao contrário,serão as ações antrópicas, de cidadãos engajados como Grenaldo que irão trazer a solução.
A união de informações cientificas,vontade política, competência técnica e a fé de cidadãos como Grenaldo e de tantos outros que encontrei durante o 6o Encontro
nos trazem a certeza de que podemos refletir, agir e mudar os hábitos e os valores equivocados que hoje regem o planeta. Para Grenaldo e seus colegas de encontro, a fé é muito mais que dogmas, o rito muito mais que atos mecânicos, e o amor muito mais que uma verbalização poética, são instrumentos de ação e, portanto têm o poder de transformar”. Muito bem dito.
Fonte: Diário de Natal

“E Agora Vamos Falar Com Os Nossos Heróis...”



Saudação (infeliz) usada por Pedro Bial ao se dirigir aos participantes do programa Big Brother Brasil:

Se alguém se encontrar com ele, pergunte-lhe, por favor, qual a definição de “herói” no dicionário dele...
No meu, Herói é uma coisa muito diferente...

Herói é a Dra. Vanessa Remy-Piccolo, jovem pediatra francesa de 28 anos de idade.

Ela que abriu mão do seu conforto para servir na África, como voluntária do programa Médicos sem Fronteiras. Ela que nos relata que cansou de atender crianças que com um ano de idade pesavam em torno de 3,6 kg, que corresponde ao peso de um recém-nascido.

Herói que relata que muitas mães chegam até ela dizendo que levaram os alimentos doados para casa, mas que seus filhos parecem que desaprenderam a se alimentar e se recusam a abrir a boca.

Herói é Martial Ledecq, cirurgião voluntário do Médicos sem Fronteiras, que, arriscando a própria vida, atende, em meio a bombardeios, os civis feridos num Hospital de Tebnine, sul do Líbano, vítimas de uma recente guerra que de tão nefasta não poupou nem os observadores da ONU, e nem mesmo as equipes de ajuda humanitária internacional.

Herói, meu caro Pedro Bial, é quem, nestes dias desleais em que vivemos, enxerga o sofrimento alheio, e se prontifica a amenizá-lo no que estiver ao seu alcance.

Herói são aqueles que abrem mão dos confortos pessoais em prol do coletivo, aqueles plenos de uma vida na qual a paixão sobrepuja a omissão...

Herói é aquele que é solidário, que partilha dons e bens...

Mas há também muitos heróis que falam a nossa língua...
E não são as “celebridades” instantâneas do BBB. Embora estejam pertinho da “casa mais vigiada do Brasil”.

Heróis como Jacinta, enfermeira do projeto Meio-fio, promovido pelo Médicos sem Fronteiras no Rio de Janeiro, que examina mãe e filho, moradores de rua.

Heróis como a médica Renata, que visita aqueles que nem aos precários serviços de saúde pública têm acesso, como este morador de rua, no Largo da Carioca, centro do Rio de Janeiro.

Heróis como o educador Altayr, que partilha seus conhecimentos com uma moradora de rua no centro do Rio de Janeiro.

Heróis como a psicóloga Andréa, que, a exemplo da pediatra francesa, semeia saúde e esperança, por onde passa

Heróis como a enfermeira Eriedna, que aqui atende o Sr. Nilton no núcleo de atendimento do Médicos sem Fronteiras.

Heróis como Sr. João, um dos moradores de rua atendidos pelo projeto Meio-fio, que relata:
"De manhã eu começo a circular igual a um peru doido. Eu só paro na hora do almoço e depois, à noite, pra dormir. Mas catar latinha não é fácil não. Hoje em dia tem uma concorrência muito grande pelas ruas".

Será que o Sr. João resistiria à tentação de catar as latinhas e garrafas de bebida vazias, com as quais a produção do BBB tenta a todo custo embriagar os participantes do programa nas festas que promove?
Sr. João provavelmente juntaria as latas sim, escondidas num canto da casa, para quando a fama instantânea passar...

Quando um cara que já foi dos mais brilhantes repórteres do país, vibra e discute os namoricos, as intrigas e as futilidades do programa BBB como se fossem o assunto mais importante da atualidade, é sinal de que algo está lamentavelmente errado...

É preciso acreditar que um outro mundo é possível.
E pequenos gestos poderão produzir mudanças significativas.

