Fevereiro 24, 2009

A nova esquerda e a política caricatural das vanguardas



Caricatura é um desenho de pessoa real em que são enfatizados e exagerados as características da pessoa, com o objetivo de criar uma imagem humorística.

Em política, o exagero e a distorção da realidade é o que se pode chamar de caricatura política.

No desenho caricatural, o objetivo é criar humor, ás vezes com certa dose de maldade. Assim, os defeitos faciais são exagerados, narizes se tornam narigões, dentes, dentões.

Nas caricatura política, o que se distorce são as idéias. Aqui, o objetivo é forjar uma imagem, para o bem ou para o mal , muitas vezes usando uma lógica falsa e exagerada. E como, em política eleitoral, o que vale é a imagem, uma boa campanha baseada nesses traços exagerados pode surtir efeito.

Assim, Collor foi eleito com a imagem de “caçador de marajás”. E no ideário popular, “todo político, até prova em contrário, é ladrão”, imagem que se formou ao longo dos muitos anos e das ditaduras tão propícias ao autoritarismo e a apropriação dos bens públicos sem maiores explicações, reforçadas pelo “rouba mas faz’ do populismo democrático eleitoreiro. Além disso, há uma desproporção tão grande entre os proventos dos políticos e os salários da população, que está só pode fantasiar uma paraíso de dinheiro e vantagens no mandato dos políticos.

Mas, de fato, ainda que saibamos que “a ocasião faz o ladrão”, sabemos, também, que nem todo político é ladrão.

Mas podemos afirmar que quase todo artigo sobre política é caricatural e, solertemente, pretende trabalhar, positiva ou negativamente, a imagem dos políticos em pauta.

Veja-se o seguinte comentário, feito por eminente articulista a um artigo meu:

“”Jacques, para um lugar que foi colonizado durante muitos anos, fez de Maluf o deputado federal mais votado, Clodovil o segundo, Roberto Jéfferson herói, Gil Ministro da Cultura, que fez de Severino o presidente da casa federal de leis, Renan inocente, o dono do castelo julgador da ética parlamentar... Hoje em dia, a sujeita assaltante de bancos dedicada à guerrilha no passado, passa por uma rotina de funilaria facial, em campanha, trepada nos palanques nordestinos dos eleitorais bolsas-miséria, "falam" em lei federal do auxílio-barriga que criará após as próximas eleições . Parece brincadeira, mas funcionará da seguinte forma: constatada a gravidez de meninas que não possuem condições de criar a criança, receberá o bolsa-cabeça chata. Prometem uma bolsa cabeça-chata e pedem a opinião sobre o presidente. Não dá outra, é aprovação na certa. O negócio é “fazer” filho que o governo banca. Esse é o incentivo federal, e que ninguém faça “apologia” ao uso do preservativo. Abraços
Enviado por ------------- em 24/02/2009 07:22
para o texto: COMO DERROTAR LULA (T971855) “”

Neste pequeno período, as idéias ferinas pululam, sem trocadilho, e tem-se uma verdadeira aula de caricaturismo político. Mas análise política, de fato não se tem.

Pois é muito mais fácil construir ou desconstruir imagens do que se fazer a análise competente de fatos em relação ás forças políticas vigentes.

Mas, os resultados de eleições recentes demonstram que tais métodos não estão mais funcionando em termos de votos obtidos.

O que leva-nos a refletir sobre a necessidade de fazer a abordagem dos temas políticos de uma forma mais séria e isenta do caricaturismo e dos preconceitos.

E que mesmo a nova esquerda precisa se livrar da imagem de eterna salvadora da pátria que está eternamente se afundando. Ou será o mundo?
Jacques Levin
Fonte:http://recantodasletras.uol.com.br/artigos/1454865

Fevereiro 15, 2009

Cores que alteram a cognição



Que cores usar em logomarcas, embalagens ou estabelecimentos para conquistar mais clientes? A questão é constante preocupação entre profissionais de propaganda e marketing. Para a psicologia cognitiva, o assunto não é tão simples. Não é possível dizer, de modo geral, que tal cor influencia tal habilidade cognitiva porque, como indica uma pesquisa que acaba de ser publicada na revista Science, tudo depende da natureza da tarefa.

Pesquisadores da Universidade da Columbia Britânica, Canadá, se debruçaram sobre duas cores: o vermelho e o azul. Eles avaliaram o desempenho de cerca de 600 voluntários em seis testes cognitivos que exigiam atenção aos detalhes e criatividade, sendo que a maioria deles foi realizada no computador. Os resultados mostraram que o vermelho melhorou a performance nos testes orientados a detalhe, por exemplo, a revisão de textos. Já o azul estimulou a criatividade dos participantes na resolução de problemas.

Os autores explicam que essas variações são causadas por motivações inconscientes aprendidas – e não inatas. “Por causa dos sinais de trânsito e da caneta vermelha usada para corrigir as lições escolares, por exemplo, associamos o vermelho com erros, perigo e precaução”, diz Juliet Zhu, coordenadora do estudo. Em compensação, o azul sugere a tranqüilidade do céu ou do mar, o que passa segurança e nos encoraja a pensar de forma menos organizada, o que favorece os insights, segundo a pesquisadora.

Mas como esses resultados podem ser aproveitados nas estratégias de marketing? Um dos seis testes realizados analisou especificamente essa questão. Usando produtos fictícios, os cientistas investigaram a receptividade dos participantes a embalagens e rótulos de certos produtos.

Ter o vermelho como cor de fundo de uma embalagem fez com que as pessoas julgassem mais favoráveis os itens cujo texto publicitário informava detalhes técnicos de aspecto negativo. Já o azul, favoreceu produtos que traziam mensagens criativas mais positivas. Um exemplo específico: houve maior receptividade a uma marca fictícia de creme dental que exibia a mensagem “previne cáries” quando a embalagem tinha fundo vermelho, ao passo que textos como “sorriso mais branco” foram mais bem recebidos quando apresentados sobre o azul.
Fonte: http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/cores_que_alteram_a_cognicao.html

Fevereiro 10, 2009

Videogames tornam vida social ruim, diz estudo



Um estudo realizado pela Brigham Young University, uma instituição norte-americana, afirma que os videogames são a porta de entrada para relações familiares ruins e hábitos sociais pobres.

