Maio 25, 2009

Ladrões e como tratá-los



Amigo meu surpreendeu um ladrão em casa. Desceu pé ante pé a escada e acendeu a luz da sala, rapidamente. O ladrão, ao ver a luz acesa, saiu correndo. Passou pela porta, saltou um muro, ganhou a rua. Meu amigo correu atrás do ladrão até a porta da rua e, para garantir-se da fuga do ladrão, deu um tiro para o ar. Seu erro. O ladrão parou de correr subitamente e, deitando ódio pelas narinas, voltou como um raio em direção ao meu amigo, disparando também o seu revólver, e gritando com fúria: "Tiro não, seu cachorro! Tiro não!".

Trancando-se em casa e dominado pelo terror, meu amigo ficou refletindo que devia ter ferido algum ponto fundamental da ética larápia. Sentou-se à máquina. e fez então um código de como tratar ladrões. Ei-lo:


QUANDO, COMO E POR QUE SE DEVE ATIRAR NUM LADRÃO


Atire imediatamente:

1) Se for um ladrão que fala à maneira da literatura policial corrente. 2) Se ele, em vez de correr pra lá, corre pra cá: 3) Se ele provar que é vítima de uma estrutura social mal formulada e que não está fazendo mais do que lançar mão de algumas coisas que a sociedade lhe deve por tê-lo posto no mundo. 4) Se ele não parece disposto a despir sua melhor camisa esporte. 5) Se sua esposa ou filha achar que ele é um amor de ladrãozinho.

Evite atirar:

1) Quando o ladrão se encaminha para o quarto de seu tio rico, cujo único sobrinho é você. Nesse caso, evidentemente, cabe a seu tio o direito de atirar primeiro. É preferível deixar o ladrão um tanto chocado com a nossa não interferência, do que desagradar nosso tio quando é seu o legítimo direito de abater o larápio. Isso poderia levá-lo a um grande desgosto e, portanto, a nos deserdar. O fato de não interferirmos entre ele e o ladrão; muito ao contrário. 2) Se o nosso Terra Nova conseguiu agarrar o ladrão pelo gogó. Nesse caso, com a pontaria que temos, poderíamos ferir o cão e deixar solto o ladrão. E se você já viu um cão com raiva, fácil lhe será imaginar um ladrão hidrófobo. 3) Este ponto redunda no anterior. Você nunca deve disparar quando não for capaz de acertar um mosquito a cinqüenta metros. Os ladrões em geral acertam no olho esquerdo de pulgas a duas milhas de distância. (Medida inglesa). 4) Se sua esposa é uma Assistente Social. Ela pode aplicar sobre ele suas lições de "como reajustar o indivíduo à sociedade". 5) Se você está a beira da falência. Um ladrãozinho inopinado explica muito fundo ausente.

Peça ao ladrão para atirar antes:

1) Se você há muito tempo não tira férias. 2) Se você tem um ótimo seguro contra acidentes. Neste caso você pode até escolher o lugar do corpo em que o ladrão deve atirar, mediante uma comissão paga adiantadamente.

Além disso previne-se também que para entrar em luta com um ladrão não é necessário convidá-lo a escolher as armas antecipadamente; já que um ladrão prefere normalmente as que tem à mão. Outrossim não se deve dirigir a palavra a um gatuno antes de lhe apontar o revólver. Ele pode ficar emocionado se você lhe falar sem ser apresentado e sentir-se na obrigação de lhe dar uma salva de tiros. A natureza dos ladrões, sabem os entendidos, é muito reclusa.

Texto extraído do livro "Lições de um Ignorante", José Álvaro, Editor – Rio de Janeiro, 1967, pág. 119.

Maio 23, 2009

Tudo em você me lembra você. Exceto você



É claro que vocês acordaram hoje bem cedo com o pensamento único de ir até a banca de jornal mais próxima para comprar o dvd Uma Noite na Ópera, dos Irmãos Marx, daquela promoção da Folha, não? Não estou sendo pago para fazer propaganda, mas é que é um filme essencial, vem com livrinho e fotos, textos legais sobre Irving Thalberg, o cara que os resgatou do ostracismo e uma deliciosa história sobre a quantidade de roteiristas contratados para escrever o longa. Coisa fina. Se você curte as merdas que desenho e escrevo aqui, quando assistir o filme, vai ter uma ideia de onde tiro tanta bobagem. A frase que dá título a este post, por exemplo, é de um diálogo do Groucho com a Margareth Dumont, a grande vítima de suas frases. Ah, uma coisa que eu não sabia: Groucho bateu as botas quase no mesmo dia em que Elvis Presley. Mais ou menos o que aconteceu com o Mário Quintana, que morreu no mesmo dia que o Ayrton Senna. Em quais cadáveres vocês acham que a mídia resolveu concentrar todos os seus esforços?

Escrito por Benett. Fonte: http://blogdobenett.blog.uol.com.br/arch2009-05-17_2009-05-23.html

Maio 15, 2009



Na retista Profissão Mestre,participo da pesquisa de originou a matéria de capa. (maio/09)

Maio 13, 2009

Chapeuzinho Vermelho



Era uma vez (admitindo-se aqui o tempo como uma realidade palpável, estranho, portanto, à fantasia da história) uma menina, linda e um pouco tola, que se chamava Chapeuzinho Vermelho. (Esses nomes que se usam em substituição do nome próprio chamam-se alcunha ou vulgo). Chapeuzinho Vermelho costumava passear no bosque, colhendo Sinantias, monstruosidade botânica que consiste na soldadura anômala de duas flores vizinhas pelos invólucros ou pelos pecíolos, Mucambés ou Muçambas, planta medicinal da família das Caparidáceas, e brincando aqui e ali com uma Jurueba, da família dos Psitacídeos, que vivem em regiões justafluviais, ou seja, à margem dos rios. Chapeuzinho Vermelho andava, pois, na Floresta, quando lhe aparece um lobo, animal selvagem carnívoro do gênero cão e... (Um parêntesis para os nossos pequenos leitores — o lobo era, presumivelmente, uma figura inexistente criada pelo cérebro superexcitado de Chapeuzinho Vermelho. Tendo que andar na floresta sozinha, - natural seria que, volta e meia, sentindo-se indefesa, tivesse alucinações semelhantes.).

Chapeuzinho Vermelho foi detida pelo lobo que lhe disse: (Outro parêntesis; os animais jamais falaram. Fica explicado aqui que isso é um recurso de fantasia do autor e que o Lobo encarna os sentimentos cruéis do Homem. Esse princípio animista é ascentralíssimo e está em todo o folclore universal.) Disse o Lobo: "Onde vais, linda menina?" Respondeu Chapeuzinho Vermelho: "Vou levar estes doces à minha avozinha que está doente. Atravessarei dunas, montes, cabos, istmos e outros acidentes geográficos e deverei chegar lá às treze e trinta e cinco, ou seja, a uma hora e trinta e cinco minutos da tarde".