Um ato simples, que certamente poderá resultar em benefícios concretos, será o de iniciar uma campanha de conscientização para que ninguém mais atenda aos apelos melodramáticos de Pedro Bial, e que, ao invés de efetuar ligações para o programa Big Brother, contribua para entidades que atuam em prol de causas sociais.

A cada paredão, com milhões de ligações para o programa, os centavos e centavos pagos formam rios de dinheiro, e engordam ainda mais as já milionárias fortunas dos donos, diretores e apresentadores televisivos...

Se você tem algum amigo, familiar ou conhecido que liga para o programa, aconselhe-o, ao invés, a doar a quantia para algum programa humanitário.

Ao invés de ligar para o Big Brother Brasil, contribua com alguma instituição que realmente precisa de ajuda.

E não faltam entidades sérias que contam com o nosso apoio para prosseguir com suas nobres atividades.

Listagem de algumas outras entidades e projetos

www.unicef.org/brazil/lista_projetos06.htm
www.fundacaoterra.org.br
www.comunidadeshalom.org.br
www.amigosdobem.org

Certamente existe alguma instituição de amparo aos necessitados atuando na tua cidade.

Os recursos destas instituições provém, na sua maior parte, do apoio voluntário, - material e humano -, necessitando, portanto, de nosso auxílio e colaboração para que possam fazer diferença e recuperar o valor da vida dos tantos destituídos, excluídos da sociedade.

Quem são os teus heróis?
Quem são as tuas heroínas?

Divulgue esta idéia por e-mail.

Vamos deixar a cargo dos familiares dos participantes, que têm interesse particular no assunto, decidir se fulaninho ou fulaninha deve ou não sair do programa.

Colabore com quem realmente precisa de você.

Especialistas desaconselham Big Brother para crianças


Histórico de erotismo, pouco conteúdo e exibição de valores questionáveis são algumas das razões apontadas por três especialistas ouvidos pela Folha Online para que as crianças não vejam o “Big Brother Brasil″. O reality show da Rede Globo, com classificação indicativa para maiores de 16 anos.

Para a professora Maria Silvia Pinto da Rocha, das faculdades de educação e psicologia da PUC-Campinas, em sua oitava edição o “BBB” não trouxe nenhuma surpresa. “Os participantes forão escolhidos para manter um certo padrão, de fórmulas já testadas em todas edições”, disse Rocha.

Especialista em psicologia escolar, ela afirma que este tipo de programa expõe prematuramente as crianças a uma série de questões como a erotização. As discussões “superficiais” entre os participantes reforçam esse sentimento, afirmou Rocha.

A influência do reality show no público infantil também é motivo de preocupação para a professora de psicologia Claudia Stella, da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Segundo a doutora em educação, este modelo de atração “é complicado, principalmente, para a criança”, que ainda está adquirindo as noções do que é fantasia ou real.

O “Big Brother Brasil” vende a idéia de “show da realidade”, mas na verdade é “uma luta, sem princípios, por dinheiro”, afirma Carlos Ramiro de Castro, professor e presidente da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo). O vencedor da disputa recebe R$ 1 milhão.

Ele diz acreditar que o programa não tem nada de educativo e “prejudica a formação da criança”, porque a expõe a uma competição sem valores morais.

Os três entrevistados não aconselham que o público infantil assista ao “BBB″. Claudia Stella considera importante os pais respeitarem a classificação etária da atração. Para ela, o adolescente tem mais “condições” para perceber de que se trata de um programa, com “edição das imagens”.

O horário do “Big Brother” (exibido após a novela das oito) já é a primeira restrição às crianças, disse a professora Maria Silvia. Ele “não é adequado para a criança, do ponto de vista da rotina e do cotidiano”. Além disso, afirma ser recomendado aos pais encontrarem outras opções de lazer para seus filhos.

Carlos Ramiro diz acreditar que escola, família e meios de comunicação devem dialogar para enriquecer a educação infantil, “o que não é o caso de um programa como o ‘BBB’”.

Procurado pela reportagem, o MEC (Ministério da Educação) disse não ter nenhum alerta sobre o “Big Brother Brasil”. O Ministério da Justiça vai monitorar o reality show para se certificar de que cumpre com as normas da classificação indicativa.