O estudo foi conduzido com 813 estudantes universitários daquele País, recolhendo informações sobre seus hábitos com videogames e quanto tempo se gasta com as relações familiares e amigos e o nível de afeto envolvido.


A condução do estudo foi elaborada por Alex Jensen e sua mentora Laura Walker, que possui um Nintendo Wii na família. Os resultados do estudo serão publicados no Journal of Youth and Adolescence.


É possível que jovens adultos se retirem de envolvimentos sociais importantes para jogar videogame, ou que pessoas com relações já complicadas tentem buscar outras formas de gastar seu tempo, afirma Laura Walker em um depoimento. Minha opinião é que acontece os dois e isso se torna cíclico.


Jensen revela que está curioso sobre o impacto que os resultados terão nos casais jovens, já que três em cada quatro homens contra quase uma em cada cinco mulheres jogam videogames.


O desequilíbrio de gênero levanta a questão de quando perseguir uma pontuação maior será mais interessante que passar um tempo com uma namorada ou esposa, diz Jensen em um depoimento.

Fonte:http://br.tecnologia.yahoo.com/article/27012009/78/tecnologia-videogames-tornam-vida-social-ruim.html

Fevereiro 09, 2009

O que é ser EMO?



Emo (abreviação do inglês emotional hard core) é um gênero de música. O termo foi originalmente dado às bandas do cenário punk de Washington, DC que tocavam um estilo mais emotivo que o normal.Existem várias lendas que tentam explicar a origem do termo emo, mas uma das que mais prevalece é de que num dos primeiros shows em Washington, DC um fã gritou "You´re emo!" (Você é emo!) para uma banda (os mitos variam bastante quanto a banda em questão, sendo provavelmente o Embrace ou o Rites of Spring).O gênero (ou pelo menos o clássico estilo de Washington, o DC sound) primeiramente explorado por bandas como Faith, Rites of Spring e Embrace tem suas raízes no punk rock. Talvez a maior influência do gênero seja a banda Hüsker Dü de Minneapolis cujo álbum, Zen Arcade, proveu a marca registrada das primeiras bandas emo: música complexa com vocais intensos e estruturação introspectiva.O próximo passo na evolução do gênero veio em 1982 e durou até 1992 com as bandas Indian Summer, Moss Icon, Policy of Three, Still Life e Navio Forge. A dinâmica calmo/gritado ("quiet/loud") freqüentemente ouvida em bandas recentes tais como Seatia e Thursday tiveram suas raízes nestas bandas.
No que diz respeito a voz, essas bandas intensificaram o estilo emocore. Muitas delas sempre fizeram uso de berros e gritos durante a apresentação, e motivo para muitos fãs de hardcore depreciarem os fãs de emo como "molengas"¹ ("wimps", "weaklings").Assim como foi infundida uma nova intensidade para o emocore, o emotional hardcore levou essa intensidade a um nível extremo.
A cena teve início entre 1991 e 1992 com as bandas Heroin, Portraits of Past e Antioch Arrow que tocavam um estilo caótico, com vocais abrasivos e passionais².Após a supervalorização inicial da intensidade e da sonoridade caótica, o emotional hardcore sofreu um processo de "desacelaração". As bandas Sunny Day Real Estate e Mineral, por exemplo, misturaram o estilo do Rites of Spring com a inovação pós-hardcore do Fugazi num ritmo mais lento e fraco.Hoje em dia o termo emo continua ambíguo. Com o sucesso de bandas como The Get up Kids, Jimmy Eat World e The Promise Ring, o mainstream ficou interessado no gênero rotulando bandas de indie-rock como emo.
O rótulo começou a agregar muitas bandas guitar que emergiam do cenário underground e bandas como Thursday e Taking Back Sunday começaram a ter o mesmo status que Dashboard Confessionals e New Amsterdams.Nota-se uma nova tendência emo em abandonar o punk distorcido em favor de calmos violões. Expoentes dessa vertente hoje são a banda 'Bright Eyes' e os artistas com trabalhos lançados pela gravadora Saddle Creek Records.Na cultura alternativa diz-se que alguém é ou está emo quando demonstra muita sensibilidade (em geral, uma tendência à depressão).
A mais famosa banda emo do mundo é o Simple Plan, e seguindo suas tendências destacam-se as bandas Good Charlotte, My Chemical Romance dentre varias outras com menor destaque.
Influenciou também uma moda de adolescentes caracterizada não somente pela música, mas também pelo comportamento geralmente emotivo e tolerante, e também pelo visual, que consiste em geral em trajes pretos e franjas do cabelo caídas sobre os olhos.
fonte: wikipedia