Ouvindo isso o Lobo saiu correndo, estimulado por desejos reprimidos (Freud: "Psychopathology Of Everiday Life", The Modern Library Inc. N.Y.). Chegando na casa da avozinha ele engoliu-a de uma vez — o que, segundo o conceito materialista de Marx indica uma intenção crítica do autor, estando oculta aí a idéia do capitalismo devorando o proletariado — e ficou esperando, deitado na cama, fantasiado com a roupa da avó.

Passaram-se quinze minutos (diagrama explicando o funcionamento do relógio e seu processo evolutivo através da História). Chapeuzinho Vermelho chegou e não percebeu que o lobo não era sua avó, porque sofria de astigmatismo convergente, que é uma perturbação visual oriunda da curvatura da córnea. Nem percebeu que a voz não era a da avó, porque sofria de Otite, inflamação do ouvido, nem reconheceu nas suas palavras, palavras cheias de má-fé masculina, porque afinal, eis o que ela era mesmo: esquizofrênica, débil mental e paranóica pequenas doenças que dão no cérebro, parte-súpero-anterior do encéfalo. (A tentativa muito comum da mulher ignorar a transformação do Homem é profusamente estudada por Kinsey em "Sexual Behavior in the Human Female". W. B. Saunders Company, Publishers.) Mas, para salvação de Chapeuzinho Vermelho, apareceram os lenhadores, mataram cuidadosamente o Lobo, depois de verificar a localização da avó através da Roentgenfotografia. E Chapeuzinho Vermelho viveu tranqüila 57 anos, que é a média da vida humana segundo Maltus, Thomas Robert, economista inglês nascido em 1766, em Rookew, pequena propriedade de seu pai, que foi grande amigo de Rousseau.

Extraído do livro "Lições de Um Ignorante", José Álvaro Editor - Rio de Janeiro, 1967, pág. 31

Tudo sobre Millôr Fernandes e sua obra em "Biografias".

Maio 11, 2009


Aqui, meu artigo fala sobre o Edital dos concursos!
Esgotada!

Amor de mãe, o único!



Não se deve duvidar do amor de mãe. Por isso mesmo não sentimos necessidade alguma de questionar seu amor. É como se a mãe ocupasse o lugar de um amor eterno. Estamos sempre certos e seguros em relação a seu amor, seu perdão e, por sua compreensão. Não é a mesma coisa com o pai. Nem sempre estamos tão garantidos do amor do pai, mesmo porque o que ele quer dos filhos não é tanto o amor, mas o respeito. O pai é esta função simbólica – não necessariamente o pai será o pai biológico - que interdita a relação toda amorosa mãe e filhos. Ele é o desmancha-prazeres. O que quer uma mãe? Uma mãe quer duas coisas em sua vida. Primeiro, que seja preservado, a qualquer custo seu amor e seus cuidados por seu filho. Segundo, que seja traduzida como mulher por seu parceiro e que, de preferência, este seja o pai de seu filho. Também quer algo: que seu homem crie condições verdadeiras para que sua relação com o filho se inscreva na história como um amor imbatível. Viva, portanto, as mães!
Falar de mãe não é tarefa fácil para ninguém por se tratar de alguém que está acima de tudo o que possamos imaginar. Por isso, uma mãe é perdoada em todos os sentidos: em seus excessos, erros e cuidados apaixonados. Mesmo que às vezes ela acredite que sabe o que é melhor para seus filhos, deixamos para lá e seguimos em frente com a vida. Também, pudera, ela é a senhora dos nossos dias: Mãe é tudo! Daí a máxima secular que diz: mãe é mãe!
Uma boa mãe quer o bem do filho. Quer que ele ou ela cresça, estude, trabalhe, case-se e constitua uma família, relançando novas gerações. E, de preferência, que não fique muito longe dela. Mas, é lógico que algumas outras coisas comparecem entre mãe e filho.
Dizer que a mãe quer alguma coisa para além do amor de seu filho é, no mínimo, paradoxal, uma vez que este é, para ela, o objeto mais precioso da face da terra: é tudo aquilo que lhe causa e satisfaz. O amor de um filho é propriedade exclusiva da mãe, o que faz da relação mãe-filho um universo de segurança e esperanças. Amor de mãe é incondicional. Ele não depende dos atributos que o filho carrega. Ela lhe concede esses atributos. É o único amor que consegue enxergar luz e esperança na mais infinda escuridão.
Uma mãe será a eterna depositária de um perdão, o que permite aos filhos permanecerem numa posição confortável em relação a seu amor na medida em que não precisam lutar ou batalhar para conquistá-lo, pois ele está sempre ali, pronto, de plantão dia e noite, à espera. Amor de mãe não é perecível.
Mesmo quando uma mãe fica brava e dá aquela bronca no seu filho, sabemos que quase sempre ela se trai. Até mesmo tapa de mãe nunca será forte o suficiente para deixar qualquer marca. Parece que palmada de mãe não dói, é carinho. Ela grita, esbraveja, mas o tom de sua voz demonstra uma outra coisa. Se ela se descabela toda, é porque já tem hora marcada no cabeleireiro. Mãe é assim. Quase sempre ela terminará dizendo: eu vou contar tudo pro seu pai. Bronca de mãe é um mero lembrete para que o filho e a filha não se esqueçam dela.
Desde cedo aprendemos que coração de mãe não tem tamanho. Ele é grande, enorme, e sempre cabe mais alguma coisa, ele é incondicional. Para cada um de nós coração de mãe não tem cor, não tem raça, não tem credo, não tem ideologia, nem mesmo preferência. Mãe é mãe! Por exemplo, se perguntamos a uma mãe qual dos filhos ela gosta mais, a resposta será rápida e sempre a mesma: gosto de todos igualmente, embora seja diferente com cada um. Será?
Mas esse amor, ele mesmo não é tão gratuito assim. O amor de mãe tem um preço, e pode custar muito caro aos filhos. Tanto em seu excesso quanto em sua falta pode provocar marcas na vida de um filho. Qual a boa medida, se é que podemos nos perguntar sobre isso?
Todo amor de mãe será ressituado pela presença do pai. O pai será este lugar simbólico para onde se dirige o olhar dessa mãe – enquanto mulher - para além da criança. Portanto, o amor de mãe deverá ser relativizado pelo pai. Uma mãe castrada justo pela função simbólica da qual o pai é seu sincero passador. O que faz com que uma mãe possa comparecer de todo modo como faltante para seu filho ou sua filha. Portanto, ela deve saber se significar para o filho como mãe faltosa que não seria, de forma alguma, satisfeita por eles, identificada ela própria ao falo.
Quando o pai não responde devidamente aos anseios sexuais desta mãe enquanto mulher, a criança terá que pagar a fatura. Mãe é boca de crocodilo que carrega e protege seu filhote. Um pai intervém no sentido de salvar a criança, desta devoção materna. Excesso de mãe – que é igual a pouca presença de pai - provoca o adoecimento dos filhos. As respostas mais comuns são as patologias que se instalam na infância – doenças respiratórias, dependências, distúrbios alimentares [bulimia e anorexia], depressões, hiperatividades - são os exemplos mais comuns dessas invasões bárbaras.
De toda maneira, uma mãe é quase tudo na vida de todos nós. Podemos dizer que ela mesma é força ardente que nasce bem cedo no mais íntimo de nosso ser. É o sagrado de uma voz e de um sorriso que habita o amanhecer de uma criança preparando-a para as apostas da vida. Sua coragem dá o sentido único do desejo do filho em seu entardecer. Sua dignidade e sua altivez é tudo aquilo que o encoraja frente à turbulência derradeira do anoitecer da vida.
Então, é realmente isto: mãe é sempre um anjo que ilumina o terreno fértil de um longo caminho que o filho vai seguir em seus momentos de realizações. É a voz que anima e dá força nos momentos de vertigens em que o filho se ressente frente às difíceis decisões a tomar. Ela guarda no peito a chave de um cofre que detém os segredos mais íntimos da vida do filho. Por isso, sempre se repete: eu devia ter escutado o que minha mãe disse.
Quando a mãe carrega dentro de si o filho que ainda vai nascer, ela produz o despertar de suas marcas, que falam de um futuro por vir. Trata-se de um tempo de gestação, em silêncio, que introduz o enigma de uma partida antecipada. São verdadeiros seios soluçantes que se tornam passadores de um desejo que comemora uma vida se fazendo. Eles soluçam a voz nascente de uma mãe que agoniza o nascimento que está por acontecer. Vou fazer uma vida, vou honrar a vida! Um choro que fura o silêncio do vazio, anunciando uma separação que habita o grito do porvir autêntico do nascimento de um novo filho.
Uma mãe partida que sofre de todo modo o fogo ardente da sua glória gestante. Uma dor de alegria, sim, que canta como júbilo o que emerge de uma cumplicidade a mais e que se justifica num amor infindo que jamais irá calar a voz de uma mãe que acaba por entregar seu filho. Mesmo sofrendo a estima do vazio de um ninho abandonado, ela poderá dizer: eu te ofereço a abstinência de meu querer. Eu posso deixar que você, filho querido, caminhe nos andaimes da vida com seus irmãos e seus amigos. Meu ódio de perda, meu ciúme de exclusão, meu abandono de sua ida, ah, meu Deus! Tudo vai ficar guardado, perdoado. Minha dependência é desígnio de mãe! Sou mãe e só eu sei o que é este amor. E isso vai ficar escondido na instância de meu gozo contristado, refém do meu parceiro querido, seu pai. Foi com ele que fiz você, meu filho, naquela noite às escuras, prenhe de desejos em que ele outorgava a legitimidade de meu querer. Com ele vou permanecer, para sempre, guardiã do seu olhar.
José Nazar, psiquiatra e psicanalista. Membro da Escola Lacaniana de Psicanálise Brasília, Rio de Janeiro e Vitória. Membro da Associação Psiquiátrica do Espírito Santo. Membro da Associação Médica do Espírito Santo. Editor Chefe da Companhia de Freud Editora.