Fonte: Folha Online

Janeiro 09, 2009

Literatura Nordestina X Preconceito



A literatura nordestina ou de cordel como é bastante conhecida, é um tipo de poesia popular, originalmente oral, e depois impressa em folhetos rústicos ou outra qualidade de papel, expostos para venda pendurados em cordas ou cordéis, o que deu origem ao nome que vem lá de Portugal, que tinha a tradição de pendurar folhetos em barbantes. No Nordeste do Brasil, herdamos o nome. São escritos em forma rimada e alguns poemas são ilustrados com xilogravuras, o mesmo estilo de gravura usado nas capas. As estrofes mais comuns são as de dez, oito ou seis versos. Os cordelistas, recitam esses versos de forma melodiosa e cadenciada, acompanhados de viola, como também fazem declamações muito empolgadas e animadas para conquistar os possíveis compradores.
A história da literatura de cordel começa com o romanceiro luso-espanhol da Idade Média e do Renascimento. Inicialmente, eles também continham peças de teatro, como as de autoria de Gil Vicente (1465-1536). Foram os portugueses que trouxeram o cordel para o Brasil desde o início da colonização. Na segunda metade do século XIX começaram as impressões de folhetos brasileiros, com características próprias daqui. Os temas incluem desde fatos do cotidiano, episódios históricos, lendas , temas religiosos, entre muitos outros. As façanhas do cangaceiro Lampião (Virgulino Ferreira da Silva, 1900-1938) e o suicídio do presidente Getúlio Vargas (1883-1954) são alguns dos assuntos de cordéis que tiveram maior tiragem no passado. Não há limite para a criação de temas dos folhetos. Praticamente todo e qualquer assunto pode virar cordel nas mãos de um poeta competente.
No Brasil, a literatura de cordel é produção típica do Nordeste, sobretudo nos estados de Pernambuco, da Paraíba, do Rio Grande do Norte e do Ceará. Costumava ser vendida em mercados e feiras pelos próprios autores. Hoje também se faz presente em outros Estados, como Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. O cordel hoje é vendido em feiras culturais, casas de cultura, livrarias e nas apresentações dos cordelistas. A evolução da literatura de cordel no Brasil não ocorreu de maneira harmoniosa. A oral precursora da escrita engatinhou penosamente em busca de forma estrutural. Os primeiros repentistas não tinham qualquer compromisso com a métrica e muito menos com o número de versos para compor as estrofes. Alguns versos alongavam-se inaceitavelmente, outros, demasiados breves.
Os poetas Leandro Gomes de Barros (1865-1918) e João Martins de Athayde (1880-1959) estão entre os principais autores do passado.
Todavia, este tipo de literatura apresenta vários aspectos interessantes e dignos de destaque:
• As suas gravuras, chamadas xilogravuras, representam um importante espólio do imaginário popular;
• Pelo fato de funcionarem como divulgadoras da arte do cotidiano, das tradições populares e dos autores locais (lembre-se a vitalidade deste gênero ainda no nordeste do Brasil), a literatura de cordel é de inestimável importância na manutenção das identidades locais e das tradições literárias regionais, contribuindo para a manutenção do folclore nacional;
• Pelo fato de poderem ser lidas em sessões públicas e de atingirem um número elevado de exemplares distribuídos, ajudam na disseminação de hábitos de leitura e lutam contra o analfabetismo;
• A tipologia de assuntos que cobrem, crítica social e política e textos de opinião, elevam a literatura de cordel ao estandarte de obras de teor didático e educativo.
Diante de tudo que foi exposto aqui a Literatura Nordestina mostra sua importância não só para o Nordeste, mas para todo o Brasil. E porque será que na maioria dos livros de literatura brasileira que chegam às escolas não apresentam nada dessa literatura para os alunos? Nem mesmo os livros que são adotados pelas escolas do Nordeste. Entendo isso como preconceito.
As telenovelas como O Bem Amado, Roque Santeiro, Porto dos Milagres e as minisséries como Lampião e Maria Bonita, O pagador de promessas, O auto da compadecida e O romance da Pedra do Reino têm concedido formas de visibilidade e ressonância ao Nordeste, espelhando as formas do discurso, os tipos de sociabilidade e o estilo de vida dos nordestinos.
Se o maior meio de comunicação que é a TV não discrimina e mostra ao Brasil as riquezas particulares do nordestino, por qual motivo as editoras não fazem o mesmo com a poesia dessa região? Faço a mesma pergunta as instituições de ensino do Nordeste. Por que a literatura de cordel não aparece em nenhuma pergunta? Por que não é usado nenhum texto se o cordel é tão rico quanto qualquer literatura de qualquer época ou lugar? Será que Camões, é mais importante para o nordestino que Patativa do Assaré ou Cego Aderaldo? Com toda certeza não. É obvio que Camões tem sua importância para a literatura brasileira, mas o caso aqui é outro.