Fevereiro 05, 2009

Alerta sobre DROGAS



Tudo começou quando eu tinha uns 14 anos e um amigo chegou com aquele papo de "experimenta, depois, quando você quiser, é só parar..." e eu fui na dele.
Primeiro ele me ofereceu coisa leve, disse que era de "raiz", "da terra", que não fazia mal, e me deu um inofensivo disco do "Chitãozinho e Xororó" e em seguida um do "Leandro e Leonardo".
Achei legal, coisa bem brasileira; mas a parada foi ficando mais pesada, o consumo cada vez mais freqüente, comecei a chamar todo mundo de "Amigo" e acabei comprando pela primeira vez. Lembro que cheguei na loja e pedi:
- Me dá um CD do Zezé de Camargo e Luciano.
Era o princípio de tudo!
Logo resolvi experimentar algo diferente e ele me ofereceu um CD de Axé.
Ele dizia que era para relaxar; sabe, coisa leve... "Banda Eva", "Cheiro de Amor", "Netinho", etc. Com o tempo, meu amigo foi oferecendo coisas piores: "É o Tchan", "Companhia do Pagode", "Asa de Águia" e muito mais.
Após o uso contínuo eu já não queria mais saber de coisas leves, eu queria algo mais pesado, mais desafiador, que me fizesse mexer a bunda como eu nunca havia mexido antes, então, meu "amigo" me deu o que eu queria, um CD do "Harmonia do Samba".
Minha bunda passou a ser o centro da minha vida, minha razão de existir.
Eu pensava por ela, respirava por ela, vivia por ela! Mas, depois de muito tempo de consumo, a droga perde o efeito, e você começa a querer cada vez mais, mais, mais...
Comecei a freqüentar o submundo e correr atrás das paradas. Foi a partir daí que começou a minha decadência.
Fui ao show de encontro dos grupos "Carametade" e "Só pra Contrariar", e até comprei a Caras que tinha o "Rodriguinho" na capa. Quando dei por mim, já estava com o cabelo pintado de loiro, minha mão tinha crescido muito em função do pandeiro, meus polegares já não se mexiam por eu passar o tempo todo fazendo sinais de positivo.
Não deu outra: entrei para um grupo de Pagode. Enquanto vários outros viciados cantavam uma "música" que não dizia nada, eu e mais 12 infelizes dançávamos alguns passinhos ensaiados, sorriamos e fazíamos sinais combinados.
Lembro-me de um dia quando entrei nas Lojas Americanas e pedi a coletânea "As Melhores do Molejão". Foi horrível!!! Eu já não pensava mais!!! Meu senso crítico havia sido dissolvido pelas rimas "miseráveis" e letras pouco arrojadas.
Meu cérebro estava travado, não pensava em mais nada. Mas a fase negra ainda estava por vir.
Cheguei ao fundo do poço, no limiar da condição humana, quando comecei a escutar "Popozudas", "Bondes", "Tigrões" e "Tapinhas". Comecei a ter delírios, a dizer coisas sem sentido.
Quando saía à noite para as festas pedia tapas na cara e fazia gestos obscenos.
Fui cercado por outros drogados, usuários das drogas mais estranhas; uns nobres queriam me mostrar o "caminho das pedras", outros extremistas preferiam o "caminho dos templos".
Minha fraqueza era tanta que estive próximo de sucumbir aos radicais e ser dominado pela droga mais poderosa do mercado: a droga limpa.
Hoje estou internado em uma clínica. Meus verdadeiros amigos fizeram a única coisa que poderiam ter feito por mim. Meu tratamento está sendo muito duro: doses cavalares de Rock, muita MPB, Progressivo e Blues. Mas o meu médico falou que é possível que tenha que recorrer ao Jazz e até a Mozart e Bach como medida extrema; isso asseguraria minha total recuperação.
Queria aproveitar a oportunidade e aconselhar as pessoas a não se entregarem a esse tipo de droga. Os traficantes só pensam no dinheiro. Eles não se preocupam com a sua saúde, por isso tapam sua visão para as coisas boas e te oferecem drogas.
Se você não reagir, vai acabar drogado: alienado, inculto, manobrável, consumível, descartável e distante; vai perder as referências e definhar mentalmente.
Em vez de encher a cabeça com porcaria, pratique esportes e, na dúvida, se não puder distinguir o que é droga ou não, faça o seguinte: não ligue a TV no domingo à tarde; não escute nada que venha de Goiânia ou do interior de São Paulo; não entre em carros com adesivos "Fui", "Chique no Urtimo", "É Nóis na Fita"...se te oferecerem um CD, procure saber se o suspeito apareceu no Sabadão do Gugu.
Não compre nenhum CD que tenha mais de 6 pessoas na capa.
Não vá a shows em que os suspeitos façam gestos ensaiados; não compre nenhum CD que a capa tenha nuvens ao fundo; não compre qualquer CD que tenha vendido mais de 1 milhão de cópias no Brasil; e não escute nada que o autor não consiga uma concordância verbal mínima. Mas, principalmente, duvide de tudo e de todos. A vida é bela! Eu sei que você consegue!
Diga não às drogas!


Enviado por: Daniela Souza

Fevereiro 03, 2009



Todos os aparelhos comercializados no Brasil têm seus níveis de Taxa de Absorção Específica (ou Specific Absorption Rate -SAR- em inglês)medidos, de acordo com regra da Anatel.

RADIAÇÃO NO CELULAR

O QUE É A RADIAÇÃO?
SEGURANÇA GARANTIDA
COMO É O TESTE DE RADIAÇÃO?
OS CAMPEÕES NACIONAIS
A norma estabelece o limite de radiação de aparelhos celulares. Ele é dado pelo máximo de aquecimento que o corpo tolera ao entrar em contato com as ondas eletromagnéticas do aparelho. O limite de radiação que esses aparelhos podem emitir, fica em 2 W/kg, medidos em 1 grama de tecido.

Você pode encontrar a informação sobre o SAR de um aparelho facilmente, tanto em seu manual como no site do fabricante.

Para quem realiza os testes, não é necessário ficar paranóico em relação ao SAR de seu aparelho. "Há um fator de correção de 50 vezes", explica Marco Antônio Strobino do INPE. Isso quer dizer, na prática, que o nível de SAR seguro precisa estar abaixo de 100W/kg. Assim, qualquer aparelho que esteja dentro do límite estabelecido pela Anatel é totalmente sem riscos.

Abaixo você encontra uma lista com os dez modelos vendidos no mercado brasileiro com maior taxa de emissão de radiação. Todos eles estão adequados ao limite estabelecido pela Anatel e pelas recomendações feitas pela Organização Mundial de Saúde:


Os dez aparelhos com maior taxa de radiação no Brasil
Fabricante Modelo SAR (W/kg)
HTC HTC Touch Dual P5530 1,834
Apple A1241 (iPhone) 1,68
LG MD120 1,62
Huawei C218 1,61
LG LG-BX7000 1,56
Motorola V3690 1,55
Motorola V8160 1,51
Samsung SCH-N375 1,47
Motorola C331 (T) e C332 (T) 1,47
Motorola 182c 1,47


O modelo HTC Touch Dual P5530 é o maior emissor de radiação, com um SAR de 1,834 W/kg. Em segundo lugar, está o A1241 da Apple —o popular iPhone. A Motorola é a empresa que mais aparece na lista, mas outros fabricantes não ficam de fora, há dois modelos da LG, um da Samsung e um da Huawei.
Fonte: http://tecnologia.uol.com.br/celulares-telefonia/ultnot/2009/01/30/ult6061u17.jhtm

Fevereiro 02, 2009

Escrever de verdade


Para produzir textos de qualidade, seus alunos têm de sabero que querem dizer, para quem escrevem e qual é o gênero que melhorexprime essas ideias. A chave é ler muito e revisar continuamente.