Escrito por José Nazar
Publicado em 19/05/2007

Maio 08, 2009

Como fazer as escolhas certas?



São Paulo em I Ts 5,21-22, diz o seguinte: Examinai tudo, ficai com o que bom. Afastai-vos de toda espécie de mal. Santo Inácio de Loyola ensina nas suas regras, justamente isso. Para ele, é preciso sentir, conhecer e depois aceitar ou rejeitar as moções da alma. Ou seja, examinar tudo e ficar com o que é bom.

Vamos passo a passo:

Primeiro sentir como estamos. Tentar perceber quais nossos sentimentos, quais nossos pensamentos, qual nosso estado de espírito, quais as moções que se afloram dentro de nós num dado momento.

Sentindo isso, vamos ao segundo passo que é o de conhecer essas moções que identificamos. Conhecer aí é identificar de onde vêm esses sentimentos e pensamentos que afloram em nós. Identificar se vêm de Deus ou do mau espírito.

E então escolher se eu aceito ou rejeito esses sentimentos e pensamentos. Se essas moções são boas, provém de Deus e eu as aceito. Se são más, eu as sinto, identifico, mas me afasto – como nos ensina São Paulo.

É importante entender que podemos sentir, pensar e nos sentir de variadas formas. Não devemos, inclusive, reprimir esses sentimentos e estados de alma. Mas identificando-os, nós precisamos conhecê-los e assim, nos conhecendo mais, poderemos fazer melhor as nossas escolhas, nos afastando do que é mal e acolhendo o que é bom.

Eis aí um grande passo na nossa caminhada espiritual: sentir, conhecer, aceitar ou rejeitar.

Que Deus nos abençoe!

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por Denis Duarte, Professor, escritor e pesquisador, formado em Letras, Cientista da Religião na área d
www.denisduarte.com

Sobre os telhados



Dom Walmor Oliveira de Azevedo

Arcebispo de Belo Horizonte/MG

A espionagem de todo tipo é marca antiga nas práticas dos que consideram este um caminho eficiente na busca da verdade e no tratamento adequado da realidade. Morbidez, comércio, dinheiro, disputa de poder, vingança, interesses, perversidades, vantagens, planos para prejudicar e o desejo incontrolável de dominação, uma lista incalculável de outros itens, compõem este quadro que leva à prática da espionagem. Já se atingiu uma verdadeira sofisticação neste âmbito, enquanto ao mesmo tempo se mantém a escuridão própria do que não é praticado às claras. A sofisticação dos avanços tecnológicos inclui uma lista surpreendente de artefatos que dão suporte a esta prática. Uma caneta presa ao bolso ou um relógio de pulso bastam para gravar conversas. São equipamentos que transmitem freqüência de imagem e som. E o telefone que capta o áudio e o remete para qualquer parte do mundo? Tem também maleta para interceptar ligações de celular.

É um mercado muito bem alimentado. E as câmeras escondidas em bonés, maços de cigarro, bolsas, botões de camisa, fichários e agendas? Do mesmo modo que se compra um jantar se encomenda um grampo telefônico. Câmeras ocultas, dissimuladas, variados tipos de artefatos para escuta, disfarçados em despertador, calculadora, mouse; dispositivos microauricular e outros. Há um bom midiático a respeito do assunto, mostrando as possibilidades para os usuários dos serviços e deixando em alerta e paranóicos os outros todos. É uma verdadeira guerra que se instala, com a perversidade do comércio e a sofisticação das configurações tecnológicas. De um lado os recursos para bisbilhotar a vida alheia; de outro lado também o desenvolvimento de recursos para garantir proteção e privacidade anulando a espionagem. Este cenário hospeda, ao mesmo tempo, o lado doentio dos que se alimentam da curiosidade; os que buscam informações e recursos para alcançar interesses próprios e de grupos; os mecanismos para encontrar em falas a saída para prejudicar os outros; o caminho curto que dispensa o diálogo e a verdade no relacionamento; também a questão do direito à privacidade que a Constituição Federal, artigo 5º., garante a cada cidadão.