Para finalizar gostaria de expor para aqueles que não conhecem o cordel como são divididos os versos.
Quadra
Estrofe de quatro versos. A quadra iniciou o cordel, mas hoje não é mais utilizada pelos cordelistas. Porém as estrofes de quatro versos ainda são muito utilizadas em outros estilos de poesia sertaneja, como a matuta, a caipira, a embolada, entre outros.
A quadra é mais usada com sete sílabas. Obrigatoriamente tem que haver rima em dois versos (linhas). Cada poeta tem seu estilo. Um usa rimar a segunda com a quarta. Exemplo:
Minha terra tem palmeiras
Onde canta o sabiá (2)
As aves que aqui gorjeiam
Não gorjeiam como lá (4).
Sextilha
Estrofe ou estância de seis versos. Estrofe de seis versos de sete sílabas, com o segundo, o quarto e o sexto rimados; verso de seis pés, colcheia, repente. Estilo muito usado nas cantorias, onde os cantadores fazem alusão a qualquer tema ou evento e usando o ritmo de baião.
Septilha
Estrofe (rara) de sete versos; setena (de sete em sete). Estilo muito usado por Zé Limeira, o Poeta do Absurdo.
Eu me chamo Zé Limeira
Da Paraiba falada
Cantando nas escrituras
Saudando o pai da coaiada
A lua branca alumia
Jesus, Jose e Maria
Três anjos na farinhada.
Napoleão era um
Bom capitão de navio
Sofria de tosse braba
No tempo que era sadio,
Foi poeta e demagogo
Numa coivara de fogo
Morreu tremendo de frio.
Na septilha ele usa o estilo de rimar a segunda linha com a quarta e a sétima e a quinta com a sexta, deixando livres a primeira e a terceira.
Oitava
Estrofe ou estância (grupo de versos que apresentam, comumente, sentido completo) de oito versos: oito-pés-em-quadrão. Oitavas-a-quadrão.
Como o nome já sugere, a oitava é composta de oito versos, ou oito linhas ou duas quadras, com sete sílabas. A rima na oitava difere das outras. O poeta usa rimar a primeira com a segunda e terceira, a quarta com a quinta e oitava e a sexta com a sétima. Todas as estrofes são encerradas com o verso: Nos oito pés a quadrão.(...)
Quadrão
Oitava na poesia popular, cantada, na qual os três primeiros versos rimam entre si, o quarto com o oitavo, e o quinto, o sexto e o sétimo também entre si.
Décima
Estrofe de dez versos, com dez ou sete sílabas, cujo esquema rimático é, mais comumente, ABBAACCDDC, empregada sobretudo na glosa dos motes, conquanto se use igualmente nas pelejas e, com menos freqüência, no corpo dos romances.
Geralmente nas pelejas é dado um mote para que os violeiros se desdobrem sobre o mesmo.
Galope à beira-marEstrofe de 10 versos hendecassílabos (que tem 11 sílabas), com o mesmo esquema rímico da décima clássica, e que finda com o verso "cantando galope na beira do mar" ou variações dele. Termina, sempre, com a palavra "mar".
Às vezes, porém, o primeiro, o segundo, o quinto e o sexto versos da estrofe são heptassílabos, e o refrão é "meu galope à beira-mar". É considerado o mais difícil gênero da cantoria nordestina, obrigatoriamente tônicas as segunda, quinta, oitava e décima primeira sílabas.
Martelo
Estrofe composta de decassílabos, muito usada nos versos heróicos ou mais satíricos, nos desafios. Os martelos mais empregados são o gabinete e o agalopado.
Martelo agalopado - Estrofe de dez versos decassílabos, de toada violenta, improvisada pelos cantadores sertanejos nos seus desafios.
Martelo de seis pés, galope - Estrofe de seis versos decassilábicos. Também se diz apenas agalopado.
Redondilha
Antigamente, quadra de versos de sete sílabas, na qual rimava o primeiro com o quarto e o segundo com o terceiro, seguindo o esquema abba.
Hoje, verso de cinco ou de sete sílabas, respectivamente redondilha menor e redondilha maior.
Carretilha
Literatura popular brasileira - Décima de redondilhas menores rimadas na mesma disposição da décima clássica; miudinha, parcela, parcela-de-dez.
Métrica e Rima
Métrica: Arte que ensina os elementos necessários à feitura de versos medidos. Sistema de versificação particular a um poeta. Contagem das sílabas de um verso. Verso é a linguagem medida. Para medir devemos ajuntar as palavras em número prefixado de pés. Chama-se pé uma sílaba métrica. O verso português pode ter de duas a doze sílabas. Os mais comuns são os de seis, sete, oito, dez e doze pés. Como o verso mais comum, mais espontâneo é o de sete pés, comecemos nele a contagem métrica.
Eis como se contam as sílabas:
Mi | nha | ter | ra |tem | pal | mei|
Não contamos a sílaba final "ras" porque o verso acaba no último acento tônico. O verso a quem sobra uma sílaba final chama-se grave. Aquele a quem sobram duas sílabas finais chama-se esdrúxulo. O terminado por palavra oxítona chama-se agudo, como o segundo e o quarto do exemplo supra. Eis como se decompõe o segundo verso:
On | de | can | ta o | sa | bi |á|
Nesse verso "ta o" se lêem como t'o formando um pé, pela figura sinalefa (fusão) . Sabiá, modernamente, se deve contar dissílabo, porque biá, em duas silabas, forma hiato. Em geral devemos sempre evitar o hiato, quer intraverbal, quer interverbal. Os autores antigos e os modernos pouco escrupulosos toleram muitos hiatos.
Sinalefa: Figura pela qual se reúnem duas sílabas em uma só, por elisão, crase ou sinérese.