Narração, descrição e dissertação. Por muito tempo, esses três tipos de texto reinaram absolutos nas propostas de escrita. Consenso entre professores, essa maneira de ensinar a escrever foi uma das principais responsáveis pela falta de proficiência entre nossos estudantes. O trabalho baseado nas famosas composições e redações escolares tem uma fragilidade essencial: ele não garante o conhecimento necessário para produzir os textos que os alunos terão de escrever ao longo da vida. “Nessa antiga abordagem, ninguém aprendia a considerar quem seriam os leitores. Por isso, não havia a ref lexão sobre a melhor estratégia para colocar uma ideia no papel”, resume Telma Ferraz Leal, da Universidade Federal de Pernambuco.

Para aproximar a produção escrita das necessidades enfrentadas no dia-a-dia, o caminho atual é enfocar o desenvolvimento dos comportamentos leitores e escritores. Ou seja: levar a criança a participar de forma eficiente de atividades da vida social que envolvam ler e escrever. Noticiar um fato num jornal, ensinar os passos para fazer uma sobremesa ou argumentar para conseguir que um problema seja resolvido por um órgão público: cada uma dessas ações envolve um tipo de texto com uma finalidade, um suporte e um meio de veiculação específicos. Conhecer esses aspectos é condição mínima para decidir, enfim, o que escrever e de que forma fazer isso. Fica evidente que não são apenas as questões gramaticais ou notacionais (a ortografia, por exemplo) que ocupam o centro das atenções na construção da escrita, mas a maneira de elaborar o discurso (leia o quadro abaixo).

Expectativas de aprendizagem
No que se refere à escrita, é importante que, no fim do 5º ano, o aluno saiba:
■ Re-escrever e/ou produzir textos de autoria utilizando procedimentos de escritor: planejar o que vai escrever considerando a intencionalidade, o interlocutor, o portador e as características do gênero; fazer rascunhos; reler o que está escrevendo, tanto para controlar a progressão temática como para melhorar outros aspectos – discursivos ou notacionais – do texto.
■ Revisar escritas (próprias e de outros), em parceria com os colegas, assumindo o ponto de vista do leitor com intenção de evitar repetições desnecessárias (por meio de substituição ou uso de recursos da pontuação); evitar ambiguidades, articular partes do texto, garantir a concordância verbal e a nominal.
■ Revisar textos (próprios e de outros) do ponto de vista ortográfico. Ao concluir o 9º ano, o estudante precisa estar apto também a:
■ Compreender e produzir uma variedade de textos, tendo em conta os padrões que os organizam e seus contextos de produção e recepção.
■ Utilizar todos os conhecimentos gramaticais, normativos e ortográficos em função da otimização de suas práticas sociais de linguagem.
■ Exercer sobre suas produções e interpretações uma tarefa de monitoramento e controle constantes.
■ Interpretar e produzir textos para responder às demandas da vida social enquanto cidadão.

Fonte: Secretaria de Estado de Educação de São Paulo e Diseño Curricular de la Educación Secundaria da Província de Buenos Aires, Argentina

Há outro ponto fundamental nessa transformação das atividades de produção de texto: quem vai ler. E, nesse caso, você não conta. “Entregar um texto para o professor é cumprir tarefa”, argumenta Fernanda Liberali, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. “Escrever não é fácil. Para que o aluno fique estimulado com a proposta, é preciso que veja sentido nisso.” O objetivo é fazer com que um leitor ausente no momento da produção compreenda o que se quis comunicar – e esse desafio requer diferentes aprendizagens.

O primeiro passo é conhecer os diversos gêneros. Mas é preciso atenção: isso não significa que os recursos discursivos, textuais e linguísticos dos contos de fadas e da reportagem, por exemplo, sejam conteúdos a apresentar aos alunos sem que eles os tenham identificado pela leitura, como ressalta Delia Lerner no livro Ler e Escrever na Escola. Um primeiro risco é o de cair na tentação de transmitir verbalmente as diferentes estruturas textuais. De acordo com a pesquisadora em didática, cabe a todo professor permitir que as crianças adquiram os comportamentos do leitor e do escritor pela participação em situações práticas e não “por meras verbalizações”.

Ensinar a produzir textos nessa perspectiva prevê abordar três aspectos principais: a construção das condições didáticas, a revisão e a criação de um percurso de autoria, como se pode ver a seguir.

Os textos redigidos em classe precisam de um destinatário
“Escreva um texto sobre a primavera.” Quem se depara com uma proposta como essa imediatamente deveria se fazer algumas perguntas. Para quê? Que tipo de escrita será essa? Quem vai lê-la? Certas informações precisam estar claras para que se saiba por onde começar um texto e se possa avaliar se ele condiz com o que foi pedido. Nas pesquisas didáticas de práticas de linguagem, essas delimitações denominam-se condições didáticas de produção textual. No que se refere ao exemplo citado, fica difícil responder às perguntas, já que esse tipo de redação não existe fora da escola, ou seja, não faz parte de nenhum gênero.

De acordo com Bernard Schneuwly e Joaquim Dolz, o trabalho com um gênero em sala de aula é o resultado de uma decisão didática que visa proporcionar ao aluno conhecê-lo melhor, apreciá-lo ou compreendê-lo para que ele se torne capaz de produzi-lo na escola ou fora dela. No artigo Os Gêneros Escolares – Das Práticas de Linguagem aos Objetos de Ensino, os pesquisadores suíços citam ainda como objetivo desse trabalho desenvolver capacidades transferíveis para outros gêneros.

Para que a criança possa encontrar soluções para sua produção, ela precisa ter um amplo repertório de leituras. Essa possibilidade foi dada à turma de 9º ano da professora Maria Teresa Tedesco, do Centro de Educação e Humanidades Instituto de Aplicação Fernando Rodrigues da Silveira – conhecido como Colégio de Aplicação da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Procurando desenvolver a leitura crítica de textos jornalísticos e o conhecimento das estruturas argumentativas na produção textual, ela propôs uma atividade permanente: a cada semana, um grupo elegia uma notícia e expunha à turma a forma como ela tinha sido tratada nos jornais. Depois, seguia-se um debate sobre o tema ou a maneira como as reportagens tinham sido veiculadas.

Paralelamente, os estudantes tiveram contato com textos de finalidades comunicativas diversas no jornal, como cartas de leitores, editoriais, artigos opinativos e horóscopo. “O objetivo era que eles analisassem os materiais, ref letissem sobre os propósitos de cada um e adquirissem um repertório discursivo e linguístico”, conta Maria Teresa, que lançou um desafio: produzir um jornal mural.