Esta febre da espionagem, recurso espúrio e doentio na luta mórbida pelo poder, tem um contra ponto muito interessante num ensinamento clássico e central de Jesus, quando ele chamou os seus discípulos e os enviou em missão. É um contra ponto simples e de extrema sabedoria. Uma sabedoria que dá ao discípulo um incalculável poder de domínio e liberdade sobre tal situação. Enviando os seus discípulos em missão, Jesus fez-lhes importantes recomendações: “Vede, eu vos envio como ovelhas para o meio de lobos. Sede, portanto, prudentes como as serpentes e simples como as pombas. Cuidado com as pessoas, pois vos entregarão aos tribunais e vos açoitarão nas sinagogas. Quando vos entregarem, não vos preocupeis em como e o que falar, pois não sereis vós que falareis, mas o Espírito do vosso Pai falará em vós. O irmão entregará à morte o próprio irmão; o pai entregará o filho; os filhos se levantarão contra os pais e os matarão. Não tenhais medo deles. Não há nada de oculto que não venha a ser revelado, e nada de escondido que não venha a ser conhecido. O que vos digo na escuridão, dizei-o à luz do dia; o que escutais ao pé do ouvido, proclamai-o sobre os telhados”, narra o evangelista Mateus 10,16-27.

A maestria de Jesus adverte e treina os seus discípulos para uma dimensão ética alargada e enraizada, como caminho único na construção do relacionamento fundado sobre os pilares da verdade, da liberdade e da justiça. Outra dinâmica ou outra direção estão na contramão dos valores e dos princípios que devem reger a conduta cidadã e a condição de autêntico discípulo. Há quem indique não falar ao telefone para escapar o risco de ser grampeado. O controle sobre os que espionam é praticamente impossível. Viver a paranóia da desconfiança geral, certamente, não é o caminho. Contra atacar, parece óbvio, não é o caminho certo na defesa da própria privacidade. O contexto é confuso. Além dos mecanismos sofisticados e dos interesses variados, nesse processo têm interesses muitos que jamais estariam relacionados numa lista de espiões e dos que usam destes mecanismos para alcançar suas metas.

A indicação de Jesus, edificada na transparência de atos e intenções, faz lembrar o tempo das histórias: era uma vez. O tempo das histórias de verdade. Era uma vez, um homem honesto e simples; pai de família e trabalhador. Sua vida era o trabalho empenhado. Suas escolhas eram simples. Seus interesses eram cidadãos. Seu comportamento era exemplar. Dele sempre diziam: é o homem mais honesto da cidade. Não mentia, não fofocava, era fiel e justo. Conduta moral exemplar. Admirado e respeitado. Este homem jamais teve medo de espionagem.

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por
Revista Shalom Maná - Ed. Shalom

Maio 07, 2009

Não é bonito ser feio



Você já reparou o quanto se tem espargido aos quatro ventos a cultura do feio? Lançando um rápido olhar sobre as animações infantis logo podemos constatar isso. São personagens meio humanos, meio monstros; estereótipos masculinos com voz e trejeitos femininos e vice-versa. A figura do homem e da mulher é representada na grande maioria de forma caricaturada e em alguns desenhos, por exemplo, não são mostrados sequer os rostos.

Em certo episódio do – monstrengo – Bob Esponja assisti, a uma cena politicamente incorreta, grosseira e de extremo mau gosto. O personagem principal vendia um sabonete rejuvenescedor a uma mulher, na porta de sua casa, de cujo interior se escutava uma voz, estridente, aproximando-se. Tratava-se da mãe da cliente atendida pela ridícula esponja falante. A imagem era repugnante, um pedaço de espinha dorsal, numa cadeira de rodas, encimada de um crânio falante. Pior ainda era a mensagem transmitida: a filha brigava com a mãe e exasperava a idéia de comprar o sabonete que lhe pudesse rejuvenescer.

Inconformado, procurei meus direitos de consumidor. Não logrei êxito, pois, até hoje não descobri o canal de atendimento ao consumidor da emissora que rodou a animação. Bem, mas isso é assunto para outro artigo. Quero ressaltar aqui o feio propagado como belo, aos moldes da mentira disseminada como verdade. O feio é destituído, além da beleza, de verdade.

As tribos urbanas como os Emos, Darkers, hippies, clubber, punks, Headbangers, etc possuem um estilo cujo parâmetro, com certeza, não é a beleza. Piercings, maquiagens pesadas, franjas longas, roupas sujas, rasgadas, calças em tamanhos desproporcionados ao corpo, por excesso ou por falta são alguns dos acessórios considerados indispensáveis aos membros desses grupos que, digamos, pensam que é bonito ser feio.

Ora, é feio aquilo que não revela a essência de cada ser, logo, podemos assegurar não se tratar de um problema pontual, ligado apenas a algum grupo ou dimensão da vida humana, por conta disso podemos falar numa cultura do feio.

Já na música a feiúra está presente em composições cujas letras não passam de uma seqüência de palavras xulas, desconexas e xingamentos executadas por cantores tão ridículos ou vítimas quanto.

Nas artes plásticas o fenômeno da exaltação do feio cresce e predomina. Exposição com cadáveres de verdade podem ser vista na melhores salas de museus; um artista (será mesmo artista?) na Costa Rica amarrou um cão abandonado a uma pequena corda, numa galeria de arte, até que ele morresse lentamente de fome e sede à vista dos visitantes. O ato foi considerado uma “forma de arte” e, a Bienal Centroamericana de Arte convidou-o novamente a repetir o feito em 2008.

A problemática revela o feio levantando-se ferozmente contra o belo, mas um binômio para designar a luta entre o velho e o novo, Luz e trevas.

Na teologia de Santo Tomás o belo e o bom são a mesma realidade. Beleza junto com a verdade, bondade e unidade é um atributo de Deus. O termo grego utilizado pelo evangelista João que designa Jesus como Bom (καλος / Kalos) pastor é sinônimo de belo. Então dizer que Jesus é o bom pastor ou o belo pastor é a mesma realidade.

O desejo do Belo Pastor é reconduzir ao redil as ovelhas que se encontram presas nas garras do ladino lobo, o pecado e o próprio demônio, que procura roubar-lhe a beleza originária de filhos amados de Deus.

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por Vanderlúcio Souza, Bacharel em filosofia - Comunidade Shalom
Revista Shalom Maná - Ed. Shalom

O livro que não revela nenhum segredo



Dom Edson de Castro Homem
Bispo Auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro

É sucesso de venda a tradução do livro The Secret, O Segredo, autoria de Rhonda Byrne. Motivos não faltam para tanto. Trata-se do gênero de auto-ajuda, que visa à estima de si, tipo de literatura muito apreciada. O texto é simples, claro, direto, envolvente. A leitura é agradável.

A motivação é a cobiça: “Você passará a saber como pode ter, ser ou fazer o que quiser. Passará a saber quem realmente é. Passará a saber a verdadeira grandeza que está à sua espera na vida” (Prefácio).

No entanto, nem tudo que reluz é ouro. Por isso, esclarecemos aos fiéis católicos, de modo sucinto, quanto à falta de consistência da obra e em que discorda do ensinamento evangélico.

Inconsistência

Citando frases de efeito e de autores, sem a devida referência bibliográfica, e fora do contexto, a obra afirma sem matizes: “O Segredo lhe dá tudo o que você quiser: felicidade, saúde, riqueza. Você pode ter, fazer ou ser o que quiser. Nós podemos ter qualquer coisa que escolhermos. Não me importo com o tamanho do desafio”.