Sinérese: Contração de duas sílabas em uma só, mas sem alteração de letras nem de sons, como, p. ex., em reu-nir, pie-da-de, em vez de re-u-nir, pi-e-da-de.
As| aves | que a| qui | gor| jei |
Não | gor | jei| am | co | mo | lá |
No caso o verso é um heptassílabo, porque só contamos sete sílabas. Se colocarmos uma sílaba a mais ou a menos em qualquer dos versos, fica dissonante e perde a beleza e harmonia.
Vale lembrar que quando a palavra seguinte inicia com vogal, dependendo do caso, pode haver a junção da sílaba da primeira com a segunda, como se faz na língua francesa.
Rima
Rimas consoantes:
As que se conformam inteiramente no som desde a vogal ou ditongo do acento tônico até a última letra ou fonema. Exemplo: fecundo e mundo; amigo e contigo; doce e fosse; pálido e válido; moita e afoita.

Rimas toantes: Aquelas em que só há identidade de sons nas vogais, a começar das vogais ou ditongos que levam o acento tônico, ou, algumas vezes, só nas vogais ou ditongos da sílaba tônica. Exemplo: fuso e veludo; cálida e lágrima; "Sem propósito de sonho / nem de alvoradas seguintes, / esquece teus olhos tontos / e teu coração tão triste." Cecília Meireles, Obra Poética, p. 516).
No caso da literatura de cordel nordestina, faz parte da tradição do gênero o uso de rimas consoantes. Se um folheto de cordel usa rimas toantes, o conhecedor de cordel pensa logo que o autor daquele folheto desconhece a existência destas regras. Um cordel escrito assim pode até ser um grande poema, mas não se pode dizer que se trata de 'um cordel autêntico'.

Bibliografia:
Academia brasileira de literatura de cordel (http://www.ablc.com.br/historia/hist_cordel.htm)

Dicionário Aurélio

DICIONÁRIO DA REDE GLOBO. Vol.1.
Programas de Dramaturgia e entretenimento.
Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003.

Português prático – Sivadi Editorial

Janeiro 08, 2009

Envelhecer com dignidade e qualidade é desafio no Brasil




"Respeitar o idoso é respeitar a si mesmo”,

termo muito conhecido, mas que não é valorizado nem colocado em prática. No Brasil, o descaso, o preconceito, a dificuldade no acesso a serviços primários são os principais fatores que causam sofrimento naqueles que rumam a uma nova fase da vida: a terceira idade.

Hoje, temos 18 milhões de pessoas com mais de 60 anos, que representa 10% da população, mas a expectativa é que até 2025 teremos mais de 30 milhões, segundo a Organização Mundial de Saúde.