Na hora de iniciar uma produção escrita, todo estudante precisa saber o quê, para quê e para quem vai escrever. Só então se define a forma do texto, que precisa ser entendido pelo leitor

A proposta era trabalhar com textos opinativos, como os editoriais. Para que a escrita ganhasse sentido, ela avisou que o jornal seria afixado no corredor e que toda a comunidade escolar teria acesso a ele. Os assuntos escolhidos tratavam das principais notícias do momento, como o surto de dengue no Rio de Janeiro e a discussão sobre a maioridade penal. Com as características do gênero já discutidas e frescas na memória, todos passaram à produção individual.

A primeira versão foi lida pela professora. “Sempre havia observações a fazer, mas eu deixava que os próprios meninos ajudassem a identificar as fragilidades”, diz Maria Teresa. Divididos em pequenos grupos, os alunos revisaram a produção de um colega, escrevendo um bilhete para o autor com sugestões e avaliando se ela estava adequada para publicação. Eram comuns comentários como “argumento fraco”, “pouco claro” e “falta conclusão”, demonstrando o repertório adquirido com a leitura dos modelos.

“Envolver estudantes de 6º a 9º ano na produção textual é um grande desafio”, ressalta Roxane Rojo, da Universidade Estadual de Campinas. “Muitas vezes, eles tiveram de produzir textos sem função comunicativa durante a escolaridade inicial e, por acreditarem que escrever é uma chatice, são mais resistentes.” Atenta, Maria Teresa soube driblar esse problema. Percebendo que a turma andava inquieta com a proibição por parte da direção do uso de short entre as meninas, a professora fez disso tema de um editorial do jornal mural – a produção foi uma das melhores propostas do projeto.

“Para que alguém se coloque na posição de escritor, é preciso que sua produção tenha circulação garantida e leitores de verdade”, diz Roxane. E todos saberiam a opinião do aluno sobre a questão, inclusive a diretoria. “Só assim ele assume responsabilidade pela comunicação de seu pensamento e se coloca na posição do leitor, antecipando como ele vai interpretá- lo.” A argumentação da garotada foi tão bem estruturada que a diretoria resolveu voltar atrás e liberar mais uma vez o uso da roupa entre as garotas.

A criação de condições didáticas nas propostas para as turmas de 1º a 5º ano segue os mesmos preceitos utilizados pela professora Maria Teresa. “Em qualquer série, como na vida, produzir um texto é resolver um problema”, ensina Telma Ferraz Leal. “Mas para isso é preciso compreender quais são os elementos principais desse problema.”

Revisão vai além da ortografia e foca os propósitos do texto
Produzir textos é um processo que envolve diferentes etapas: planejar, escrever, revisar e re-escrever. Esses comportamentos escritores são os conteúdos fundamentais da produção escrita. A revisão não consiste em corrigir apenas erros ortográficos e gramaticais, como se fazia antes, mas cuidar para que o texto cumpra sua finalidade comunicativa. “Deve-se olhar para a produção dos estudantes e identificar o que provoca estranhamento no leitor dentro dos usos sociais que ela terá”, explica Fernanda Liberali.

Com a ajuda do professor, as turmas aprendem a analisar se ideias e recursos utilizados foram eficazes e de que forma o material pode ser melhorado. A sala de 3º ano de Ana Clara Bin, na Escola da Vila, em São Paulo, avançou muito com um trabalho sistemático de revisão. Por um semestre, todos se dedicaram a um projeto sobre a história das famílias, que culminou na publicação de um livro, distribuído também para os pais. Dentro desse contexto, Ana Clara propôs a leitura de contos em que escritores narram histórias da própria infância.

Os estudantes se envolveram na reescrita de um dos contos, narrado em primeira pessoa. Eles tiveram de re-escrevê- lo na perspectiva de um observador – ou seja, em terceira pessoa. A segunda missão foi ainda mais desafiadora: contar uma história da infância dos pais. Para isso, cada um entrevistou familiares, anotou as informações colhidas em forma de tópicos e colocou tudo no papel.

Ana Clara leu os trabalhos e elegeu alguns pontos para discutir. “O mais comum era encontrar só o relato de um fato”, diz. “Recorremos, então, aos contos lidos para saber que informações e detalhes tornavam a história interessante e como organizá-los para dar emoção.” Cada um releu seu conto, realizou outra entrevista com o parente-personagem e produziu uma segunda versão.

Tiveram início aí diferentes formas de revisão – análise coletiva de uma produção no quadro-negro, revisão individual com base em discussões com o grupo e revisões em duplas – realizadas dias depois para que houvesse distanciamento em relação ao trabalho. A primeira proposta foi a “revisão de ouvido”. Para realizá-la, Ana Clara leu em voz alta um dos contos para a turma, que identificou a omissão de palavras e informações. A professora selecionou alguns aspectos a enfocar na revisão: ortografia, gramática e pontuação. “Não é possível abordar de uma só vez todos os problemas que surgem”, completa Telma.

O objetivo do aluno ao fazer a revisão de texto é conseguir que ele comunique bem suas ideias e se ajuste ao gênero. Isso tem de ser feito tanto durante a produção como ao fim dela

Quando a classe de Ana Clara se dividiu em duplas, um de seus propósitos era que uns dessem sugestões aos outros. A pesquisadora argentina em didática Mirta Castedo é defensora desse tipo de proposta. Para ela, as situações de revisão em grupo desenvolvem a ref lexão sobre o que foi produzido por meio justamente da troca de opiniões e críticas. “Revisar o que os colegas fazem é interessante, pois o aluno se coloca no lugar de leitor”, emenda Telma. “Quando volta para a própria produção e faz a revisão, a criança tem mais condições de criar distanciamento dela e enxergar fragilidades.”

Um escritor proficiente, no entanto, não faz a revisão só no fim do trabalho. Durante a escrita, é comum reler o trecho já produzido e verificar se ele está adequado aos objetivos e às ideias que tinha intenção de comunicar – só então planeja- se a continuação. E isso é feito por todo escritor profissional.

A revisão em processo e a final são passos fundamentais para conseguir de fato uma boa escrita. Nesse sentido, a maneira como você escreve e revisa no quadro-negro, por exemplo, pode colaborar para que a criança o tome como modelo e se familiarize com o procedimento. Sobre o assunto, Mirta Castedo escreve em sua tese de doutorado: “Os bons escritores adultos (...) são pessoas que pensam sobre o que vão escrever, colocam em palavras e voltam sobre o já produzido para julgar sua adequação. Mas, acima de tudo, não realizam as três ações (planejar, escrever e revisar) de maneira sucessiva: vão e voltam de umas a outras, desenvolvendo um complexo processo de transformação de seus conhecimentos em um texto”.