Trata-se de convicção voluntarista, aquela que apregoa: querer é poder. Entretanto, a realidade da vida é bem outra. Sabemos que, embora a vontade seja imprescindível, não é suficiente se não houver capacitação e oportunidades. Há poderes externos que influenciam e até limitam a vontade. Ela própria precisa ser formada, educada e até purificada para o bem de si e do outro, para a liberdade, a responsabilidade e a beleza, a convivência em geral, a harmonia e o respeito pelo meio ambiente. Ninguém consegue tudo sozinho, apenas com sua forte vontade. Daí, a importância socializadora da família, da escola, da religião.

A obra pergunta: O que é o Segredo? Responde: É a lei de atração que age como ímã. Tal lei é um absoluto, é toda-poderosa. É “poder infinito”. Em que consiste? “Tudo o que entra em sua vida é você quem atrai, por meio das imagens que mantém em sua mente”. Eis a chave da questão: “O que você vê na sua mente é o que vai ter na mão”. Trata-se de crença na força do pensamento. Coincide com o poder da vontade e do sentimento. A solução é simplista e fácil: “Imagine-se vivendo bem, e você atrairá isso. Sempre dá certo, com qualquer pessoa”.

É evidente a ilusão do poder absoluto da mente individual. Não leva em conta a objetividade das dificuldades externas e conjeturais: estruturas culturais, sociais, políticas, econômicas.

A obra aplica o Segredo para a obtenção da saúde. Há pérolas medicinais. Fiquemos com o testemunho de Norman. “Norman recebeu o diagnóstico de uma doença “incurável”. Os médicos disseram que ele tinha poucos meses de vida. Norman decidiu se curar. Durante três meses tudo o que ele fez foi assistir a comédias e rir sem parar. A doença deixou seu corpo naqueles três meses, e os médicos disseram que sua recuperação era um milagre”.

A cura de Norman, para os médicos, seria um milagre. Portanto, intervenção divina. Para Norman foi uma decisão pessoal, fruto do poder da sua mente. É correto estabelecer tal receituário como universalmente válido e eficiente? Sabemos que, embora haja doenças psicossomáticas que, no entanto, necessitam da atuação de especialistas para serem curadas, as enfermidades existem também por fatores congênitos ou externos: micróbios, contágio e falta de prevenção e de higiene.

Um dos resumos do Segredo é o seguinte: “Como o gênio de Aladim, a lei da atração atende a todos os nossos pedidos”. De fato, à semelhança do gênio, a lei atende apenas na fantasia da mente iludida ou que seja desvairada. Não passa de mágica fantasiosa o recurso ao Segredo, que nada revela de científico e nada possui de comprobatório. Limita-se ao campo da crença infantil e imatura.

Outro dentre os resumos do Segredo é o seguinte: “O efeito placebo é um exemplo da lei da atração em ação. Quando um paciente acredita de fato que o comprimido é uma cura, recebe aquilo em que acredita e acaba curado”.

Bem se vê que a obra, sem se aperceber, ela própria é um placebo ao prescrever falso remédio a produzir uma equivocada sensação de cura. Infelizmente, muitos se julgarão curados pela lei da atração e iluminados pelo conhecimento do Segredo. O pior é que a doença fará seu estrago, até fatal, com a cessação dos sintomas, antes que o médico seja procurado a tempo.

A mentalidade difundida pela Nova Era (New Age), da qual faz parte a obra The Secret, tem a pretensão de atribuir à gnose (o pensamento humano desligado da Revelação) o valor de ciência e sabedoria milenar. Não é ciência, pois não tem comprovação. Não é sabedoria, pois não passa de falácia e de interesse. É apenas crença no poder mental.

O único segredo, não tão secreto assim, que o livro oferece é como ganhar dinheiro e fazer fortuna, à custa de pessoas ingênuas e necessitadas de orientação. Aliás, a própria autora confessa: “O Segredo tem sido usado para atrair todos os tipos de coisas – de um estado de espírito específico a 10 milhões de dólares”.

Discordância

O livro diz: “Confie no Universo. Confie, creia, tenha fé.” Porém, não se trata da fé em um Deus pessoal. Não é a fé em Deus Pai, vivo e verdadeiro, que expressa sua Inteligência, Vontade e Amor, na História da Salvação, máxime em Jesus e no Espírito Santo.

A oração e a gratidão propostas são dirigidas ao próprio eu, enquanto ser individual que pensa, sente e age. Portanto, pode tudo. Trata-se de ateísmo prático para ser praticado e difundido através da atitude de egolatria, confiança na força do próprio desejo.

A oração cristã, ao contrário, evidencia o poder de Deus, em Cristo. Tudo nós podemos de bom, em nome de Jesus, que nos fortalece e sustenta. Também quando somos fracos e frágeis, é Deus, em Cristo, quem nos faz fortes na fé para superarmos os obstáculos.


Deus nos liberta para o amor. Ele purifica nossa vontade e nossos desejos. Ele nos ilumina em nossas opções e decisões. Se for necessário, Ele nos cura para sermos santos e saudáveis no corpo e na alma, e realizarmos nossa vocação e missão no mundo, no amor, na verdade e na justiça.

Deus é a causa ou a fonte de nossa alegria e de nossos sucessos. Ele nos consola e pode nos erguer em nossos insucessos. Por isso, somos sempre agradecidos e repetimos com freqüência: Graças a Deus!

O livro menospreza a experiência do pecado, conforme a frase atribuída a Jack Canfield: “Levei muitos anos para chegar a este ponto, porque fui criado com a noção de que havia algo que eu deveria fazer e, se eu não fizesse, Deus não ficaria satisfeito comigo”. Portanto, não considera que tudo o que a mente deseja e julga conseguir, para ser feliz, deva seguir a via da ética ou da moral ou do simples bom senso. Pior: rejeita a vontade e o plano de amor de Deus a nosso respeito, cuja desobediência expressa nossa pecaminosidade.

Sabemos que a vontade humana, segundo o ensinamento de Jesus, deve se conformar à vontade divina, para buscar e encontrar a felicidade verdadeira, aqui, e para a eternidade. Jesus é nosso Mestre e Modelo em tudo que desejamos e procuramos. Nós somos seus discípulos e seguidores. Entretanto, devido à força do pecado e de outras limitações, necessitamos não só do exemplo de Cristo, mas da sua graça. Ela brota do seu sacrifício na cruz e nos atingiu desde o Batismo. Ela nos elevou a condição de filhos de Deus muito amados. Todos os demais Sacramentos são canais da graça a qual nos santifica e nos prepara para viver bem e felizes.

Necessitamos do pleno conhecimento, dado pela fé, através da Revelação. Ele já nos foi dado para sempre. Por isso, melhor que o termo segredo, São Paulo utiliza o termo mistério, quando se refere ao plano divino da nossa salvação, que conhecemos.