Este aumento exacerbado no número da população adulta acima de 60 anos é reflexo da baixa natalidade e da evolução na esperança de vida que, atualmente, atinge a média de 68,6. Cerca de 2,5 anos a mais do que nos anos 90.

Com estes índices, fica evidente a necessidade do avanço nas políticas públicas de inclusão para proporcionar um envelhecimento bem sucedido. Para tanto, algumas ações foram criadas, como: transporte púbico gratuito e os núcleos de convivências para o idoso. Mesmo assim, a situação dos mais velhos no Brasil é bastante crítica.

Para a presidente da Associação das Universidades e Faculdades Aberta para Terceira Idade (Aufati), Cristina Fogaça, “é preciso que o idoso mostre que a idade não impede que a pessoa continue a contribuir na evolução social e humana, que ele fez e faz parte da história do País e do mundo e também ter consciência que não perdeu seu papel e lugar como cidadão”. Cristina é especialista em cursos na área de envelhecimento humano.

Em 2003, o Governo Federal promulgou o Estatuto do Idoso (leia mais na pág. 2), que regulamenta os direitos assegurados às pessoas com idade igual ou superior a 60 anos. Contudo, muitos benefícios ainda não saíram do papel, isso porque a maioria dos idosos desconhece seus direitos.

Em contrapartida, a “Universidade Para a Terceira Idade” (leia mais na pág 4) é uma ação inovadora que deu certo e que, além das aulas teóricas, oferece ao idoso uma integração na comunidade, por meio de passeios, aulas de dança, artesanatos, entre outras atividades.

“Me sinto realizada. Aqui promovemos festas, temos campanhas para ajudar as pessoas necessitadas da comunidade e tenho contato com pessoas que falam a mesma linguagem”, relata Ione Rodrigues Rosin, 61 anos, aluna da Universidade Livre para Terceira idade da Universidade Metodista de São Paulo.

Para especialistas em gerontologia, participar de atividades e incluir o idoso ativamente na sociedade por meio de contato com amigos e familiares contribui significativamente para elevar a auto-estima.

“Nós temos três tipos de envelhecimento: psicológico, biológico e social. Para termos um envelhecimento saudável temos que cultivar amigos, ter prazer no que fazemos, sorrir, amar, se gostar e nunca se anular”, acredita Cristina Fogaça, presidente da Aufati.

O desinteresse dos alunos na sala de aula.



Existem certos problemas no ambiente escolar que são praticamente impossíveis de não ocorrer, sendo a desmotivação do aluno um dos mais preocupantes, fato rotineiro que ocorre com profissionais de todas as áreas da educação e em diferentes níveis de ensino.

Considerado como um problema de difícil resolução é fundamental que o professor compreenda o que vem a ser a motivação e como ela se constrói.

Geralmente a falta de motivação é originada das características próprias do aluno e do ambiente escolar como um todo, fazendo com que o aluno passe a ter medo do próprio fracasso escolar e de como lidar com ele.

Ressalta-se que os pais, os colegas e o grupo social no qual este jovem se relaciona, também contribuem para a sua desmotivação.

Determinados alunos apresentam grande dificuldade em interagir com certas atividades, outros apresentam resistência total no sentido de adquirir conhecimentos, se isolando dos demais colegas, negando a participar das atividades propostas, bem como não apresentando interesse qualquer em realizar algo que se refere à aprendizagem.

O professor deve ficar atento ao comportamento de seus alunos, visto que podem partir desde aqueles jovens mais agitados, tanto aos jovens desligados e inquietos.

No sentido de ajudar o aluno desmotivado, o professor deve se preocupar com o ambiente escolar, em especial a sala de aula, o desenvolvimento das atividades, a organização e principalmente a relação professor/aluno e o processo avaliativo.