Ser autor exige pensar no enredo e na estrutura
O terceiro aspecto fundamental no trabalho de produção textual é garantir que a criança ganhe condições de pensar no todo. Do enredo à forma de estruturar os elementos no papel: é preciso aprender a dar conta de tudo para atingir o leitor. Esse processo denomina-se construção de um percurso de autoria e se adquire com tempo, prática e ref lexão.

Os estudos em didática das práticas de linguagem fizeram cair por terra o pensamento de que a redação com tema livre estimula a criatividade. Hoje sabe-se que depois da alfabetização há ainda uma longa lista de aprendizagens. Foi considerando a complexidade desse processo que Edileuza Gomes dos Santos, professora da EM de Santo Amaro, no Recife, desenvolveu um projeto de produção de fábulas com a 3ª série.

Ela deu início ao trabalho investindo na ampliação do repertório dentro desse gênero literário. Só assim foi possível observar regularidades na estrutura discursiva e linguística, como o fato de que os animais são os protagonistas. “Escolhi esse gênero porque ele tem começo, meio e fim bem marcados, algo que eu queria desenvolver na produção da garotada.”

Para que o jovem seja capaz de elaborar um texto com as próprias ideias e dentro das características de um gênero, é preciso que desenvolva um percurso de autoria

A primeira proposta foi o reconto oral de uma fábula conhecida. “Isso envolve organizar ideias e pode ser uma forma de planejar a escrita”, endossa Patricia Corsino, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Quando já dominamos todas as informações de uma narrativa, podemos focar apenas na forma de expor os elementos – mas esse é um grande desafio no início da escolaridade.

Na turma de Edileuza, as propostas seguintes foram a re-escrita individual e a produção de versões de fábulas conhecidas com modificações dos personagens ou do cenário. Aos poucos, todos ganharam condições de inventar situações. A professora percebeu que a turma não entendia bem o sentido da moral da história. Pediu, então, uma pesquisa sobre provérbios e seu uso cotidiano.

Com essa compreensão e um repertório de ditados populares, Edileuza sugeriu a criação de uma fábula individual. Ela discutiu com o grupo que elas geralmente têm como protagonistas inimigos tradicionais (cão e gato ou gato e rato, por exemplo). Estava colocada a primeira restrição para a produção. Em seguida, a classe relembrou alguns provérbios que poderiam ser escolhidos como moral nas histórias criadas.

Desde o início, todos sabiam que as produções seriam lidas por estudantes de outra escola, o que serviu de estímulo para bolar tramas envolventes. “Há uma diferença entre escrever textos com autonomia – obedecendo à estrutura do gênero, sem problemas ortográficos ou de coerência – e se tornar autor”, diz Patrícia Corsino. “No primeiro caso, basta aprender as características do gênero e conhecer o enredo, por exemplo. No segundo, é preciso desenvolver ideias.” Para chegar lá, a interação com professores e colegas e o acesso a um repertório literário são fundamentais.

Do 6º ao 9º ano, o processo de construção da autoria pode exigir desafios que sejam cada vez mais complexos: a elaboração de tensões na narrativa ou a participação em debates para desenvolver a argumentação, como fez a professora Maria Teresa, do Rio de Janeiro. “A re-escrita, primeiro passo para a construção da autoria, pode vir com propostas de produção de paródias, no caso dos maiores, que exigem mais elaboração por parte das turmas”, diz Roxane Rojo. Uma boa forma de fazer circular textos nessa fase são os meios digitais, como blogs e a própria página do colégio na internet. Os jovens podem se responsabilizar por todas as etapas de produção, inclusive pela publicação, o que os estimula a aprimorar a escrita. Levar os estudantes a se expressar cada vez melhor, afinal, deve ser o objetivo de todo professor.

Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/

O mundo é de quem faz!



"Um bom lugar para ver e ser visto"; "O mundo é de quem faz". Essas frases, a primeira escrita em um guia de bares e restaurantes e a segunda em uma peça publicitária veiculada em televisão, retratam e condensam bem o estilo de viver que adotamos. O importante hoje é ter visibilidade, fazer e acontecer, ter liberdade absoluta e poder ilimitado. Esse é o mundo adulto que construímos tijolo por tijolo e no qual vivemos.

É nesse mesmo mundo a que os jovens foram introduzidos e onde vivem com algumas vantagens em relação aos adultos, entre elas o domínio íntimo e rápido das novas tecnologias e, principalmente, a posse da juventude de verdade. Sim, são eles que têm o poder da juventude, juventude esta que nós nos dedicamos tanto a mimetizar. Ao lado das vantagens, porém, eles vivem com inúmeras desvantagens em relação a nós.

Bem ou mal, querendo ou não, somos adultos e sabemos a diferença entre o certo e o errado, entre o digno e o indigno. Eles ainda não. Temos condição de fazer previsões. Eles ainda não. Temos autonomia para administrar nossa vida, sabemos que para escolher é preciso renunciar, podemos proteger nossa intimidade. Eles ainda não. Deveriam ter aprendido, mas quem esteve disponível para ensiná-los?

Adolescência é tempo de amadurecer. Mas, para garantir que a nossa juventude disfarçada não seja ameaçada, temos impedido que os adolescentes amadureçam. Temos preferido que eles voltem a brincar, como se vivessem a primeira infância.

Enchemos nossos filhos de brinquedos sofisticados e os mandamos para as festas regadas a bebidas que nós mesmos preparamos. Fazemos de tudo para que se divirtam, sejam sociáveis e populares entre os pares, vivam plenos de felicidade.

Em troca de tanto, pedimos muito pouco: apenas seu êxito escolar e sua intimidade. Passar no vestibular, cursar uma boa faculdade e revelar todos os seus segredos para nós: é isso o que esperamos deles. E eles obedecem -ou ao menos tentam.

E lá vão eles procurar viver a vida como a desenhamos: ter visibilidade, fazer e acontecer com liberdade absoluta e poder irrestrito.