O mistério, antes oculto em Deus, foi revelado, em Cristo Jesus, mediante a ação do Espírito Santo. Por isso, nós que somos cristãos preferimos conhecer Jesus, acima de todo e qualquer conhecimento humano. Aprofundamos o mistério de Cristo e nos conformamos a Ele, livre e conscientemente. Eis o sentido e o segredo revelador de nossa alegria e de nossa paz. Por isso, nada antepomos ao conhecimento e ao amor de Cristo.

A necessidade de sempre abrirmos os Evangelhos e os demais escritos do Novo Testamento, especialmente as Cartas de Paulo, é para sedimentarmos nosso conhecimento sobre o amor de Cristo, diante das falsas gnoses, que pretendem oferecer melhor explicação do sentido da vida e da existência.

Conclusão

Há males que vêm para o bem. The Secret possibilita que recoloquemos o conhecimento de Cristo na sua centralidade para nossa fé e nossa existência cristã.

Leva-nos a aprofundar o sentido prático dos dons e dos frutos do Espírito Santo, sempre tão necessários. Instiga aos pastoralistas e escritores católicos a escreverem sobre temas referentes à auto-ajuda e à auto-estima, para a purificação e o fortalecimento da vontade e a reta expressão dos desejos, que sempre incluem o favor necessário da graça divina e a imitação de Cristo Senhor.

Estimula a difusão do apostolado da Boa Imprensa. Os responsáveis pelas Editoras e Livrarias Católicas não podem perder de vista o interesse do público, inclusive dos fiéis católicos, por tais assuntos, a fim de oferecer-lhes publicações que saciem sua sede e fome de Deus, no itinerário da vida, sedenta de sentido, desejosa de felicidade, necessitada de saúde e de prosperidade.

Enfim, um alerta. A gnose da prosperidade, fruto do neopaganismo, e certos procedimentos, baseados na Teologia da Prosperidade, em alguns ambientes cristãos, parecem ter a mesma fonte: o pecado da cobiça.

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por
Revista Shalom Maná - Ed. Shalom

Não anda fácil viver nos dias de hoje.



Se antigamente, os nossos ancestrais enfrentavam batalhas diárias contra os predadores, a ira dos ventos e a fúria das tempestades; hoje enfrentamos batalhas um tanto diferentes, nem por isso menos aterradoras. Hoje enfrentamos a dor diária de ler os jornais, o isolamento e violência nos ameaça nos grandes centros urbanos, o fantasma da crise que nos assombra naquela hora silenciosa, antes de dormir.

Hoje sofremos e sentimos medo ao ver nosso planeta sofrer uma devastação crescente que aflige nossas almas e angustia nossos corações. Não me espanta tanta gente infeliz e o aumento crescente de casos de depressão, doenças, ansiedade, medo. Muito medo.

Minha intenção não é fazer com que você se sinta ainda pior ao ler este artigo. Não. A minha intenção é escrever sobre o que pode nos ajudar a viver melhor, mesmo rodeados por tantos desafios. Como conviver com o caos que nos rodeia e se aproxima, cada vez mais, a cada dia?

Eu andei pensando nisso. Pensei com seriedade, como nos dizem que deve ser feito. E de tanto pensar acabei percebendo uma coisa que chamou minha atenção: quanto mais eu pensava, menos enxergava e mais pesada ficava. Assim, depois de um tempo de “pensação” infernal, senti falta de minha leveza, da minha alegria. (Ah... Como faz falta alegria neste mundo, gente!).

Cansada de tanto pensamento, resolvi ir ao cinema, levar minha cabeça para passear, quem sabe assim eu recuperaria meu brilho, que andava um pouco apagado?

Mas como anda difícil encontrar um filme que nos deixe com o coração leve. Ultimamente, cada vez que vou ao cinema assistir a um desses filmes supostamente feitos para “despertar” as pessoas, elevar seu nível de consciência; sinto como se tivesse sido amarrada a uma cadeira elétrica e torturada pelas intermináveis horas de duração do filme. Nesse dia assisti Quem quer ser um milionário (vencedor de 8 Oscar, entre eles o de direção: Danny Boyle). Foi uma percepção muito pessoal, mas saí da sala escura em estado de choque. Juro! Meu coração parecia ter sido amarrado dentro do peito com arame farpado. Não posso dizer se funciona para outras pessoas, mas no meu caso o filme produziu o efeito contrário. Saí do cinema assustada, angustiada, desesperançada com a humanidade. Mas pode ser que você perceba o filme de outra forma.

Será que precisa ser assim? Será que isso está dando certo? Precisamos MESMO de tratamento de choque?

Quer saber? Eu não quero mais isso para a minha vida! Podem dizer o que quiserem, eu me recuso a ser eletrocutada, a ter meu coração esmagado para supostamente me sentir sendo correta com a humanidade. Eu não preciso disso.

Retorno à questão que levantei lá atrás:

_ Como lidar com tantos desafios deste momento planetário?

A minha visão é que precisamos de menos violência e mais delicadeza. Menos exposição gratuita da infelicidade alheia e mais alimento para a alma. Chega de tentarem nos convencer de que tem muita coisa errada no mundo. Nós já sabemos disso!!! O que é preciso é que nos ajudem a despertar o que existe de melhor em nós, que nos ajudem a redescobrir a delicadeza de nossa essência, a alegria de nosso coração, a leveza de nossas almas.

POR FAVOR, PAREM DE ESFAQUEAR NOSSOS EGOS E NOS AJUDEM A DESPERTAR NOSSAS ALMAS. Parem de mostrar o feio lá fora e nos ajudem a encontrar o belo aqui dentro. Dentro de mim, dentro de você.

Sobre o despertar de almas...

Quando algo me toca, bem no fundo do meu ser, quando algo me dá asas e acorda a alma-borboleta em mim, uma energia linda começa a vir lá de dentro de mim. Quando isso acontece, meu coração fica grande lá dentro do meu peito e eu fico querendo dividi-lo com todo mundo, sou tomada pelo amor.

Nós não precisamos ser esfaqueados, eletrocutados, sacudidos. Basta que nos toquem, gentilmente. Que nos ajudem a acreditar na beleza que todos temos dentro de nós. Nosso coração é como um bebê adormecido. Se o sacudimos, ele desperta chorando, e de tanto chorar acaba se cansando e dorme novamente. Mas se pegarmos o bebê no colo e o acariciarmos de mansinho, se cantarmos baixinho em seus ouvidos, eu sei, ele irá sorrir, e o sorriso de um bebê é mais transformador do que mil descargas elétricas, acreditem.

Por isso, chega de livros, filmes ou pessoas que tentam me eletrocutar, que tentam me fazer despertar à força. Quero ao meu redor livros, filmes e pessoas que me lembrem de que posso amar, de que posso sorrir, que me façam ter vontade de ajudar o próximo, que me ajudem a confiar que sou capaz, que me elevem _ e que não me enterrem sob um manto de angústia.

Precisamos de asas para viver e transformar o mundo de hoje. Precisamos de memória para lembrar de quem realmente somos. Precisamos de alimento para a alma, de espiritualidade e coragem para atravessar essa onda assustadora de medo e opressão que nos mantém angustiados ou anestesiados.