Com o objetivo de contribuir com os professores que muitas vezes no exercício da profissão apresentam o verdadeiro interesse em ajudar o aluno desmotivado, segue abaixo algumas sugestões baseadas em estudiosos da área com o objetivo de auxiliar o educador na prática, motivando seu aluno, independente da disciplina ou série em que se encontra:

• Aplique o conteúdo com entusiasmo, evitando aulas “mecânicas”;

• Faça com que o aluno compreenda o que está sendo ensinado, ao invés de apenas memorizar;

• Busque sempre relacionar os conteúdos com fatos da atualidade;

• Elabore atividades que possa detectar a evolução do aluno;

• Estabeleça um ritmo de aula de forma que todos possam acompanhar o raciocínio que exige o conteúdo;

• Quando o aluno apresentar dificuldades, apresente a ele pistas proporcionando oportunidades para superar as dificuldades, fazendo com que o aluno exerça seu próprio raciocínio;

• Ao iniciar a aula estabeleça metas e objetivos dessa, porém, baseados no ritmo da turma, combinando regras para que não seja desviado o objetivo da aula;

• No momento da avaliação, o ideal é que o professor evite comparações, ameaças, ou seja, condutas negativas que possam vir a refletir maleficamente na auto-estima dos alunos.

O professor sendo mediador do conhecimento é responsável por realizar essa função da melhor maneira possível, buscando sempre se manter atualizado, podendo formar cidadãos cada vez mais capacitados.

Por Elen Campos Caiado
Graduada em Fonoaudiologia e Pedagogia
Equipe Brasil Escola

Literatura de Cordel: Ferramenta didática e interdisciplinar


Sou professora, pedagoga, Psicopedagoga, Especialista em Informática na Educação, Especialista em educação especial , tenho disciplinas especiais no mestrado em Ciencias Sociais - Universidade Estadual de Londrina - UEL, sou mestranda em Educação, Arte e História da Cultura - Universidade Presbiteriana Mackenzie - São Paulo.
Pesquisadora da Literatura de Cordel já a 3 anos. Desenvolvo pesquisas voltadas a educação de forma que os alunos possam conhecer a literatura de cordel. A Utilização dessa ferramenta como ferramenta para-didática traz muitos beneficios aos educandos , os mesmos por sua vez descobrem um universo desconhecido, esquecido, deixado de lado.O simples universo do ser, do ter ,mas em ambientes tradicionais , ambientes que venham instigar seu desenvolvimento intelectual , sem que para isso tenha que apertar botões ou concentrar-se no moderno, no pronto, no que esta ali , de facil acesso, apenas a ser comprado e consumido. Cidadãos a mercê da modernidade que nos foi colocada de forma positiva , mas que afeta tanto, hoje em dia as diversas formas de manifestações intelectuais do ser. Com isso a Literatura de Cordel, foi utilizada por mim como forma de introdução cultural,como ferramenta de descoberta pessoal.
Os educandos foram preparados para uma descoberta , uma cultura,uma forma de manifestação, posterior a isso fomos descobrir , o que era , como surgiu e porque se tratava de uma literatura. O encantamento foi tamanho, o deslumbre o interesse pelo desconhecido aconteceu. Passamos então para a fruição dos folhetos, com isso os educando puderam ter acesso aos cordeis, a ler, escrever , entender, declamar e assim aconteceu. A descoberta foi intensa a satisfação pelo objeto desconhecido, só me fez como educadora, entender que os valores são colocados sempre, independente da epoca vivida, os limites fazem parte desses valores e as descobertas também.
O projeto foi aplicado durante 3 meses concecutivosa 74 educandos da 4ºserie do ensino fundamental, os mesmos desenvolveram o cordel, como trabalho final, apresentando todas as etapas do folheto, a xilogravura e por fim a apresentação pública no projeto CIRANDA de poesias de Londrina.
Fonte:http://www.literaturabrunacordel.blogspot.com/

GUARANÁ KUAT... ... NÃO bebam



ALERTA GERAL... ATENÇÃO GUARANÁ KUAT

A propaganda parou... Por que???????

Reparem... a propaganda quase não se vê mais na mídia... Por que será??? Estamos repassando o e-mail abaixo para conhecimento e prevenção, principalmente para aqueles Que bebem este Refrigerante: guaraná 'KUAT' Este e-mail está sendo repassado dentro do Hospital que trabalha uma pessoa amiga. Fato já está confirmado: Vinte e três pessoas já passaram pelo Hospital das Clinicas com um mesmo sintoma: falta de atividade renal e o aparecimento de tumores no reto. Todos os internados relataram o começo das dores e a conseqüente internação após ingerirem altas doses do Guaraná 'Kuat'. Pesquisas realizadas pelo renomado Instituto Fleury, apontaram grande quantidade de Fenofinol, almeido e Voliteral, substâncias tóxicas e que causam, respectivamente, a má atividade dos rins e câncer. Segundo Dr. Paulo José Teixeira, formado pela USP e Especialista em Toxicologia, as pessoas não devem ingerir mais o citado refrigerante. A Direção da Coca-Cola já assumiu sua culpa e prometeu indenizar os pacientes e todos aqueles que venham a se contaminar com o Guaraná.. Pelo amor de 'DEUS' Passem esta mensagem para frente. Pelo sim e pelo não, vamos tentar remediar enquanto há tempo. Lembre-se: Divulgar a todos de sua famíl ia, é a consciência de cada um que deve decidir, mas a nossa deve estar tranqüila.'