De vez em quando, fazem coisas que consideramos erradas, ruins, indignas. Aí, só nos resta dizer que essa juventude está perdida, não tem limites, perdeu o eixo, é vazia.

É verdade: para muitos jovens a vida não tem sentido e, por isso, vivem em busca de grandes aventuras. Afinal, eles precisam tentar escapar, do jeito que podem e sabem, do enfado que esse tipo de vida que deixamos de herança a eles provoca.

Fonte: http://blogdaroselysayao.blog.uol.com.br/arch2008-11-16_2008-11-30.html

Fevereiro 01, 2009

Que “lixo” seus filhos estão assistindo e ouvindo?



Crianças, adolescentes e jovens, são bombardeadas diariamente com novidades que a TV aberta e as rádios FM expõem sem nenhum compromisso com a qualidade do que vai ao ar.
O interesse das emissoras é unicamente audiência, que gera lucros exorbitantes. A censura faz vista grossa e as emissoras aproveitam a oportunidade para poluir mentes e manipular esses que ainda estão formando sua personalidade e não são capazes de julgar o que é inútil e desprezível.
Lembro aqui aos leitores que a educação moral vem de casa. A escola oferece a educação social através das disciplinas e dos educadores que muitas vezes não consegue exercer sua função por causa de alguns alunos que são jogados pelos pais nas instituições de ensino esperando que as mesmas dêem a seus filhos a educação primeira que deveria vir de casa.

Crescendo assim, sem o controle dos pais, sem limites, serão adultos incapazes de fazer escolhas importantes como eleger políticos descentes; também não serão capazes de cobrar desses políticos. Talvez gerar uma população desinformada e pobre culturalmente seja bom para um Governo que não se preocupa em formar intelectuais, mas analfabetos políticos. Esses são fáceis de manipular como a um controle remoto. E essa situação vem se repetindo há anos no Brasil. A massa burra é mais fácil de ser controlada. Basta um projetinho assistencialista tipo o bolsa família.

A qualidade dos programas é péssima, começando pelos desenhos animados até as novelas dedicadas ao público jovem com seu elenco que é quase todo formado por adolescentes. Tais programas não oferecem nada que possa acrescentar cultura ou boa informação aos seus telespectadores, ao contrário, motivam muitas vezes a praticas condenáveis como brigas, assassinatos, abortos, traições...
Fiz uma breve análise de alguns desses programas.

Pica-pau
Deixou para traz o malandro Zé Carioca, o avarento Tio Patinhas, o stressado Donald e os perversos Irmãos Metralha.
Dissimulado, mentiroso, trapaceiro e vingativo, pica-pau se aproveita dos menos espertos para conseguir com facilidade o que deseja à custa dos outros.
É comum ver o pica-pau atirando, batendo, queimando, derrubando arvores, destruindo o que quiser, roubando, fingindo, mentindo. O bichinho é um verdadeiro canalha e professor de canalhices. Sem falar que a “gula” e a “preguiça” são “qualidades” notáveis na simpática avezinha...
Caro leitor, você já percebeu as cores do pica-pau? Azul, vermelho e branco. As cores da bandeira dos EUA. Coincidência ou não certas atitudes americanas lembram bem o personagem que advem daquele país.
E Quem é que assiste? Crianças de três, quatro e seis anos. Dever ser ótimo para o desenvolvimento do caráter de um indivíduo aprender a mentir, ser egoísta e dissimulado.
Talvez os pais e os fãs do pica-pau não o vejam assim, mas na minha limitação crítica não vi nele nada que pudesse ajudar na educação de uma criança, nenhuma virtude.


Big Brother Brasil

Histórico de erotismo, pouco conteúdo e exibição de valores questionáveis são algumas das razões apontadas por três especialistas ouvidos pela Folha Online para que as crianças não vejam o “Big Brother Brasil″. O reality show da Rede Globo, com classificação indicativa para maiores de 16 anos.
Especialista em psicologia escolar, ela afirma que este tipo de programa expõe prematuramente as crianças a uma série de questões como a erotização.
A influência do reality show no público infantil também é motivo de preocupação para a professora de psicologia Claudia Stella, da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Segundo a doutora em educação, este modelo de atração “é complicado, principalmente, para a criança”, que ainda está adquirindo as noções do que é fantasia ou real.
O “Big Brother Brasil” vende a idéia de “show da realidade”, mas na verdade é “uma luta, sem princípios, por dinheiro”, afirma Carlos Ramiro de Castro, professor e presidente da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo). Ele diz acreditar que o programa não tem nada de educativo e “prejudica a formação da criança”, porque a expõe a uma competição sem valores morais.
Carlos Ramiro diz acreditar que escola, família e meios de comunicação devem dialogar para enriquecer a educação infantil, “o que não é o caso de um programa como o ‘BBB’”.
Procurado pela reportagem, o MEC (Ministério da Educação) disse não ter nenhum alerta sobre o “Big Brother Brasil”. O Ministério da Justiça vai monitorar o reality show para se certificar de que cumpre com as normas da classificação indicativa.
Fonte: Folha Online


Pânico na TV

O PÂNICO NA TV, é um programinha onde eles realizam suas fantasias sexuais, com lindas mulheres "BURRAS", quase nuas, no meio de uma platéia ridícula de pessoas vazias. Usam a "SABRINA SATO", como a legitima representante da classse feminina. Pobres Mulheres! Sabrina representa ali a personificação da burrice, até aí tudo bem, o problema é que o programinha passa uma imagem de que as MULHERES é que são burras, quando na verdade, de burra a Sabrina Sato não tem nada. Essa ofensa também me atinge, pois, na minha família as mulheres são muito inteligentes, não só na minha família, mas em todo o mundo vemos mulheres importantes na política, religião e economia que contribuíram para o crescimento da humanidade.

Super Pop

Super criativo, inteligente e diversificado (pra não dizer ao contrário), o programa apresentado pela filha do dono da emissora, quando não está mostrando desfile de peças intimas feminina, mostra pessoas que se dizem artistas que vão ao programa lavar a “roupa suja” ou debater sobre suas profissões nada dignas. Ou existe dignidade em vender o corpo e fazer parte de um filme pornô depravado?

Que saudades do tempo em que a censura trabalhava de verdade. Não se via nem ouvia tanta futilidade como hoje em dia.
Poderia continuar escrevendo linhas e linhas (Chaves, Avatar, Pokemom...), mas creio que você sabe de algum programa que como esses que citei não passam “fabricas de burros”.