Gosto de imaginar que seremos capazes de nos dar as mãos, não movidos pelo medo ou pela crença de que morreremos se não o fizermos, e sim pelo fato de que algo lindo dentro de nós se torna tão grande que não existe outro caminho a não ser dividir isso com quem está ao nosso redor.

Que sensação boa essa, a de segurar uma mão amiga, você já sentiu isso? Afasta o medo. Acalma o coração.

Por isso tenho andado de mãos dadas com a poesia, com Rubem Alves (que alma mais bela e delicada a dele), Fernando Pessoa, Bach, Vivaldi... com Villa Lobos. Ando me rodeando de flores, de silêncio, de poucos e queridos amigos, de natureza, estrelas, saladinhas sem agrotóxicos, meu gato Sky, simplicidade e tecidos leves e macios que me afagam antes de dormir.

Se você se cansar dos choques, essa é a minha sugestão: escolha se rodear dessas coisas que fazem o coração da gente crescer.

Sabem... Nosso planeta precisa de gente que tenha o coração grande.

Fonte: http://www2.uol.com.br/vyaestelar/eu.htm

LIXO no MAR



Um relatório da ONU divulgado nesta semana afirma que redes e equipamentos de pesca abandonados ou perdidos estão ameaçando a população de peixes e outros animais marinhos.

O relatório da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês) e do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) afirma que o equipamento abandonado ou perdido constitui cerca de 10% (640 mil toneladas) dos resíduos marinhos.

O transporte comercial marítimo é o principal responsável pelo abandono, perda ou descarte destes materiais em mar aberto. Nas áreas costeiras, os principais responsáveis estão localizados em terra. O estudo feito pelas duas organizações da ONU afirma que o problema está piorando devido ao aumento na escala de operações de pesca no mundo e devido à introdução de equipamentos que alta durabilidade, fabricados com materiais sintéticos.

O relatório afirma que entre os maiores impactos deste problema estão a captura contínua de peixes, conhecida como "pesca fantasma", e outros animais como tartarugas, aves e mamíferos marinhos, que ficam presos e morrem nas redes.

Além disso, estes equipamentos também podem causar alterações do ambiente e do solo marinho e o aumento dos riscos para navegação, com acidentes ou danos a embarcações.

"A quantidade de equipamento de pesca que vai para o ambiente marinho vai continuar se acumulando e os impactos nos ecossistemas marinhos vão piorar se a comunidade internacional não tomar medidas eficazes para resolver o problema (...). As estratégias para enfrentar o problema devem abordar várias frentes, incluindo prevenção, diminuição e medidas curativas", afirmou Ichiro Nomura, subdiretor geral de Pesca e Agricultura da Fao. Proibição As redes de arrastão mal operadas eram as principais responsáveis pelos danos da pesca fantasma, segundo as organizações da ONU, mas uma proibição do seu uso em 1992 reduziu seu impacto negativo.

Atualmente as redes mais problemáticas são as que ficam ancoradas no solo marinho e presas a flutuadores que ficam na superfície. Elas formam uma parede vertical que pode medir entre 600 e 10 mil metros de largura.

Se este tipo de rede é perdido ou abandonado, poderá continuar pescando sem supervisão durante meses, às vezes anos, matando indiscriminadamente peixes e outras espécies de animais. As armadilhas também são responsáveis por parte da pesca fantasma, pois muitas se perdem devido a furacões.

Estima-se que, em um total de 500 mil armadilhas para caranguejos instaladas na baía de Chesapeake, Estados Unidos, 150 mil são perdidas por ano, por exemplo.

"Existem muitos 'fantasmas no mecanismo do ambiente marinho' desde sobrepesca e acidificação (...) ao aumento de 'zonas mortas', sem oxigênio (...). O equipamento de pesca abandonado e perdido é parte deste conjunto de problemas que devem ser enfrentados com urgência e em conjunto se quisermos manter a produtividade de nossos oceanos e mares para este e para as futuras gerações", afirmou Achim Steiner, subsecretário da ONU e diretor executivo da Pnuma.

Soluções O relatório da FAO/Pnuma também faz uma série de recomendações para enfrentar o problema dos equipamentos perdidos ou descartados, como incentivos financeiros para estimular pescadores a relatar perda de equipamentos ou trazer equipamentos velhos ou danificados de volta à terra.

As organizações também propõem o uso de rótulos de identificação nos equipamentos e o uso de novas tecnologias para pesca como uso de imagens do fundo do mar para ajudar na pesca, ao invés do uso de redes verticais.

Também é possível melhorar os sistemas de coleta, descarte e reciclagem dos equipamentos de pesca e melhorar o sistema de notificação de equipamentos perdidos nos oceanos. Segundo o estudo das organizações da ONU o total de resíduos lançados nos oceanos, por ano, foi estimado em cerca de 6,4 milhões de toneladas - desse montante, 5,6 milhões (ou 88%) vêm de barcos mercantes.

Estima-se também que cerca de 8 milhões de itens de lixo são jogados nos ocanos e mares todos os dias, dos quais 5 milhões (63%) são resíduos sólidos jogados ou perdidos por barcos.

Atualmente as estimativas afirmam que mais de 13 mil objetos de lixo plástico estão flutuando em cada quilômetros quadrado de oceano.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/bbc/2009/05/07/ult5018u37.jhtm

Maio 04, 2009

Será que elas são...

...Homofóbicas? Sim, pesquisas indicam que as escolas brasileiras são preconceituosas com os gays. Informação é a arma para reverter o quadro.


Do aluno que desmunheca ao grupinho de meninas que brinca de beijar na boca, a escola convive diariamente com situações que colocam a orientação sexual dos alunos em discussão. Os jovens que apresentam comportamentos heterossexuais, condizentes com o sexo biológico, não preocupam. Meninos se comportam dentro das regras para o gênero masculino e meninas seguem o jeito predefinido das garotas.

O termo heteronormatividade resume esse conjunto de atitudes preconceituosas e compulsórias. "O conceito embasa a ideia de que a heterossexualidade é a sexualidade natural", diz Maria Cristina Cavaleiro, pedagoga do Grupo de Estudos de Gênero, Educação e Cultura Sexual da Universidade de São Paulo (USP).

Nesse cenário, a homossexualidade e a bissexualidade são consideradas desvios da norma. Uma pesquisa da Fundação Perseu Abramo publicada este ano mostra que, quando perguntados sobre pessoas que menos gostam de encontrar, os entrevistados classificaram em quarto lugar os homossexuais (16%). Foram deixados para trás somente por usuários de drogas, pessoas que não acreditam em Deus e ex-presidiários.

Quando o olhar se volta para a escola, o panorama não é diferente. Outro estudo, divulgado em 2004 pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), revela que quase 40% dos alunos entrevistados não gostariam de ter homossexuais como colegas e mais de 35% dos pais não gostariam de tê-los como amigos dos filhos.

Antes de tudo, o que deve ficar claro para todos é que ninguém escolhe ser gay. "Essa orientação tem relação direta com o desejo, a atração física por alguém do mesmo sexo. E não é premeditado. Ocorre espontaneamente", diz o professor Luiz Ramires Neto, mestre em Educação pela USP e um dos diretores da organização não-governamental Cidadania, Orgulho, Respeito, Solidariedade e Amor (Corsa), de São Paulo.