Jailson Alves da Silva


Engenheiro de Segurança do trabalho


CREA: 43.346/D

Como fazer uma boa redação?



Para se fazer um bom texto é necessário usar as técnicas corretas. Além de ter uma boa caligrafia (ou pelo menos legível), saber acentuação, pontuação, ortografia e saber argumentar o tema proposto, é preciso ser conhecedor das normas gramaticais e normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).
Algo comum no mundo dos concurseiros é o grande temor que há pela redação nas provas. Não muito raro, o candidato se sente preparado para a prova objetiva, enquanto para a subjetiva não. A única maneira eficaz de aprender a fazer uma boa redação é treinando fazer redação. Lembre-se: a prática leva a perfeição.
Um texto é composto de três partes essenciais: introdução, desenvolvimento e conclusão. O correto é haver um elo ligando essas partes, como se formassem a costura do texto. Na introdução é onde o tema abordado é apresentado, não deve ser muito extensa, aconselha-se que tenha apenas um parágrafo de quatro a seis linhas. O desenvolvimento é o “corpo” do texto, a parte mais importante dele. É onde quem escreve expõe seu ponto de vista e argumenta de uma forma lógica para que o leitor acompanhe seu raciocínio. Nesta parte do texto faz-se uso de no mínimo dois parágrafos. A conclusão é o fechamento. Onde o ponto de vista e possíveis soluções são defendidas. Mas, é válido lembrar que introdução, desenvolvimento e conclusão são ligados e dependentes entre si para que a coesão e coerência textual sejam mantidas e o texto faça sentido.
Abaixo segue algumas dicas para redigir um bom texto:
 Leia muito, a leitura enriquece o vocabulário, você olha visualmente as palavras e envia para a sua memória a forma correta de escrita das palavras;
 Escreva muito. Escreva em diários, faça poemas, copie receitas, utilize o recurso da escrita até mesmo para tornar a letra mais legível e bonita;
 Treine fazer redação com temas que poderão ser relacionados com prova de concurso que irá fazer. Ou faça com temas da atualidades, notícias constantes nos meios de comunicação;
 Seja crítico de si mesmo, revise os textos de treino, retire os excessos, deixe seu texto “enxuto”.
 Cronometre o tempo que é gasto nas suas redações de treino e tente sempre diminuir o tempo gasto na próxima;
 Não faça parágrafos prolongados;
 Não ultrapasse as margens nem o limite de linhas estabelecidas na prova;
 Seja objetivo; O que você gastaria três parágrafos para escrever tente colocar apenas em um;
 Mantenha o mesmo padrão de letra do início ao fim do texto. Não inicie com letras legível e arredondada, por exemplo, e termine com ela ilegível e “apressada”, isso dará uma péssima impressão para o examinador da banca quando for ler;
 Não faça marcas, rabiscos, não suje e nem amasse sua redação; Tenha o máximo de asseio possível;
 Faça as redações de provas anteriores do concurso que você prestará;
 Fique focado no enunciado do que a banca está pedindo, não redija um texto lindo, mas que está totalmente fora do tema. Nunca fuja do tema proposto;
 Na introdução faça uma pequena abordagem, apresentação inicial, no desenvolvimento exponha suas idéias de forma clara, argumente e, por fim, na conclusão, feche o texto retomando o foco do texto e se posicionando em relação ao assunto. Nunca inverta as ordens entre introdução, desenvolvimento e conclusão;
 Use sinônimos, evite repetir as mesmas palavras;
 Tenha seus argumentos fundamentados. Seja coeso e coerente;
 Tenha domínio sobre pontuação e acentuação;
 Saiba colocar suas idéias no papel de forma que outros possam ler e entender realmente o que você quis dizer;