Malhação

Termino lembrando que malhação é o programa mais assistido pelos adolescentes. E o que mais é motivado pelo programa é o uso da camisinha – no momento certo pais e responsáveis devem falar sobre isso, mas crianças e nove e dez anos assistem o programa -, incentivo ao ficar sem compromisso, dentre outras coisas como mentiras, falsidade, traições, invejas, disputas, brigas. Claro que essas coisas fazem parte do cotidiano, porém, é mais um programa que não acrescenta nada a vida de ninguém que o assiste.

E o que dizer da música vinculada nas rádios brasileiras?
Calypso, Ivete Sangalo, Ragatony, Calcinha Preta, Aviões do Forró, Vitor e Leo...
Ouvir esse tipo de música atrofia o cérebro e empobrece a alma. É o mesmo que usar uma droga de alto poder destrutivo.
Em entrevista ao JC, o cantor e compositor pernambucano, Alceu Valença lamenta o crescimento do que ele chama de “A fuleiragem music”, e acrescenta que os nos estilos musicais que aparecem a cada momento no Brasil vai destruir a imagem da MPB lá fora.
E diz ainda: “Tenho quase certeza de que a destruição da música brasileira dói um movimento que veio do Departamento de Estado e Propaganda dos Estados Unidos. Não posso entender, como é que você pode destruir uma industria de um bilhão de dólares? A MPB dava 800 bilhões de dólares. A MPB de qualidade era detentora de 80% do mercado de música brasileira. Os cara chegaram e trocaram Chico Buarque por Ursinho blau blau. Em 1986, tudo acabou. Quem ouviu Bethânia, Chico, Milton tocar depois de 86? Tudo isso podia ter acontecido de uma maneira mais vagarosa. De repente caiu tudo, e veio outra coisa.
Aí, quando entrou o axé, a fuleiragem, sabe qual o público desta música? Quenga. O axé destruiu a imagem de música de qualidade que se tinha do Brasil. Existia na Europa a boa música brasileira. Só iam para Europa os tampas de crush, Caetano, Chico, Gil, Milton. O besta aqui foi muitas vezes. Tinha um tipo de público do cacete.”
Temos que concordar com o Alceu Valença. As crianças e jovens de hoje só sabem o que é o creu, chupa que é de uva, senta que é de menta e lambe que é de manga! Que absurdo!! Pior que isso é ver os pais e mães acharem lindo quando suas filhas aos 3 anos de idade, maquiadas, de salto alto e mine-saia dançam como a mulher melancia ou a lacraia. Chamam os visinhos para mostrarem o quanto são espertas ao obedecerem a letras da música sugerindo que “rale na boquinha da garrafa” ou “só as cachorras” dancem!
É incrível ver a ignorância e cegueira dos pais e responsáveis. Até mesmo muitos educadores que colocam em seus celulares músicas do gênero ou acompanham as novidades trazidas pelos filhos.
É urgente a necessidade de se investir em educação e cultura nesse país.

Mas nem tudo está perdido. Temos algumas poucas emissoras de TV e rádio que com sua programação voltada para o crescimento e desenvolvimento humano auxilia os pais na educação moral de crianças e jovens. Ênio Homero Cavalcanti

“A educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tam pouco a sociedade muda.” (Paulo Freire)

ennyo_homero@hotmail.com

Educação Financeira



Educação financeira é um dos assuntos do momento entre os adultos que participam da educação dos mais novos. Pais e escolas querem que crianças e adolescentes tenham uma visão equilibrada do dinheiro e de seu uso. Tarefa difícil, principalmente quando lembramos que vivemos na era do consumo.

Para os adultos, já é difícil lidar com essa questão. Com maior regularidade do que eu gostaria, me surpreendo comprando pequenas inutilidades domésticas. Com muito custo, consegui superar o gasto com as grandes inutilidades. Pessoas conhecidas gastam mais do que deveriam e contraem dívidas desnecessárias: carros maiores do que precisam, inovações tecnológicas que pouco facilitam a vida, roupas e acessórios caríssimos, entre outras coisas. E queremos ensinar o uso parcimonioso do dinheiro!

Corretíssimo que nosso anseio seja o de que eles nos superem e não repitam nossos defeitos -faz parte dos princípios de uma boa educação. Entretanto, poderíamos fazer mais do que tentar introduzir na escola -para citar um exemplo- a educação financeira.

Poderíamos começar reduzindo a lista de materiais que os pais compram para os filhos iniciarem animados o ano letivo. Dei uma rápida olhada em listas enviadas pelas escolas e conversei com algumas mães a respeito. Comecemos pelos pedidos das escolas.

Crianças que frequentam a educação infantil precisam levar de 100 a 500 (!) folhas de papel, fora os lápis coloridos, papéis e tintas dos mais variados tipos, colas, pastas, cadernos, agenda etc.

Alunos que frequentam o ensino fundamental e médio precisam levar agenda, cadernos espirais com cem folhas, calculadora e livros, muitos livros! Ah, se a relação entre quantidade de material e aprendizagem fosse direta! Mas não é o que tem ocorrido, como indicam as avaliações internacionais.

Como se não bastasse o exagero dos pedidos de muitas escolas, os pais adicionam outras coisas às listas: malas enormes, mochilas de marca, estojos com múltiplos compartimentos e lápis, canetas e borrachas suficientes para recheá-los.

Para ir à escola são necessários poucos acessórios: um lápis, uma caneta, uma borracha, um apontador, um caderno e os livros. Basta isso, já que não são tais objetos os responsáveis pelo bom aproveitamento do aluno. Aliás, quanto mais material, maior a distração e menor a disposição para a concentração e o esforço para aprender.

Bem, mas não é só em relação ao material escolar que os pais ensinam o mau uso do dinheiro aos filhos: é também no valor da mesada que dão, na compra de roupas, brinquedos e outras coisas que eles já têm -e em grande quantidade. Como as crianças aprendem principalmente observando os pais, seria bom que eles fizessem mais do que colocar o filho em cursos de educação financeira.

Rever os próprios hábitos de consumo e usar a mesada como estratégia educativa talvez sejam os recursos mais poderosos que os pais têm para dar uma boa educação financeira aos filhos.

Fonte: http://blogdaroselysayao.blog.uol.com.br/arch2009-01-16_2009-01-31.html