Segundo ele, até hoje não há análises conclusivas sobre o assunto, nem no campo da genética nem nos estudos sobre o impacto do ambiente social (leia as dúvidas respondidas nos destaques desta reportagem). O fato é que, no ambiente escolar, comportamentos desviantes da norma muitas vezes são encarados como problemas. "O professor tem de entender que não vai mudar a orientação sexual de um jovem, mas tem como despertar na turma o respeito pela diversidade sexual", aconselha Maria Helena Vilela, diretora do Instituto Kaplan, especializado em Educação e sexualidade. "O educador pode debater com base na história de homossexuais que desempenham funções de destaque ou aproveitar um debate sobre a família para tratar de tipos de arranjo, especialmente os que vão além de pai, mãe e filhos."

Preconceito contra alunos, parentes e educadores

No dia-a-dia da escola, uma das situações mais incômodas é a manifestação exagerada da homossexualidade. "Assumir uma postura de enfrentamento é uma tática de reação muito comum do jovem, que pode se dar por meio de atitudes como afinar a voz, rebolar (se menino) ou agir de maneira bem agressiva e engrossar a fala (se menina)", descreve Lúcia Facco, doutora em Literatura Comparada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e estudiosa do assunto. "Quem chama a atenção dessa forma está defendendo seu jeito de ser, da mesma maneira que o faria um aluno esquerdista que vai à aula vestindo uma camiseta com a estampa de Che Guevara", diz Ramirez Neto, da ONG Corsa.

Mas nem todos extravasam os sentimentos. Alguns ficam quietos. São esses os que mais sofrem. "Desenvolvem depressão e até abandonam a escola", comenta a professora e pesquisadora de diversidade de gênero Edith Modesto. Angela Moysés Nogueira Rodrigues, de Brasília, observou que a sua filha mais velha, Thaís, parecia ser muito tímida. Enquanto todos brincavam no pátio da escola de Ensino Fundamental em que estudava aos 13 anos, ela se sentava num canto para ler. Até que, com o tempo, numa conversa franca, a menina assumiu ser lésbica. Não havia política na escola sobre o tema, mas, com a ajuda dela, a direção passou a orientar os professores para trabalhar a temática.

E quando os pais de alunos são homossexuais? Jéssica Gutierrez e Carina Ramires, da capital paulista, criam juntas as filhas biológicas de outros casamentos, uma de 8 anos e outra de 10. "Hoje, as duas não enfrentam dificuldades. Todos sabem que elas têm duas mães", fala Jéssica. O casal de mulheres participa de reuniões e de eventos sem constrangimentos. Uma vez, uma das professoras perguntou qual era a formatação da família, pois precisava preparar atividades para o dia dos pais. "Explicamos naturalmente e todos entenderam", lembra Jéssica.

Pena que a clareza e o entendimento nem sempre dão o tom. Há casos em que manter a discrição sobre a homossexualidade poupa sofrimento - e, em última instância, garante o emprego. Renato*, professor do Ensino Fundamental da rede estadual paulista, é gay e procura deixar esquecer isso na escola. "Nem todos os alunos sabem. A maioria gosta de estar comigo. E os jovens podem se afastar ao saber. Não vejo professores homossexuais assumidos sendo abraçados pelos alunos com carinho ou afetividade", diz.

Levar uma vida de fingimento, porém, é cansativo. No tempo livre com os colegas, por exemplo, Renato se vê obrigado a passar por situações constrangedoras, como omitir detalhes do seu último fim de semana. Em pesquisas sobre o tema, a escritora Lúcia Facco presenciou casos semelhantes e orienta: "Primeiramente, o gay precisa entender que não é nenhum ser especial. Além disso, cabe a ele buscar apoio na direção, já que um trabalho isolado pode ser mal entendido e visto como uma espécie de apologia. É vital saber que essas atitudes funcionam e vão ajudar outras pessoas".

Quer saber mais?

CONTATOS
Edith Modesto
Luiz Ramires Neto
Maria Cristina Cavaleiro

BIBLIOGRAFIA
Era Uma Vez um Casal Diferente, Lúcia Facco, 296 págs., Ed. Summus Editorial, tel. (11) 3872-3322, 60 reais
Mãe Sempre Sabe? - Mitos e Verdades Sobre Pais e Seus Filhos Homossexuais, Edith Modesto, 334 págs., Ed. Record, tel. (11) 3286-0802, 45 reais

Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/crianca-e-adolescente/comportamento/sera-elas-sao-451878.shtml

Maio 01, 2009

Primeira entrevista de emprego: como fazer do "não" um incentivo



Uma trajetória profissional é repleta de oportunidades e dificuldades. No início da carreira, uma situação bastante difícil é a entrevista de emprego. O que costuma acontecer, nessa fase, é a rejeição logo na primeira seleção devido, é claro, ao despreparo do jovem.
"Isso é comum, porém essa situação acaba por desanimar o estudante a seguir em frente e buscar novas oportunidades", afirmou o diretor de Comunicação do site Estagiários.com, Giuliano Bortoluci.
De acordo com ele, a desilusão acontece porque os jovens têm muitas expectativas em relação à entrevista e têm problemas em ouvir um não como algo construtivo, que os faça tentar novamente. Entre aqueles da Geração Y, a situação se complica, uma vez que, de acordo com Bortoluci, eles sentem mais dificuldades em lidar com adversidades.
Como encarar a entrevista?
O diretor de Comunicação afirmou que a primeira entrevista não pode ser vista com muita expectativa, mas como um primeiro contato com um mundo novo. Por isso, receber um "não" é algo comum.
"No primeiro encontro com o recrutador, o nervosismo é incontrolável e a falta de segurança é explícita. Por isso, tenha uma conversa com alguém mais experiente e peça para que ele simule uma entrevista com você e aponte seus erros e acertos. Isso pode ajudá-lo a controlar o nervosismo", disse Bortoluci.
E se a resposta for não?
Mesmo depois disso, se receber um "não", nada de abaixar a cabeça. Leve isso como um aprendizado, para ajudá-lo a se aprimorar. Compareça a todas as outras oportunidades que surgirem, assim se acostumará com a situação e conhecerá também os diversos métodos de seleção de candidatos.
"Com essa ideia desenvolvida e aplicada no cotidiano, a entrevista se tornará algo mais familiar, sem estresse e com menos pressão, o que pode refletir em bom desempenho nas próximas entrevistas. A ausência do nervosismo acarreta em uma melhor desenvoltura".
Você também pode dizer "não"
Bortoluci finaliza dizendo que não é só a empresa que pode dizer não para você. O contrário também pode ocorrer.
"É importante também que o jovem saiba a hora certa de dizer não. Aceitar todas as oportunidades, sem colocar na balança o que realmente deseja fazer, pode trazer consequências futuras como mal desempenho profissional e insatisfação pessoal. Portanto, avalie seus desejos e vá atrás dos seus objetivos, sem medo de encarar os obstáculos".
Fonte: http://dinheiro.br.msn.com/financaspessoais/noticia.aspx?cp-documentid=19380096